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‘Nós combinamos uma coisa e fizeram outra’, diz Alexandre Ferreira sobre bares

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Na manhã desta quarta-feira, 10, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) participou do programa A hora é essa!, da rádio Difusora. Durante a entrevista, Alexandre deu detalhes sobre o que levou à proibição do consumo interno em bares e restaurantes e falou sobre as tratativas com o Estado de São Paulo para o controle da pandemia em Franca e região.
 
De acordo com o prefeito, os promotores de Justiça envolvidos na reunião sobre a fase vermelha e a própria gestão municipal ficaram decepcionados com a desordem em estabelecimentos no último fim de semana, principalmente os bares.
 
“Esses abusos foram muito mal recebidos não só por eles (promotores), quanto por nós também. Nós combinamos uma coisa e fizeram outra. É por isso que foi limitado o funcionamento ao delivery, drive-thru e take away”, disse Alexandre.
 
Ainda afirmou que não se sentiu desafiado com a desobediência, mas que isso dificulta o trabalho. “Ninguém desafia, a gente tem o poder da caneta. Fazemos um auto de infração e ele (dono de estabelecimento) vai se justificar. Se não tiver justificativa, é multa. Se for uma justificativa decente, é o processo administrativo que vai dizer.”
Alexandre Ferreira também se reuniu nesta terça-feira, 9, com diversos prefeitos da região e durante o programa explicou o motivo desse encontro. “Vamos pedir ao Estado para que ele nos apresente qual é o planejamento pelos próximos seis meses em relação à situação da covid em Franca, especialmente o atendimento hospitalar. Fomos no DRS (Departamento Regional de Saúde) para exigir que apresentem o plano e que a gente não fique nessa berlinda de ‘tem vaga, não tem vaga, vamos abrir ou não vamos abrir’”, disse.
 
Uma das alternativas sugeridas pelo prefeito ao governo estadual é de que Franca tenha um hospital de campanha regional, para que assim possam ser realizados os atendimentos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e de enfermaria para pacientes da região inteira.
 
“Além de pedir uma providência para o Estado, temos também que apresentar alternativas. Uma das saídas é isso”, falou o prefeito. Alguns locais já foram até sugeridos, como o estádio “José Lancha Filho” e grandes estacionamentos de avenidas da cidade, como no Jardim Integração.
 
Uma outra saída apresentada pelo prefeito é a condição de vacinar o mais rápido possível. “Estamos aplicando cerca de 500 doses por dia. Se mantivermos esse ritmo, eu não consigo fazer metade da cidade em um ano”, afirmou.
 
“Se a cobertura da cidade for baixa, nós continuaremos a ter transmissão e vamos entrar no inverno com alta no contágio.”
 
Alexandre ainda aguarda uma posição do governo e disse que já solicitou uma reunião entre os prefeitos da região, promotores e o secretário de Saúde do Estado.

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