A população em situação de rua vem crescendo assustadoramente nos últimos anos em Franca. O tema é delicado, mas precisa ser enfrentado com muito interesse pelos gestores públicos. A preocupação é ainda maior quando envolve a segurança e conforto de outras pessoas.
Nos últimos anos, Franca vem apresentando focos de moradores de rua, especialmente próximos aos serviços sociais oferecidos na zona Norte da cidade: a Casa de Passagem e Abrigo Provisório – mais conhecidos como “albergue” –, e que ganham cada vez mais traços de favelização. A população que frequenta o local não consegue se desvencilhar da área e atraem ainda mais pessoas em situação de rua.
Nos últimos anos, Franca vem apresentando focos de moradores de rua, especialmente próximos aos serviços sociais oferecidos na zona Norte da cidade: a Casa de Passagem e Abrigo Provisório – mais conhecidos como “albergue” –, e que ganham cada vez mais traços de favelização. A população que frequenta o local não consegue se desvencilhar da área e atraem ainda mais pessoas em situação de rua.
O canteiro central da avenida Willian Azzuz, bem em frente à Casa de Passagem, é o espaço escolhido pelos moradores para se acomodarem. Ali eles vivem em barracas, dormem, se alimentam e uma grande maioria utiliza álcool e drogas.
O Abrigo Provisório e a Casa de Passagem atendem cerca de 100 pessoas e ainda há demanda. Segundo dados apontados até o ano passado, Franca teria cerca de 480 moradores de rua.

Padre Ovídio, presidente da Pastoral do Menor, responsável pelo Abrigo Provisório, diz que a pandemia fez com que as pessoas passassem a procurar os serviços de acolhimento. “Acreditamos que, com a pandemia, as pessoas passaram a procurar os serviços de acolhimento, mas como não tem vagas para todos, acabaram permanecendo nas imediações dos dois serviços, que são referência para as pessoas em situação de rua”, destacou Ovídio.
Ele acrescenta que os moradores em situação de rua são acolhidos pela Casa de Passagem e depois são encaminhadas para o Abrigo, que funcionam basicamente na mesma localização. “Importante registrar que em 2020, quando iniciou a pandemia, o protocolo firmado pelas autoridades de saúde, era que as pessoas seriam acolhidas pela Casa de Passagem, onde ficavam até 15 dias para depois serem transferidas para o Abrigo Provisório, permanecendo assim até o final do ano passado, quando o abrigo provisório voltou a acolher normalmente”.

Ovídio reforça que é necessário um trabalho conjunto para buscar uma solução para a questão social-econômica. “É uma questão que ultrapassa a assistência social e envolve a segurança pública, a justiça, a educação, a saúde, trabalho, enfim. Se faz necessário e urgente o trabalho conjunto e articulado de todas as políticas públicas, a sociedade para resolver ou minimizar esta situação, que assola todo o nosso país e infelizmente todo o mundo. Extremamente necessário articular benefícios, projetos, programas e serviços da política de assistência social e de outras políticas, para promover atenção integral a esta população, que teve a vida marcada pela negação de direitos”.
Centro Pop
O Centro Pop é uma outra unidade socioassistencial do município que oferta serviços para a população de rua. No momento, ele funciona de forma provisória no ginásio Demétrio Soares, dentro do Champagnat, mas tudo indica que deve ser transferido para o antigo prédio da CSU (Centro Social Urbano), na Vila Formosa.
O Abrigo Provisório e a Casa de Passagem atendem cerca de 100 pessoas e ainda há demanda. Segundo dados apontados até o ano passado, Franca teria cerca de 480 moradores de rua.

Padre Ovídio, presidente da Pastoral do Menor, responsável pelo Abrigo Provisório, diz que a pandemia fez com que as pessoas passassem a procurar os serviços de acolhimento. “Acreditamos que, com a pandemia, as pessoas passaram a procurar os serviços de acolhimento, mas como não tem vagas para todos, acabaram permanecendo nas imediações dos dois serviços, que são referência para as pessoas em situação de rua”, destacou Ovídio.
Ele acrescenta que os moradores em situação de rua são acolhidos pela Casa de Passagem e depois são encaminhadas para o Abrigo, que funcionam basicamente na mesma localização. “Importante registrar que em 2020, quando iniciou a pandemia, o protocolo firmado pelas autoridades de saúde, era que as pessoas seriam acolhidas pela Casa de Passagem, onde ficavam até 15 dias para depois serem transferidas para o Abrigo Provisório, permanecendo assim até o final do ano passado, quando o abrigo provisório voltou a acolher normalmente”.

