A Vigilância Sanitária de Franca agiu durante esta segunda-feira, 25 - o primeiro dia com a região rebaixada novamente à fase vermelha do Plano SP -, no Centro da cidade para coibir abusos e orientar os lojistas a seguirem integralmente o decreto estadual neste momento crítico da pandemia, quando os casos de Covid-19 voltaram a assustar as autoridades.
O primeiro local alvo da operação, que teve início às 9h, foi na região do Terminal de Onibus "Ayrton Senna da Silva", onde pelo menos sete veículos do órgão de fiscalização e da Guarda Civil Municipal estacionaram e os fiscais desceram para orientar os estabelecimentos que desobedeciam aos protocolos.
Uma das primeiras lojas a ser abordada foi o Shopping da Utilidade, localizado na rua Marechal Deodoro. O estabelecimento, que já foi denunciado diversas vezes por operar de maneira inadequada na pandemia, inclusive na primeira vez em que Franca esteve na fase vermelha, estava com uma tenda montada à frente de sua porta e, acatando ao pedido da Vigilância, desmanchou a estrutura e encerrou suas atividades. A loja ao lado, Giga, também estava funcionando e acatou as orientações de fechar.
Após isso, os fiscais foram até a praça Barão, poucos metros acima, e orientaram outros dois estabelecimentos que operavam de forma ilegal. Um deles era o Real da Barão, que até controlava a entrada de clientes, mas, como não presta um serviço essencial à sociedade, precisou finalizar o expediente mesmo assim. Depois, a Vigilância e a Guarda Civil Municipal se dividiram em equipes e seguiram para outros pontos, onde orientaram mais comerciantes.
Felipe Granzotti, chefe das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica, explicou que o objetivo da operação está diretamente relacionado com o aumento dos casos em Franca visto nos últimos dias. “Com os números que têm se apresentado, a quantidade de internações que estão ocorrendo no município e o alto índice de transmissão na região, não nos restou outra escolha que não seja agir de forma mais efetiva e eficaz para conter a pandemia.”
Segundo ele, a ordem inicial é para orientar os estabelecimentos e agir sem um horário específico. “Onde for necessário, nós fazemos as abordagens e conversamos com os lojistas, explicando o porquê da situação e a necessidade de fechar alguns setores. Neste primeiro momento, não estamos autuando. A grande maioria tem obedecido ao decreto, mas existem aqueles que destoam. O que nos foi pedido é para atuar 24 horas por dia e é isso que nós continuaremos fazendo”, disse, pela manhã.
Granzotti também abordou a questão do Shopping da Utilidade. De acordo com ele, os administradores do local usam a desculpa de funcionar como supermercado, que é um serviço essencial, e afirmam que poderiam estar abertos.
“A argumentação que eles usam tem, até certo ponto, uma razoabilidade. Torna-se uma questão jurídica. Porém, para estarem funcionando neste momento, nós precisamos identificar se eles realmente operam como um supermercado, o que não condiz com o que observamos. Nós conversamos com eles e nossos pedidos foram acatados”, disse, logo após a loja ser fechada.
O chefe da Vigilância ainda citou as pessoas que criticam o trabalho do órgão e pedem para que o comércio seja totalmente aberto. “A nossa função tem que ser cumprida independentemente de qualquer crítica ou elogio. Eles têm o direito de expressar a opinião deles. São livres para fazer isso. Mas, nós vamos seguir fazendo nosso papel, que é para o bem da cidade.”
Resolução da operação
Ao final da tarde, a equipe de reportagem voltou a contatar a Vigilância Sanitária para obter um balanço com as orientações e autuações desta segunda-feira. O que foi informado é que ainda não há um consolidado, mas que as coisas estão correndo “melhor do que o imaginado”.
Franca Shopping e outros locais
O Franca Shopping anunciou que vai ficar fechado por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira, 25, e assim o fez. Até o fim da manhã, o espaço permaneceu com todas as suas portas fechadas, permitindo somente a entrada de alguns funcionários.
Apesar disso, alguns lojistas de outros pontos comerciais insistiram em desobedecer ao Plano SP. Foi o caso de alguns estabelecimentos na avenida Adhemar Pereira de Barros, que funcionavam com suas portas meio abertas ou com mesas à frente da recepção.
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