ALERTA VERMELHO

Governo de SP deve colocar todo o Estado na fase vermelha, mas manter escolas abertas

Por | do Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
O governo de São Paulo avalia possibilidade de colocar todo o Estado na fase vermelha, mas com escolas abertas. A Secretaria Estadual de Saúde divulgará uma nota nesta terça-feira, 2, a qual o Estadão teve acesso, dizendo que não há decisão sobre fechamento das escolas. As novas diretrizes serão anunciadas nesta quarta-feira, 3.
 
A ideia seria abrir as escolas estaduais para os alunos mais vulneráveis, com deficiências ou dificuldades de aprendizagem. Já as particulares poderiam ter autonomia para continuarem abertas com 35% de presença. Critérios regionais também podem ter peso na definição. A Prefeitura da capital também deve seguir o Estado e não fechar escolas mesmo na fase mais restritiva.
 
A nota é assinada pelo próprio Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, e diz que ele "esclarece que a afirmação dada à rádio CBN nesta terça sobre o funcionamento das escolas trata de opinião pessoal e que até o momento não foi debatida com a Secretaria de Estado da Educação".
 
E afirma ainda que as "novas medidas de enfrentamento da pandemia ainda estão em discussão entre o Governo de São Paulo e o Centro de Contingência do Coronavírus no Estado". À Rádio CBN, Gorinchteyn disse ser favorável ao fechamento das escolas neste momento e entender que o problema de manter os colégios abertos é aumentar a circulação de pessoas nas cidades.
 
O secretário de Educação do Estado, Rossieli Soares, não é a favor do fechamento das escolas mesmo em caso de o Estado ir para a fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo, programa paulista de combate à covid-19. Um decreto estadual, de dezembro, garante a abertura da educação em todas as etapas do plano.
 
Segundo o Estadão apurou, Rossieli se surpreendeu com a fala de Gorinchteyn. O titular da Educação sequer participou das reuniões nesta terça-feira do centro de contingência. Dentro do comitê, há integrantes que defendem aumentar restrições em todo o Estado para conter o avanço da pandemia.
 
Durante a segunda onda do coronavírus na Europa, países como Reino Unido, França e Alemanha deixaram as escolas abertas mesmo durante o lockdown. A França, por exemplo, está com a educação funcionando desde janeiro, com bares, restaurantes e comércio fechado. O Reino Unido manteve a escola aberta para as crianças mais vulneráveis e, na semana que vem, reabre para todos, mesmo com o restante dos serviços fechados.
 
Rossieli vai defender que São Paulo adote o modelo europeu para os integrantes do comitê, de fechar a escola por último.

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