Ovídio reforça que é necessário um trabalho conjunto para buscar uma solução para a questão social-econômica. “É uma questão que ultrapassa a assistência social e envolve a segurança pública, a justiça, a educação, a saúde, trabalho, enfim. Se faz necessário e urgente o trabalho conjunto e articulado de todas as políticas públicas, a sociedade para resolver ou minimizar esta situação, que assola todo o nosso país e infelizmente todo o mundo. Extremamente necessário articular benefícios, projetos, programas e serviços da política de assistência social e de outras políticas, para promover atenção integral a esta população, que teve a vida marcada pela negação de direitos”.
Centro Pop
O Centro Pop é uma outra unidade socioassistencial do município que oferta serviços para a população de rua. No momento, ele funciona de forma provisória no ginásio Demétrio Soares, dentro do Champagnat, mas tudo indica que deve ser transferido para o antigo prédio da CSU (Centro Social Urbano), na Vila Formosa.
No entanto apenas os rumores da mudança já foram o suficiente para alvoroço entre os moradores do bairro. Marcelo Comar mora na vila e afirma estar preocupado com a possível instalação do serviço ali. “A verdade é que o bairro inteiro está em pânico com essa possibilidade. Você pega um bairro que já é problemático em questão de segurança e adiciona dezenas de moradores de rua e muitos usuários de drogas. A preocupação é inevitável com a segurança, com o silêncio e com a depreciação dos imóveis”, disse.

De acordo com Marcelo, todos os moradores do prédio onde ele mora assinaram um abaixo-assinado contra a mudança – ao menos 40 pessoas. “A gente protocolou esse documento que foi exclusivo do prédio, mas eu sei também que existe um outro abaixo-assinado que foi feito pelos moradores do bairro, então tem mais algumas petições protocoladas também pelos comércios. São vários processos paralelos correndo.”
Cornélio, como é conhecido, tem 42 anos e passou a viver nas ruas durante a pandemia. Ele é um usuário do Centro Pop e utiliza o local para comer, lavar roupas e ser acompanhado pelos assistentes sociais de lá. “Eu não tenho o que reclamar do Centro Pop, sempre me trataram muito bem e eu uso porque preciso. Se mudar de lugar o pessoal vai para lá, ‘uai’, vai fazer o quê. Quem precisa vai”, disse.
Prefeitura
Com o assunto em ebulição na semana, a reportagem procurou a prefeitura de Franca, por inúmeras vezes, em busca de uma resposta sobre o planejamento na área social. Também foi questionado ao poder público sobre o início da favelização próximo à Casa de Passagem e a rejeição dos moradores da Vila Formosa sobre a instalação do Centro Pop no prédio do antigo CSU (Centro Social Urbano).
Em nota, a assessoria de comunicação da Prefeitura se limitou a dizer: “A Prefeitura de Franca informa que está empenhada em oferecer um acolhimento adequado aos moradores em situação de rua, por entender que carecem de uma assistência apropriada. Nesse sentido, através da Secretaria de Ação Social segue estruturando programas de atendimento que incluem locais de acolhimento que, oportunamente, serão informados.”

De acordo com Marcelo, todos os moradores do prédio onde ele mora assinaram um abaixo-assinado contra a mudança – ao menos 40 pessoas. “A gente protocolou esse documento que foi exclusivo do prédio, mas eu sei também que existe um outro abaixo-assinado que foi feito pelos moradores do bairro, então tem mais algumas petições protocoladas também pelos comércios. São vários processos paralelos correndo.”
Cornélio, como é conhecido, tem 42 anos e passou a viver nas ruas durante a pandemia. Ele é um usuário do Centro Pop e utiliza o local para comer, lavar roupas e ser acompanhado pelos assistentes sociais de lá. “Eu não tenho o que reclamar do Centro Pop, sempre me trataram muito bem e eu uso porque preciso. Se mudar de lugar o pessoal vai para lá, ‘uai’, vai fazer o quê. Quem precisa vai”, disse.
Prefeitura
Com o assunto em ebulição na semana, a reportagem procurou a prefeitura de Franca, por inúmeras vezes, em busca de uma resposta sobre o planejamento na área social. Também foi questionado ao poder público sobre o início da favelização próximo à Casa de Passagem e a rejeição dos moradores da Vila Formosa sobre a instalação do Centro Pop no prédio do antigo CSU (Centro Social Urbano).
Em nota, a assessoria de comunicação da Prefeitura se limitou a dizer: “A Prefeitura de Franca informa que está empenhada em oferecer um acolhimento adequado aos moradores em situação de rua, por entender que carecem de uma assistência apropriada. Nesse sentido, através da Secretaria de Ação Social segue estruturando programas de atendimento que incluem locais de acolhimento que, oportunamente, serão informados.”
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