Com buzinaço, carro de som e faixas de protesto contra o governador do Estado, João Doria (PSDB), proprietários de bares e restaurantes de Franca foram às ruas pedir mudanças nas restrições impostas pelo Plano SP e a reabertura de seus estabelecimentos. “Luto”, “Todo trabalho é essencial” e “Só queremos trabalhar” foram frases vistas na maioria das faixas estendidas pelos manifestantes.
Marcado para esta terça-feira, 9, na praça central, o protesto seguiu caminho pela rua Monsenhor Rosa com adesão de muitas pessoas – em torno de 150 -, posteriormente transitaram pela avenida Presidente Vargas, rumo à Prefeitura. No trajeto, o apoio do prefeito Alexandre Ferreira (MDB) e de alguns vereadores foi lembrado. Na chegada à Prefeitura, um dos organizadores, em cima do carro de som anunciou: "A partir de amanhã, todos os bares e restaurantes estarão abertos".
Segundo o empresário Denis Roberto, 50 anos, proprietário bar Farol da Praça, os bares não são os “divulgadores” do vírus. “Não conseguimos ficar mais sem trabalhar. Não somos os divulgadores do vírus. Os mercados estão abertos, farmácias, postos de gasolina, e nós não. Seguimos os protocolos que exigem para a gente poder trabalhar. Chegou no limite: ou a gente trabalha ou morre de fome”, afirmou o proprietário que também pede mais fiscalizações.
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Buzinas e palavras de repúdio ao governador marcaram o ato organizado pelo grupo de donos de bares e restaurantes da cidade. Ao longo do trajeto, quem estava na rua convocava outros lojistas. O bloco fez paradas em frente à Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) e também no Magazine Luiza para pedir apoio.
Apesar de a maioria presente fazer uso de máscara, a aglomeração era intensa.
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