HISTÓRIA

O homem 'à frente' da Câmara Municipal de Franca

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Pedro Baccelli/GCN
Carlos Carolino de Freitas, de 52 anos: há 12 na Câmara
Carlos Carolino de Freitas, de 52 anos: há 12 na Câmara
Quatro legislaturas se passaram. Vereadores iniciaram e terminaram mandatos. Independentemente de quem a população escolhe para representá-la, uma pessoa continua na Câmara Municipal de Franca: Carlos Carolino de Freitas, de 52 anos. O "sr. Carlos", como é conhecido por amigos e companheiros de serviço, trabalha há 12 anos na portaria do órgão. A população pode procurar o vereador Gilson Pelizaro (PT) ou a vereadora Lurdinha Granzotte (PSL), por exemplo, que antes vão passar pelo homem que está “à frente” do Poder Legislativo. 

Contratado por uma empresa terceirizada, que presta serviços ao poder público, Carlos faz parte da estrutura organizacional e de segurança da Câmara Municipal. O homem divide as funções com outros quatro companheiros. São eles: Antônio, Valter, Gregory e Pablo. O grupo opera no sistema de rodizio, intercalando períodos e dias. 

Durante a semana, Carlos aponta a terça-feira como dia de maior movimentação, devido às sessões ordinárias que acontecem no Plenário. Para ele, os dias de protestos são os mais difíceis. “Os dias mais difíceis de trabalhar é quando tem protesto, pois tem aglomeração de pessoas”, disse. Ainda segundo Carlos, o protesto mais complicado de lidar foi contra a Empresa São José, responsável pelo transporte público da cidade, quando os manifestantes “jogaram pizzas e moedas nos vereadores”. 

Carlos divide as atenções entre o trabalho e a família. Morador do Parque Dom Pedro, na região Norte da cidade, ele é casado há 32 anos com Aparecida Alves, e pai de três filhos, Amanda, Kaíque e Kaio. O francano começou a trabalhar aos 13 anos em um supermercado. Depois, atuou como montador na indústria calçadista. Na área de segurança, atuou também em uma usina.

Embora toda a sua história, o futuro de Carlos está indefinido. O contrato de prestação de serviço da empresa com a Câmara está próximo do fim. Caso a empresa ganhe o processo licitatório, ele deve continuar à frente das funções. Caso não, o vínculo com o órgão é encerrado. Enquanto o futuro não é decidido, o famoso "sr. Carlos" analisa positivamente o tempo que está trabalhando junto ao Poder Público. “Para mim foi muito bom. Até hoje, graças a Deus, foi muito bom”, finalizou.

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