CORONAVÍRUS

Com recorde de internações em SP, AME continua apenas como Hospital de Campanha

Por Lucas Faleiros | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
AME não voltará a realizar cirurgias eletivas no próximo mês
AME não voltará a realizar cirurgias eletivas no próximo mês
Por conta do número recorde de internações de pacientes da covid-19 no Estado de São Paulo, o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) vai continuar apenas como Hospital de Campanha do Coronavírus. A informação é do Governo do Estado de São Paulo. O plano inicial era voltar com os atendimentos clínicos, de forma gradual, a partir do mês de março.

“Por ora, o AME de Franca vai atender só a pandemia mesmo. Para fazermos a retomada, só quando os casos cessarem um pouco, o que não parece estar próximo de acontecer. As internações estão batendo recordes. Pelo menos por enquanto, a unidade será 100% dedicada à covid-19", informou a assessoria de imprensa do Estado.
 
A transformação do AME em Hospital de Campanha foi tomada por conta da situação em que o município se encontrava, próximo do colapso das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) reservadas a pacientes do coronavírus. O intuito era desafogar o sistema de leitos de UTI Covid públicos que, em 5 de fevereiro, quando os primeiros cinco leitos de terapia intensiva foram instalados na unidade, estava 97,3% ocupado, com somente uma das 37 vagas disponível.
 
Para isso, o AME teve de interromper seus atendimentos, parando de fazer as mais de 350 cirurgias, 7 mil consultas médicas e 1.200 exames de apoio diagnóstico que realizava mensalmente e criando filas que, pelo menos até agora, não se sabe o tamanho. Segundo nota divulgada pelo Governo Estadual, todos os pacientes que tinham atendimentos agendados foram contatados e as datas reagendadas “dependendo da orientação médica e da necessidade de cada um”. 
 
Quando o local se tornou um hospital de campanha, foi afirmado pela Santa Casa que a partir de março a unidade voltaria, de forma gradativa, a realizar as cirurgias, consultas e exames. As UTIs Covid seguiriam funcionando por lá, mas isoladas no terceiro piso. Pacientes com outros problemas – os chamados casos clínicos - seriam atendidos no térreo. 

Agora, com o recorde de internações, a ideia inicial foi descartada.
 
Cirurgias eletivas
As cirurgias eletivas, que estão suspensas no AME, continuam acontecendo nos demais hospitais da cidade. A Santa Casa de Franca afirma que segue agendando e realizando cerca de 190 procedimentos por mês. No Hospital Regional, do Grupo São Francisco, a informação é a mesma, assim como no Hospital São Joaquim, da Unimed: as eletivas estão sendo executadas sem pausa. O número de pessoas na fila e o tempo de espera, porém, não foram divulgados por nenhuma das unidades particulares.

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