NOVA VISÃO

As mulheres da educação pública de Franca: ensino nunca mais será o mesmo

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Alunos tem utilizado da tecnologia para acompanhar as aulas
Alunos tem utilizado da tecnologia para acompanhar as aulas
A pandemia transformou o ensino para os próximos anos. Com a obrigatoriedade de trabalhar simultaneamente com tecnologias, o investimento no último ano teve de ser pesado. Por isso, na visão das duas mulheres que estão à frente do ensino público em Franca, Márcia Gatti como secretária municipal de Educação, e SIlma Rodrigues, como diretora regional de ensino, o ensino híbrido veio para ficar. 
 
Silma Rodrigues, que está à frente da Diretoria Regional de Ensino desde o ano passado, faz uma análise a respeito deste período: “eu brinco que o que a gente tinha dez anos para aprender, nós aprendemos em dez dias”. Para ela, essa transformação foi acelerada por conta da pandemia. “É uma inovação, que foi por conta da pandemia que foi acelerada. Isso um dia viria, mas a pandemia acelerou esse aprendizado”.
 
Essa transformação se vê no investimento do Estado, que tem proporcionado novas tecnologias, como o Centro de Mídias e, também, possibilitado capacitação aos professores. “Eu estou muito feliz com a rede de Franca. Os professores estão superando as minhas expectativas, sendo super criativos. As escolas também estão sendo supridas com equipamentos tecnológicos de última geração e que vem para atender as necessidades de todos”.
 
A respeito dos equipamentos, a maioria deles são televisores, data shows e notebooks. Silma, que já foi diretora de escola durante alguns anos, faz uma comparação desta época com a atual. “Fui diretora durante dez anos e na minha época tínhamos dois ou três televisores. A gente tinha que andar com os carrinhos de data show. Agora, temos escolas estaduais que têm televisão em todas as salas. Isso dá uma injeção de ânimo”. 
 
Reforçando todos esses pontos de Silma, Márcia Gatti, que assumiu a função de secretária de Educação no início do ano, acredita que o ensino nunca mais será o mesmo. “Eu acho que foi um levanta, sacode a poeira e vamos de um jeito diferente. Parece que o jeito de caminhar dentro da escola mudou, em função da pandemia. Tivemos que buscar ferramentas, mecanismos e apoiar pessoas”.
 
Apesar das escolas municipais ainda não terem retornado ao ensino presencial, Márcia conta que o investimento, assim como no Estado, tem sido feito. “Estamos licitando data shows, smart TVs, para montarmos tutorial de trabalho tecnológico. E o professor precisa disso. Tem muitas coisas que dá para gente trabalhar, que não exige uma internet tão pesada em casa e que dá para gente fazer”.
 
Márcia acredita que a tecnologia estará agora para sempre acompanhando os alunos. “Essa parte tecnológica vai continuar depois da volta presencial, para recuperação dos alunos e tarefa de casa. Os alunos vão estar conectados para sempre. A educação vai ter a realidade do ensino remoto”.
 
Esse acompanhamento eterno do ensino remoto/híbrido é também algo que Silma enxerga. “Claro que é um meio que veio por conta da pandemia, mas que veio para ficar e já mostrou que é uma metodologia que traz resultados positivos e é muito eficaz. Professores que estão dando aula para 35% dos alunos e os outros de casa assistindo ao vivo”, finalizou Silma.

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