NOVO COMEÇO

Alunos voltam para as escolas: 'Desde agosto, estamos nos preparando para esse momento'

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Diretoria Regional de Ensino
Com proteção e distanciamento, Escola Estadual 'Prof. Josephina Zinni Almada' recebe primeiros alunos
Com proteção e distanciamento, Escola Estadual 'Prof. Josephina Zinni Almada' recebe primeiros alunos
A segunda-feira, 8, ficou marcada para os estudantes francanos, com o retorno das aulas presenciais na rede estadual de ensino. Crianças e adolescentes, do 5º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, juntaram seus materiais nas mochilas e voltaram depois de quase um ano. A média, nas 56 escolas estaduais de Franca, foi de 50 a 100 alunos pela manhã.

Em entrevista ao programa A Hora é Essa!, da rádio Difusora, a diretora regional de ensino, Silma Rodrigues, disse que o retorno das aulas foi tranquilo nas escolas de Franca. “Graças a Deus transcorreu muito bem. Acompanhei três escolas e estou, neste momento, no 'Ângelo Scarabucci'. Está indo como o planejado.”

Por Franca estar na fase vermelha do Plano SP, as escolas só podem receber 35% da sua capacidade. Para poder cumprir o quesito, os educadores se reuniram desde semana passada, montaram planilhas e contataram os responsáveis.

Os rodízios funcionam de forma diferente em cada instituição. Nas escolas de ensino fundamental, que trabalham com crianças de até 15 anos, em cada dia da semana vai uma turma. “As escolas de anos iniciais dividiram as turmas em A, B e C. Um dia vai a turma A, outro dia vai a turma B e em outro a C. Aí recomeça. Cada semana, cada turma virá duas vezes na escola”, explicou Silma.

"Já nas escolas de ensino médio, o sistema adotado foi semanal. A cada semana uma turma irá nas aulas presenciais. Já nas escolas de anos finais, do ensino médio, optaram por fazer semana 1, semana 2 e semana 3. Aí cada turma vai numa semana. Cada escola se organiza de acordo com sua necessidade.”

Segundo Silma, esse início incentivou os pais, que antes não queriam autorizar a ida dos filhos, a ligarem para as escolas e a mudarem de ideia. “Após explicarmos e mostrarmos todas as adequações realizadas, os pais estão se sentindo mais seguros e a adesão está aumentando. Cada dia mais aumentam os pais que estão autorizando seus filhos a voltar.”

As adequações, citadas por Silma, têm sido feitas desde agosto. Ao contrário da Rede Municipal, o Estado providenciou de antemão vários EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), além da manutenção dos ambientes escolares.

“Todas as escolas receberam muito álcool em gel, máscaras, além de recursos financeiros. Todas elas foram reformadas e adequadas, de acordo com os protocolos. Desde agosto do ano passado, estamos nos preparando para esse momento.”

Por fim, uma preocupação inicial era de que, principalmente as crianças retirassem as máscaras e se abraçassem no reencontro. Silma afirma que isso não aconteceu. “Estão obedecendo. Semana passada aconteceram orientações com os pais, presencialmente e online.”

Possível greve
Por conta do retorno, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), incentivou o início de uma greve dos educadores. Segundo Silma, em Franca isso não é realidade. “Quanto a greve, até o momento, em Franca, não tenho notícia de adesão.”

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