EMPREGO

Franca termina 2020 com 2,7 mil postos de trabalho formais fechados

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo/GCN
Indústria calçadista fechou 2020 com 4,5 mil demissões
Indústria calçadista fechou 2020 com 4,5 mil demissões
Franca terminou o ano de 2020 com saldo negativo no mercado de trabalho. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), ao longo de todo ano, o município demitiu mais do que contratou. Foram 37.246 admissões contra 40.008 desligamentos. Com os números, Franca registrou encerramento de 2.762 postos de trabalho.

O ano começou com bons índices de contratação, já que em janeiro e fevereiro tiveram um saldo de 2.078 e 1.594, respectivamente. Mas, durante o início da pandemia, as demissões em massa começaram. Em março, com o início das restrições, a cidade teve um saldo de 812 fechadas. A grande queda veio entre os meses de abril e junho. No primeiro, os índices foram bem negativos, com 5.838 postos de trabalho perdidos. No mês seguinte, os números apontaram o fechamento de mais 3.881 vagas e, em junho, foram outras 1.069 encerradas.

Após esse período de intensa crise, que acabou com 11,6 mil postos de trabalho, uma retomada parecia acontecer. Entre os meses de julho e novembro, quando Franca passou a se classificar na fase amarela do Plano SP, 6,7 mil postos foram recuperados. Mas uma nova queda veio em dezembro, com um novo saldo negativo de 1.532 vagas.

Dos grandes setores da economia - Indústria, Construção, Agropecuária, Serviços e Comércio -, a indústria foi a que mais sofreu. Foram apenas 12,6 mil admissões, contra 17 mil demissões, totalizando um saldo de 4.472 postos de trabalho fechados no ano passado.

Segundo o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, essa queda nos postos de trabalho vem desde 2014 e, neste ano, foi impulsionada pela pandemia, não tendo uma recuperação à vista. “É impossível qualquer previsibilidade de produção, somando com o infeliz decreto do governador”, disse, se referindo a decisão de João Doria (PSDB), que cortou isenção do ICMS, elevando a alíquota paga pelo setor.

Ao contrário do setor industrial, o comércio teve grande geração de empregos no ano. Segundo maior empregador em Franca, atrás apenas do grupo de serviços, a área contratou 12,5 mil e desligou 10,8 mil, fechando com saldo positivo de 1.690 postos gerados.

De acordo com a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), apesar de uma queda durante o primeiro semestre, onde o comércio chegou a perder 1,4 mil postos, o auxílio emergencial e liberação do FGTS injetaram um grande valor no setor. “O benefício injetou cerca de R$ 250 milhões na economia local, contribuindo para o bom desempenho”, explicou o presidente da associação, Tarciso Bôtto.

Além desses fatores, a progressão para a fase amarela e datas comercias, como Dia das Crianças, Black Friday e Natal, também foram importantes para o saldo.

No setor, os segmentos que mais empregaram foram supermercados, minimercados, mercearias e lojas de variedades. “O comércio impediu que fosse ainda maior o prejuízo econômico ocasionado pela crise sanitária advinda da pandemia de Covid-19”, afirmou Tarciso.
 
Nos demais setores, o único que negativou, junta a indústria, foi o de construção, que teve perda de 90 postos de trabalho. Os outros – agropecuária e serviços, tiveram um valor positivo, mas não foi tão significativo, com 19 e 91 postos gerados, respectivamente.

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