O servente de pedreiro que matou a facadas o borracheiro André Luiz Pereira, 34, no último domingo, 14, se apresentou na manhã desta quinta-feira, 18, na sede da DIG (Delegacia de Investigação Gerais), no Centro de Franca. Henrique Luís Alcântara, de 31 anos, confessou o crime e alegou que agiu em legítima defesa. Assista ao vídeo abaixo.
Acompanhado de seu advogado e de seu ex-cunhado, que estava junto com ele na rua David Donizete Oliveira, no Jardim Zelinda, o rapaz deu sua versão do crime aos investigadores. Segundo ele, André estava fazendo fofocas em seu nome, então, na manhã do dia do crime, decidiu conversar com o borracheiro.
“Encontrei ele umas cinco ruas do local onde foi o crime. Eu disse que isso não era coisa de homem. Pedi pra ele parar de falar de mim. Pedi por favor pra ele parar de falar no meu nome. Foi onde que ele veio e me agrediu. Bateu na minha cara, deu socos”, disse o homem.
Ainda de acordo com o servente, após a discussão, ele subiu até o ponto de ônibus e ficou sentado no local junto com seu cunhado, com quem fumava um cigarro. Nesse instante, Alex teria voltado a querer discutir com o servente, foi quando começou uma nova briga.
“Ele subiu com uma garrafa na mão e parou perto de nós. Ele chamou meu cunhado pra conversar, mas meu cunhado pediu pra ele esquecer isso, que já tinha passado. Ele veio em minha direção de novo, falando que ia fazer eu engolir a garrafa. Foi onde começamos a discutir de novo”, continuou o servente.
O acusado também contou que, no momento dessa nova discussão, a vítima afirmava que o mataria. Mesmo com as ameaças, o acusado disse que não queria ter agredido o borracheiro.
“Ele me bateu com a garrafa. Eu consegui tirar a garrafa dele e jogar ela pra rua. Mas ele voltou e veio me agredir de novo. Nisso, eu deferi duas facadas nele. Ele caiu e eu fui em cima. Mesmo caído, ele falava que ia me matar. Aí, eu já estava cego”, finalizou o homem.
Depois do crime, o homem fugiu. Seu ex-cunhado permaneceu no local até a chegada dos policiais militares.
Segundo a Polícia Civil, câmeras de segurança de uma residência flagraram o momento do crime. As cenas são semelhantes ao testemunho contado pelo autor e seu ex-cunhado aos investigadores. Nelas, é possível ver toda a dinâmica do crime e mostra o trio discutindo em frente ao ponto de ônibus.
Vítima e acusado se conheciam desde crianças. Agora, após a identificação do acusado, ele será indiciado por homicídio e responderá em liberdade.
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