Inaugurada em 2010, a Câmara Municipal de Franca há anos necessita de reforma. O prédio sofre com inundações, alagamentos e rachaduras em sua estrutura. Ano passado os estragos foram grandes, com parte do teto do plenário desabando após fortes chuvas que caíram na cidade. Algumas sessões chegaram até ser realizadas em outro local, no Teatro Judas Iscariotes. O atual prédio do Legislativo foi inaugurado na gestão de Joaquim Pereira Ribeiro, há mais de uma década.

Mesmo sendo uma obra relativamente nova, uma reforma do prédio do Legislativo se tornou um desafio para os últimos quatro presidentes: Marco Garcia (Cidadania), que não é mais vereador, Donizete da Farmácia (MDB), Pastor Palamoni (PSD) e Claudinei da Rocha (MDB), atual presidente.

Mesmo sendo uma obra relativamente nova, uma reforma do prédio do Legislativo se tornou um desafio para os últimos quatro presidentes: Marco Garcia (Cidadania), que não é mais vereador, Donizete da Farmácia (MDB), Pastor Palamoni (PSD) e Claudinei da Rocha (MDB), atual presidente.
Marco Garcia, que foi presidente do Legislativo por quatro mantados, diz que poderia se pensar até na construção de um outro prédio. “Com os alagamentos, foi elaborado até um laudo de engenheiros que mostrou que precisa fazer uma reforma. É um prédio novo, mas que precisa de uma reforma. O prédio é o Poder Legislativo, porém, o patrimônio é da prefeitura. Agora, precisa fazer um levantamento para saber se é mais viável construir um novo prédio ou fazer a reforma. Não sou mais vereador, mas o que precisou fazer na minha gestão foi feito”, destacou Garcia, que decidiu não concorrer às eleições de 2020. “Nas minhas gestões foram instalado piso tátil, corrimão (acessibilidade), elevador e a cobertura do estacionamento”.
Donizete da Farmácia, que sucedeu Garcia, também chegou a cogitar a reforma do prédio durante seu mantado dizendo que é também uma questão se segurança. “Existe uma dificuldade muito grande nesta questão da reforma. Precisa abrir uma licitação com vários critérios, mas precisa ser feito até por questão se segurança. Também tem a questão do som que a gente tem dificuldades para modernizar. Acho que isso está pra ser resolvido, mas tivemos dificuldades nessa questão também”.
Donizete acrescentou que há verba para executar a reforma necessária. “Já está no orçamento. Dinheiro não é o problema. Inclusive todo ano a Câmara devolve recursos à prefeitura. Na minha época estimamos gastar R$ 300 mil nessa reforma”.
Na época da gestão do Pastor Palamoni, foi preciso que as primeiras sessões do ano de 2020 fossem realizadas em outro local devido ao desabamento de parte do teto da Câmara. “Quando eu assumi em 2020 já havia um processo de reforma, incluindo a melhora do som. Logo na primeira semana enfrentei o problema do teto ter caído por causa das chuvas, alagamento interno e externo, nos refeitórios, departamento de procuradoria e contabilidade. Realizamos os reparos dos danos causados pelas chuvas, mas depois o andamento sobre a reforma ficou mais lento por conta da pandemia. Mas o processo de avaliação da reforma e da melhoria do som está em andamento”.
À época, as sessões da Câmara foram transferidas para o Teatro Judas Iscariotes.
O atual presidente da Câmara, Claudinei da Rocha, disse a reforma do prédio da Casa de Leis é um desafio que ele pretende enfrentar na sua administração. “Estou indo para meu terceiro mandato e venho acompanhando esse processo da reforma. Tem um projeto de viabilidade que está quase pronto. Depois é a fase de execução. Estamos vivendo um momento delicado, mas no que depender de nós e da Mesa Diretora vamos fazer”.

Uma empresa já está realizando um estudo de viabilidade das reformas na Câmara. Os engenheiros responsáveis deverão entregar o projeto nos próximos dias. Se for aprovado, o próximo passo será a abertura da licitação para a execução da obra. “Não temos nenhuma noção de custos. Só teremos uma estimativa de quanto será gasto quando o projeto de execução estiver pronto. Enquanto presidente vou analisar a viabilidade da reforma, que seria um desafio, mas eu gosto de desafio”, concluiu.
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