POLÍCIA

Morte de Alan Diego completa um mês e grupo protesta

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Instagram
Grupo estendeu uma faixa no pontilhão da Vila São Sebastião, mas logo teve de retirá-la
Grupo estendeu uma faixa no pontilhão da Vila São Sebastião, mas logo teve de retirá-la

Após um mês da morte do jovem Alan Diego Ferreira Marciano, de 23 anos, que foi morto em uma operação policial na Vila São Sebastião, manifestantes do grupo “Afronte Franca” realizaram na tarde desta terça-feira (2) um protesto para pedir justiça.

Três representantes do grupo foram até ao pontilhão da Vila São Sebastião, onde aconteceu o crime, e estenderam uma faixa com os dizeres “Contra o genocídio do povo negro. Justiça para Alan”.

A faixa ficou por pouco tempo, já que os protestantes foram orientados pela concessionária que era proibido deixar faixas no local. Pelas redes sociais, o grupo pede que a morte de Alan Diego não se torne mais um número de estatística no Brasil.

“Hoje faz um mês que Alan Diego foi brutalmente assassinado pela Polícia Militar na cidade de Franca. Queremos o fim do extermínio da juventude preta, pobre e periférica, Alan Diego não pode ser somente mais um número nas estatísticas desse país, que lembremos de sua vida, e continuemos a resistir”, escreveu o grupo em seu perfil no Instagram.

O caso de Alan ainda segue sendo investigado. Segundo a Polícia Civil, o laudo do exame residuográfico ainda não foi concluído.

O crime
A operação que acabou com a morte do jovem Alan Diego, aconteceu no dia 2 de fevereiro, em frente a uma padaria na Vila São Sebastião, zona Oeste de Franca. O rapaz estava armado durante uma abordagem policial e acabou sendo morto durante a ação.

Segundo apurou a reportagem, os militares atiraram 18 vezes durante a ação contra o rapaz, todos os tiros foram feitos de longa distância. Alan foi atingido por quatro disparos nas costas; um no peito; e um nas nádegas.

Um inquérito policial já foi instaurado e a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) está à frente das investigações. Os policiais e testemunhas já foram ouvidos. Os advogados da família e da área de direitos humanos da Defensoria Pública acompanham o caso.

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