A empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, negou neste domingo, 14, em publicação no seu perfil do Instagram, que tenha qualquer pretensão de participar, como candidata, da próxima disputa à presidência da República. “Reafirmo que não sou candidata a presidente nem a vice-presidente. Não fui procurada por nenhum partido político e não entendo essa especulação envolvendo meu nome”, disse Luiza Helena.
Apesar de não especificar nomes, a publicação de Luiza Helena é uma aparente resposta a um artigo publicado também neste domingo pelo jornal O Estado de São Paulo. O texto, assinado pela jornalista Eliane Catanhêde, também comentarista da Globonews, faz um balanço sobre os principais nomes cogitados para a disputa eleitoral de 2022.
Catanhêde cita as dificuldades enfrentadas neste instante por nomes como João Doria, governador de São Paulo, que luta contra a divisão interna de seu partido; Luciano Huck, apresentador de TV, atingido pelo efeito colateral da implosão do DEM, legenda tida sua principal aposta para uma disputa em 2022; e de Sérgio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça, chamuscado pela revelação de diálogos mais do que esquisitos mantidos entre o então magistrados e os procuradores da operação Lava Jato. “Não pensem o PT e a esquerda que isso é bom para Lula, Haddad ou quem quer que seja. Na implosão do Centro, a debandada é para Bolsonaro”, diz Catênhede, que sustenta ainda que a implosão das forças moderadas beneficia diretamente o presidente Bolsonaro.
Para a jornalista, a ausência de candidatos viáveis abriria a brecha para alguém com o perfil de Luiza Helena Trajano, consagrada na sua área de atuação, com visão moderna e inclusiva e que não carrega o estigma de ser política profissional. “Doria, Huck, Moro e Luiz Henrique Mandetta são torpedeados antes de alçar vôo, mas, como não há vácuo em política, quem pode preencher este vácuo é uma mulher, empresária, colecionadora de êxitos, com o pé no chão e defensora de boas causas, como cotas, vacinas, menos ideologia e mais resultados. Sim, Luiza Trajano, sem partido e sem traquejo político, mas instada e botar o bloco na rua e, num carnaval tão atípico, animar e atrair um grande aliado de Bolsonaro: o eleitor desiludido, ou desesperado, que só vê o buraco aumentando”, conclui Eliane Catanhêde.
Luiza Helena Trajano, que desde o início da pandemia tem adotado uma postura de respeito às orientações sanitárias, assumiu nas últimas semanas a liderança de uma campanha de estímulo à vacinação em massa para garantir o rápido e seguro retorno à normalidade. “Minha atuação se dá por meio da sociedade civil organizada, em movimentos como o Grupo Mulheres do Brasil e o Unidos Pela Vacina, sem pretensão de ocupar cargos eletivos”.
Na postagem deste domingo no Instagram, a empresária pede que seus seguidores a ajudem a esclarecer seu posicionamento. “Nunca pensei que tivesse que escrever duas vezes (sobre) esse assunto. Por favor, me ajudem a divulgar”, diz.
Até o final da tarde, quase 18 mil pessoas tinham curtido a postagem de Luiza Helena. Muitos de seus seguidores reforçam a admiração pela empresária e lamentam sua decisão de permanecer afastada da política eleitoral. “Deveria ser (candidata), precisamos de pessoas como a senhora no comando do nosso país, tenho certeza que mudaríamos muito nosso país”, escreveu @cicero_paulino. “Uma pena ela não ser candidata, acho que faria muito pelo país”, postou @samuelvieira.me. “Pode até não ser, mas eu votava agora”, publicou @lufrateschi.
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