ARQUIBANCADAS VAZIAS

Dia 13 de março de 2020: há um ano, Franca Basquete realizava seu último jogo no 'Pedrocão'

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Lucas Faleiros/GCN
Com arquibancadas vazias, Pedrocão ainda não tem data para voltar a receber torcedores
Com arquibancadas vazias, Pedrocão ainda não tem data para voltar a receber torcedores
Há exatamente um ano, o ginásio Pedro Morilla Fuentes, o ‘Pedrocão’, recebia sua última partida de basquete. Em um momento onde o Brasil ainda tomava conhecimento da pandemia e a Liga Nacional de Basquete decidiu por suspender a ida de torcedores, o Franca Basquete derrotou o Bauru por 81 a 79. Mal sabia o torcedor que naquele dia 13 de março de 2020, às 21h10, o time da Capital do Basquete nunca mais jogaria no templo. 
 
O jogo, que foi válido pelo NBB, também seria o último da equipe naquela edição, já que o torneio foi cancelado na mesma semana. Após isso, vieram as saídas de jogadores, manutenção de alguns e preparação para os campeonatos da atual temporada – Paulista, NBB 2020/21 e Champions League. 
 
Um dos únicos jogadores titulares da ocasião que decidiu ficar, Lucas Dias diz sentir falta do ambiente que só o "templo do basquete" apresenta. “É um pouco ruim. A gente sabe que jogar em casa traz uma sensação melhor, principalmente pela torcida. Acostumamos a jogar no Pedrocão e este ano está sendo diferente para nós."
 
Atual cestinha do NBB, com média de 22,9 pontos por jogo, o ala-pivô afirma que a temporada poderia ser melhor. “A gente está ficando muito tempo longe e não temos essa força. Então, estamos sentindo bastante falta, sim.”
 
Para os torcedores a falta de pisar no ginásio é ainda maior. Por não contar com torcida no jogo contra Bauru, o último jogo com presença de torcedores foi no dia 5 de março, em vitória contra o Minas Tênis Clube, por 91 a 82.
 
Hilda Couto, de 79 anos, sócia-torcedora número 1 da equipe e que está presente em praticamente todos os jogos nos últimos 47 anos, lamenta muito não poder mais acompanhar presencialmente. “É muito ruim. Eu que já estou torcendo pelo basquete francano há 47 anos, sinto muita falta de torcer pelo nosso time. A torcida sempre incentiva o time e eles poderiam estar melhores, pois somos o sexto jogador.”
 
Dona Hilda, como é conhecida pelos demais torcedores, recorda até os detalhes da única partida que não pôde acompanhar no "templo do basquete". “Eu tenho todos os resultados do Franca Basquete no NBB, menos o do Franca contra o Bauru. Mas eu sei que foi dia 13, às 21h10.”
 
Distante das arquibancadas, ela acompanha os jogos pela rádio e já até imagina quando vai ser quando retornar. “Pretendo continuar indo ao nosso templo do basquete. Não serei a primeira a chegar, mas gosto de ir mais cedo para cumprimentar nossos jogadores, torcedores e todos que passam para me falar um oi.”

Natan Guilherme, de 30 anos, era outra figurinha carimbada na arquibancada. O torcedor diz até estar desanimado por ter de acompanhar a distância. “Ficar longe, não poder estar presente é muito frustrante. Acompanhar de longe causa um bom desânimo. Mas, sempre que possível, eu tento acompanhar, pois os jogos têm sido em horário alternativo.”
 
Ele até reforça a tese de Lucas Dias, dizendo que os resultados poderiam estar melhores, numa temporada que ele considera “abaixo do esperado”. "Com certeza, isso acaba influenciando em determinadas partidas, pois o apoio da torcida faz muita diferença, ainda mais sendo uma torcida que ama e acompanha sempre o time”, finalizou.

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