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Árvore no banheiro, dinheiro para viajar e até marido religioso; confira os pedidos 'inusitados' feitos aos vereadores

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
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Árvore no banheiro tira a concentração e o sossego de moradores
Árvore no banheiro tira a concentração e o sossego de moradores
Dezenas de francanos buscam ajuda aos vereadores diariamente. Os parlamentares encaminham as solicitações aos órgãos competentes, cobram, quando necessário, e orientam os moradores. Seja pela esperança de resolver ou pela falta de conhecimento, algumas pessoas passam do “limite” no momento de pedir ou são muito “autênticas” - ou criativas - quando apresentam suas demandas pessoais. Retirada de árvore de dentro do banheiro, dinheiro para viajar e até marido religioso estão na lista de pedidos dos vereadores. 
 
Alguns itens podem ser considerados “essenciais” em um banheiro. São eles: vaso sanitário, pia e chuveiro, por exemplo. Outros são opcionais, como bidê ou banheira. O que não faz parte da lista de - quase - ninguém é uma árvore. Mas uma casa na Vila São Sebastião, na região oeste da cidade, conta com esse “item de série” em seu banheiro. Em visita ao local, o pedido surpreendeu o vereador Gilson Pelizaro (PT). “Uma pessoa me procurou para a possibilidade do arrancar uma árvore. Até aí tudo bem. Fomos checar. Quando chegamos ao local, observamos que a árvore estava dentro de um banheiro. Uma árvore gigante. A coisa mais absurda que já vi”, conta Pelizaro.
 
Quem veio primeiro, a casa ou a árvore, o petista não soube informar. O caso foi passado ao órgão competente, que estuda como será feita a retirada. Com mais de dez metros de altura, a árvore corre risco de cair na residência. “Resolver precisa. Agora, de qual jeito é que não sabemos ainda. Estamos tentando achar uma alternativa para ajudar a pessoa. Até porque a árvore está correndo risco e, se cair, vai fazer um estrago gigante”, disse o vereador. 
 
O presidente da Câmara Municipal de Franca, Claudinei da Rocha (MDB), tem sido confundido com cupido. Foi uma mulher que fez um pedido “audacioso” ao parlamentar: ela queria um marido e ainda detalhou preferências. “Uma mulher, através das redes sociais, me pediu para arrumar um marido e fez uma exigência: precisava ter algum cargo dentro da igreja”.  
 
Um cônjuge não foi o único pedido “inusitado” recebido pelo vereador. Um homem desejava a construção de uma academia ao ar livre. Só que, no caso dele, queria que fosse instalada dentro de sua chácara particular. “O propósito das academias ao ar livre são praças e não em locais particulares. Quando chega assim, orientamos que não podemos ajudar”. 
 
Algumas pessoas sonham em viajar pelo Brasil. Outras “matam” para isso. Com a desculpa que um familiar havia falecido em outro estado, um homem pedia dinheiro aos vereadores para viajar. Em algumas oportunidades, Donizete da Farmácia (MDB) o atendeu. “O pessoal brincava que todo dia morria um parente dele. Ele usava muito a morte para tentar ajuda de alguns vereadores para viajar. Não só comigo. Ele não saia aqui da Câmara”, lembra Donizete.
 
Tem mais. Após construir uma piscina, um homem descobriu o óbvio. Precisava de água. A solução encontrada foi pedir ao vereador que enchesse sua piscina, localizada em uma chácara particular. A estrutura comportava em torno de 40 mil litros. “Ele tem uma chácara e uma piscina. Ele procurou um pessoal para ajudá-lo a colocar água. Acho meio inusitado. Se ele construiu uma piscina, ele que tenha condição de colocar água”, afirma.
 
Diferente de Donizete, o pedido que chegou até Zézinho Cabelereiro (PP) foi a construção de uma casa. O pedido veio em etapas. Primeiro, o vereador tinha conseguido alguns caminhões de terra para aterrar a área, a pedido do munícipe. “Assim que o aterro estava pronto, ele pediu para fazer uma casa para ele. Foi uma coisa incrível. Porque eu não tinha casa. Como vou fazer uma casa para uma pessoa se eu não tenho”, disse o progressista. 
 
Festas de casamento e aniversário, peruca, dentaduras. Todos esses pedidos já chegaram ao longo dos dois mandatos do vereador Carlinho Petrópolis (PL). “Festa de casamento e aniversário, pessoas que sonham fazer aquela festa, a gente entende o sentimento da pessoa... Também dentadura e peruca, que a pessoa precisa e não tem como arcar com isso. Mas também não tem como fazermos”, afirmou.

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