De um lado os moradores da Vila Formosa, que vêm realizando seguidos protestos contra a instalação do Centro Pop no bairro. Do outro lado, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB), que já até autorizou a reforma do antigo prédio do CSU para abrigar a unidade assistencial.
O assunto também foi amplamente discutido na Câmara Municipal nas duas últimas sessões, através de um projeto que exigia um estudo de impacto de vizinhança. Nas duas votações, os parlamentares se mostraram divididos. Após sete votos para cada lado nas duas ocasioções, foi preciso o voto de minerva do presidente do Legislativo, Claudinei da Rocha (MDB), sempre decidindo a favor do prefeito.
Nesta quinta-feira, 25, em entrevista ao programa A Hora é Essa, da rádio Difusora, o vereador Gilson Pelizaro (PT), que votou duas vezes contra o projeto, para que os moradores fossem ouvidos, voltou a explicar que já existe uma lei obrigando um estudo de impacto de vizinhança.
“Já existe uma Lei de 2012 dizendo que é obrigatório uma audiência pública. O estudo de impacto de vizinhança vai ter, sob pena de os moradores entrarem na Justiça. Agora, ela não é vinculante. Pode dar 80% dos moradores não querer, e o prefeito por questão administrativa bater o pé e falar que vai ser lá.”
“Já existe uma Lei de 2012 dizendo que é obrigatório uma audiência pública. O estudo de impacto de vizinhança vai ter, sob pena de os moradores entrarem na Justiça. Agora, ela não é vinculante. Pode dar 80% dos moradores não querer, e o prefeito por questão administrativa bater o pé e falar que vai ser lá.”
Pelizaro disse que o número de moradores de rua na cidade é bem maior do que o divulgado pelo setor assistencial da Prefeitura. “A questão de mérito, específica dos moradores de rua, nós não discutimos. Ela é necessária e precisa ser discutida. 470 moradores de rua são cadastrados na Secretaria de Assistência, mas Franca tem mais de 800 moradores nessa condição num estudo que foi feito pela Unesp, por aluno que está fazendo mestrado e constatou que mais de 40% dessas pessoas, que estão na rua hoje, são ex-sapateiros", afirmou o vereador.
Segundo ele, são "pessoas que perderam o emprego, que perderam os laços com a família, muita das vezes por ter tido vergonha de não poder alimentar a família, sem condições de levar o sustento para casa. Aí ele entra numa depressão, na bebida, droga e perde a dignidade".
Segundo ele, são "pessoas que perderam o emprego, que perderam os laços com a família, muita das vezes por ter tido vergonha de não poder alimentar a família, sem condições de levar o sustento para casa. Aí ele entra numa depressão, na bebida, droga e perde a dignidade".
Gilson Pelizaro diz defender que as pessoas em situação de rua tenham um acolhimento. "Agora, cabe ao prefeito Alexandre, e não ao mérito da Câmara, disponibilizar um aparelho público, um local adequado pra fazer isso, e mais, ele tem que atender as demandas que o Ministério Público impõe. A faca está no pescoço do Alexandre. Ele vai ter que resolver a situação.”
O parlamentar finalizou dizendo que o assunto é tão importante que o próprio prefeito deveria participar do debate com as autoridades públicas e dar esclarecimentos à população. “A audiência pública é um momento que os moradores vão ter a oportunidade de colocar suas angústias, seus problemas e tentar sensibilizar as autoridades públicas. Agora, se vão sensibilizar é outra história. Agora precisa saber quem a Prefeitura irá designar para participar dessa audiência. O próprio prefeito poderia participar e dar esclarecimentos para o povo da Vila Formosa”.


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