MOVIMENTAÇÃO

Francanos seguem nas ruas após novo decreto da quarentena

Por Lucas Faleiros | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Lucas Faleiros/GCN
Movimentação no Centro de Franca nesta terça-feira
Movimentação no Centro de Franca nesta terça-feira

Após o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) ter uma reunião com o Ministério Público ontem, um novo decreto foi publicado nesta terça-feira, 9, alterando regras de funcionamento do comércio e serviços durante a fase vermelha do Plano São Paulo. Hoje, boa parte dos estabelecimentos abriu suas portas – com as devidas barreiras – e os francanos foram às ruas, a exemplo do que já vinha acontecendo nos últimos dias.

As lojas de rua e as de shopping podem funcionar, mas com barreiras físicas em suas portas. Os clientes devem ficar do lado de fora. Bares, restaurantes, academias e salões de beleza devem fechar. O funcionamento dos dois primeiros é apenas nos sistemas de entrega em casa, no carro ou na porta. Educadores físicos podem prestar serviço ao ar livre.

Neste primeiro dia de recuo de Alexandre, na região central da cidade, a maioria dos estabelecimentos funcionou respeitando as medidas impostas pela Prefeitura: utilizando barreiras, como mesas, cadeiras, prateleiras e balcões, para impedir a entrada de clientes. As pessoas podiam fazer compras, mas não era permitido que ficassem escolhendo ou experimentando produtos. Algumas lojas escolheram nem funcionar e outras - a maioria de pequeno porte - faziam vistas grossas para a entrada dos consumidores, o que vai contra o decreto.

Na região da avenida Adhemar de Barros, a situação já era um pouco diferente. O local, conhecido por ter diversas lojas de utilidades e um comércio bem variado, tinha vários estabelecimentos que não seguiam o que é pedido por Alexandre Ferreira, liberando a entrada da clientela. Apesar disso, esses locais não eram muito visitados.

Vendedora de uma loja de roupas na Adhemar de Barros, Hyzabella Ribeiro Lemes comentou que a medida adotada pelo prefeito é boa para os lojistas. “Atender com as barreiras na porta é um pouco difícil, mas já é bem melhor do que ficar fechado. Qualquer oportunidade é benéfica para nós. Com certeza, traz um alívio.”

Como tem sido uma volta gradual, ela comenta que ainda não notou um retorno expressivo dos clientes. “Ainda não voltou muito, não. Tivemos pouquíssimo movimento. No sábado, quando reabrimos, que é o dia de pico, quase não vendemos. Creio que é porque as pessoas ainda nem estão sabendo que estamos funcionando. Mas, já ajuda muito. Conforme passarem os dias, vai dar uma melhorada.”

O que muda na cidade?
A regra para o comércio geral não mudou desde o último decreto publicado no sábado, 6. Apesar disso, alguns outros protocolos foram alterados. A grande diferença é que os comerciantes podem ser responsabilizados por eventuais aglomerações em frente seus estabelecimentos.

Os bares e restaurantes, que inicialmente poderiam funcionar com 30% da capacidade, têm de bloquear as portas com barreiras e atender por drive-thru ou take-away, além do delivery. Nada de clientes no interior dos estabelecimentos ou degustação de produtos na porta. Pelo menos durante o dia de hoje, a equipe de reportagem do GCN observou a maioria dos empresários do ramo seguindo o que foi pedido.

Os shoppings e galerias ainda podem funcionar pelos modelos citados de entrega e compra na porta. Porém, a circulação interna nesses locais foi limitada a 10%. O Franca Shopping voltou a operar nessa segunda-feira, 8.

Academias também precisam se adaptar. Os exercícios só podem ser feitos ao ar livre e com distanciamento mínimo de dois metros entre os alunos. Além de tudo, as igrejas agora podem ter no máximo 30% de sua capacidade ocupada em missas e cultos.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários