SEM PREVISÃO

Escolas municipais não têm previsão de quando vão receber alunos

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Prefeitura de Franca
Márcia Gatti: 'Agora não dá. Temos que sempre pensar primeiro no comportamento do vírus'
Márcia Gatti: 'Agora não dá. Temos que sempre pensar primeiro no comportamento do vírus'
Após estimar um retorno para as creches e escolas municipais nos dias 15 e 29 de março, respectivamente, a secretária de Educação, Márcia Gatti, voltou atrás e disse não ser possível mais fazer uma programação. O motivo é a incerteza gerada pela presença de todo Estado na fase vermelha do Plano São Paulo. 
 
Apesar de mais de 60% da manutenção nos prédios estar concluída, com 25 de 40 já preparados, a secretária tem medo de que as escolas precisem fechar rapidamente, caso a abertura ocorra durante esta fase. “Agora não dá. Temos que sempre pensar primeiro no comportamento do vírus, para depois programar um retorno. Nos preocupa voltar com as aulas presenciais e depois os pais ficarem com essa expectativa, aí nós termos que fechar na semana seguinte.”
 
Mesmo com a impossibilidade de precisar uma data, a pasta tem realizado treinamentos com diretores, mas se vê refém da dificuldade em preparar pais e alunos neste momento. “Nós capacitamos 34 diretores de escolas municipais, 23 diretores de escolas privadas e 120 profissionais de creche. Já os alunos e familiares serão capacitadas no retorno e é por isso que fico preocupada em voltar num momento que não teremos tranquilidade.”
 
A fim de proporcionar uma retomada minuciosa, uma pesquisa foi realizada com responsáveis dos alunos. Assim que os números forem contabilizados, Gatti afirma que em conjunto com todas as escolas será preparado um Plano de Retomada. Feito isso, cada uma optará de que forma organizará suas turmas. “A escola tem que ver quantos professores voltam, quantos não voltam por terem comorbidades, quantos pais responderam que os filhos voltam e quais são os alunos prioritários para esse retorno. A partir daí a escola monta essa logística.”
 
Enquanto as aulas presenciais não são confirmadas, as crianças da rede continuam com o ensino remoto, recebendo acompanhamento e atividades por meio do WhatsApp. O planejamento é que isso mude logo com a aquisição de materiais para conteúdo digital, de acordo com Márcia. “Já até começamos um processo licitatório para comprar CPUs, kits de projeção, webcams, microfone, cabos e materiais para instalação de tudo isso na sala de aula”, finalizou.

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