Lideranças religiosas de Franca comemoram o decreto assinado pelo governador João Doria (PSDB), determinando que, em todo o Estado de São Paulo, igrejas serão consideradas atividades essenciais durante a pandemia. Isso implica que em qualquer fase do Plano SP, os templos religiosos poderão funcionar – sempre seguindo os protocolos de Saúde estipulados para cada classificação. Na prática, nada muda, porque as igrejas já possuem essa autorização.
O bispo diocesano de Franca, Dom Paulo Beloto, recebeu com alegria a notícia. “Nós, Igreja Católica, nos alegramos, em unidade com as demais igrejas, com a publicação do decreto do governo do Estado de São Paulo, reconhecendo a essencialidade das Igrejas e suas atividades de evangelização.”
Dom Paulo menciona o decreto municipal em que as igrejas já eram consideradas essenciais na cidade e também ressalta a importância do apoio religioso em momentos conturbados. “Sabemos que a pandemia tem provocado muito sofrimento e desafios, e a acolhida, o acompanhamento espiritual, tem ajudado muita gente, com consolo, força e esperança que a oração produz.”
O bispo ainda reforça que a Igreja Católica é “a favor da preservação da vida” e que todos os protocolos de segurança devem ser seguidos, em todas as igrejas. “Numa situação extraordinária, e de grandes riscos, estamos à disposição para colaborar com as autoridades sanitárias. Para nós, o importante é celebrar os sacramentos, principalmente as Missas.”
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Para o pastor presidente da Assembleia de Deus em Franca, Isaac Ribeiro, o sentimento é de felicidade. “Estamos contentes. Tínhamos já um decreto municipal a favor da essencialidade das igrejas e faltava um estadual. Acredito que tenha vindo em boa hora.”
Assim com o líder católico, Isaac Ribeiro também mencionou a importância das igrejas como um apoio às pessoas durante a pandemia. “É importante que as pessoas possam receber o conforto, a palavra e a orientação espiritual e emocional neste momento difícil que estamos vivendo. É muito importante que haja o reconhecimento disso, a igreja sempre exerceu este papel. Estamos agradecidos por esta decisão estadual”, concluiu.
Por outro lado, uma das figuras mais importantes para quem segue o espiritismo em Franca, Rosinha Aylon, afirmou que ainda não é o momento de retornar. Ela destacou que no centro espírita é uma outra forma de agir, mais individual e que não seria adequado ainda. “No centro espírita é bem diferente dos templos e das igrejas católicas, lá o trabalho é individual e de muita proximidade. Vamos esperar mais um pouco até que tudo esteja mais normalizado e possamos voltar à nossas atividades.”
Rosinha ressaltou que cada Centro Espírita tem sua diretoria e sua maneira de conduzir, então a decisão pode variar de um local para o outro. “Cada centro é independente, no meu vamos aguardar mais um pouco.”
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