Na segunda-feira, dia 8, as escolas tiveram autorização para retomar o ensino de forma presencial. As redes estadual e particular de Franca iniciaram as atividades em classe e receberam os alunos com capacidade reduzida e mantendo os cuidados necessários. Nesta primeira semana, não houve indicação de surtos ou contágio de covid entre as crianças. Mesmo com a volta presencial, os pais de alunos tanto da rede particular quanto da estadual que preferirem podem manter seus filhos em casa e seguir com o ensino 100% à distância, mas grande parte dos pais consentiu com o retorno dos alunos.
Já a rede municipal optou por não voltar o ensino presencial por conta da estrutura das escolas que precisa ser readequada (leia mais sobre os desafios das escolas municipais clicando aqui).
Ainda que houvesse medo, os professores, funcionários e alunos enfrentaram a primeira semana de aula em um dos períodos mais críticos da pandemia. Para quem participou, o balanço é positivo.
Maria Tereza Ludovice é diretora da Toulouse-Lautrec, escola particular próxima ao Poliesportivo. Para ela, a retomada foi tranquila e fundamental. “Nós estávamos ansiosos para retornar e ao mesmo tempo inseguros, mas felizmente foi muito tranquilo. Os pais confiaram em nós e conseguimos fazer um bom trabalho, mesmo com as restrições”, disse.
Na escola, alguns protocolos além dos exigidos foram adotados. Segundo a diretora, os alunos e professores informam diariamente, através de um relatório, o estado de saúde de cada um. Assim, é mais fácil controlar qualquer tipo de suspeita.
Para Maria Tereza, a convivência dos alunos é indispensável. “É de fundamental importância humanizar o contato com as crianças e jovens. Nós estávamos com saudades deles e eles também estavam de nós, da escola. É uma pena que faltou o nosso abraço, mas a gente compensa acenando nos corredores”, brinca.
Lílian Alves é professora em tempo integral na rede estadual e também retomou as atividades com os alunos de forma presencial na última segunda-feira. “Depois de um ano trabalhando de casa é como se eu começasse algo novo. Não só eu, mas todos os colegas e alunos estão vivendo uma experiência diferente”, disse Lílian.
A professora de português também afirmou que sentiu medo no início. “Quando cravaram a data de retorno, confesso que não queria, senti medo por mim e pela minha família. Mas agora que voltei, posso dizer que a sensação é de segurança. Estou gostando muito da forma como tudo foi remanejado”.
Rosiane Martins é professora há 14 anos na rede municipal e ainda não retornou presencialmente. Ela dá aulas para crianças do 4° Ano e continua tendo que se reinventar com o conteúdo on-line. “Montei um grupo de WhatsApp com meu próprio celular e as crianças estão interagindo na medida do possível. Temos que conviver com essa nova realidade por um tempo, mas sabemos que vai passar. Demanda tempo e paciência”, resigna-se a professora. “O ensino remoto requer muito mais trabalho, tempo, dedicação e paciência. Cabe a nós, educadores, respeitar esse tempo e valorizar o que cada um produz dentro de sua limitação”.
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