A Prefeitura de Franca publicou nesta última quinta-feira, 29, no Diário Oficial do Município, o processo para atribuição das aulas na rede municipal de ensino. Com várias etapas, o processo ocorrerá de forma virtual a partir de segunda-feira, 1º. Com a publicação, uma série de dúvidas foram geradas entre os professores e, apesar de uma reunião para sanar e fornecer explicações, os servidores não conseguiram respostas e publicaram desabafos nas redes sociais.
Conforme os relatos, a reunião na manhã de hoje, que serviria para explicar o processo, começou às 8h e terminou às 9h13, quase duas horas antes do previsto em cronograma, já que era descrito uma duração de três horas. Com o curto espaço, os professores disseram que nem todas as dúvidas foram sanadas e a reunião esteve acompanhada de várias interferências.
Uma das professoras que reclamou da confusão foi Rosiane Martins. Em longo desabafo publicado em grupo de servidores no Facebook, a educadora exigiu respeito e disse que nenhum questionamento dos mais de 1,2 mil professores foi respondido.
“No dia de hoje, fomos chamados a uma reunião, assim como nos dois dias anteriores. No entanto, hoje seria para tirarmos dúvidas sobre o processo de atribuição de aulas, que começa na próxima segunda-feira. (...) o horário previsto seria das 8h às 11h, tempo aparentemente suficiente para tirarmos algumas dúvidas de um processo que decide nossa vida de trabalho por 1 ano (ano de 2021). No entanto, a reunião foi dada em apenas 50 minutos (...) sem contar com muitos problemas técnicos e um intervalo de 5 minutos. No final, não respondeu nenhum questionamento dos mais de 1200 professores presentes. Realmente, somente Deus a nos ajudar! Grande falta de respeito e gestão democrática zero, não nos ouviu!”, desabafou a professora.
Outra a apontar problemas foi Keise Kelly. A professora destacou uma das seções do processo, que cita os professores que ocuparam algum cargo designado ou comissionado na gestão anterior. O comunicado avisa que esses professores não participarão do processo e serão designados para escolas "carentes de pessoal".
“Alguém me explica a resolução de atribuição de aulas do município? (...) Quem estava designado ou comissionado, estava prestando um serviço à população, agora será prejudicado pela falta do direito a escolha? Quem tem acúmulo em escolas estaduais e particulares que já foram atribuídas aulas no período da tarde, sou um caso, como participar dessas formações? Ficarão gravadas e poderemos ver depois? Com mudança de administração é preciso ter cautela com mudanças radicais em um primeiro momento. Alguém ajude na minha interpretação, por favor”, publicou Keise.
Tânia Teixeira também foi uma que relatou as confusões geradas. A educadora sugeriu que o processo deveria ser presencial, ao invés de adotarem plataformas virtuais, que estão expostas a problemas técnicos. “O processo de atribuição de aulas tem que ser presencial. Essa questão de atribuição compulsória me deixou preocupadíssima. Sabemos como é a internet na nossa realidade - prova disso foram as inúmeras falhas que ocorreram nessa transmissão. E o professor está sujeito a ser seriamente prejudicado com questões como essa. Ficaram dúvidas, preocupações e muita ansiedade”, relatou.
A fim de sanar as dúvidas que ficaram, a pasta de Educação programou uma nova reunião para hoje à tarde. Será às 14 horas na página da Secretaria, também no Facebook.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Prefeitura não respondeu aos questionamentos até a publicação desta matéria.
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