Após a classificação de Franca na fase mais restritiva do Plano São Paulo, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) realizou uma coletiva de imprensa em seu gabinete para tratar sobre as novas medidas impostas a partir de segunda-feira, 25.
O prefeito foi firme ao dizer que, pelos próximos 15 dias, a cidade vai fechar. Não será tolerada uma atitude sequer que descumpra os protocolos sanitários da fase vermelha e isso só não envolverá serviços de caráter essencial, como supermercados e farmácias.
O prefeito foi firme ao dizer que, pelos próximos 15 dias, a cidade vai fechar. Não será tolerada uma atitude sequer que descumpra os protocolos sanitários da fase vermelha e isso só não envolverá serviços de caráter essencial, como supermercados e farmácias.
Apesar de convicto, Alexandre afirmou que não é uma decisão fácil, mas que ela precisa ser tomada. “Nós saímos de 79 para 100 leitos de UTI. Lá atrás (em dezembro), ainda com 79 leitos, a taxa de ocupação era de 33%. Agora são 21 leitos a mais com mais de 85% de ocupação. No contágio, somos a região com a maior taxa de transmissão do Estado de São Paulo. Alguma coisa precisa ser feita.”
Hoje, os números de Franca indicam um índice de infecção de 2,5. Isso significa que 100 pessoas contaminadas vão infectar 250. Na questão dos leitos de UTI, Franca no ranking das regiões com menos vagas disponíveis, sendo a segunda região com a maior taxa de ocupação de todo o Estado.
“Fizemos aquilo que nós precisávamos fazer nesses 20 dias. Aumentamos os leitos, o número de testes, separamos o atendimento dos pacientes com Covid, aplicamos multas, fechamos estabelecimentos. Mas agora não há o que fazer”, disse o prefeito.
“Eu sei o que é pegar Covid e sei o que as pessoas que pegaram passam. Eu sei o sofrimento das pessoas quando perdem familiares, eu vivenciei isso. Também sei que vamos ter dificuldades econômicas, mas agora é guerra”, prosseguiu Alexandre, que perdeu a mãe para o coronavírus, dizendo que a empresa de cursos de sua mulher, a primeira-dama Cinthya Milhim, está fechada desde março do ano passado.
Se a taxa de contágio permanecer alta, é confirmado o colapso total do sistema de saúde da região inteira. De acordo com Alexandre, não há a possibilidade de abrir novos leitos e, assim, atender todos os pacientes. A única saída é a diminuição de novos casos positivos, para que não se transformem em novas internações.
A equipe de Saúde da Prefeitura analisou os dados e as medidas tomadas neste instante são para evitar a projeção dos próximos dias. “Com essa onda, daqui três semanas não teremos mais leitos para pôr ninguém, Se a gente não segurar agora, vai morrer gente sem atendimento nos corredores”, disse tensamente Alexandre Ferreira.
O prefeito ainda afirmou que os estabelecimentos devem permanecer completamente fechados, sem a opção de balcão na porta. “Da outra vez houve isso e as pessoas aglomeravam na porta dos estabelecimentos comerciais, nas ruas, nas calçadas. Agora não dá mais. A partir de segunda-feira, nós estamos em período crítico.”
O que também não pode abrir são as academias. Apesar do exercício físico ser considerado atividade essencial, a lei que diz que mesmo em período de calamidade esses lugares podem atender não vale para este momento. A opção encontrada foi que parques como o "Fernando Costa" e o Poliesportivo continuem abertos, mas sem acesso às quadras e com a condição de não aglomeração.
As igrejas também passarão por mudanças. Cultos e celebrações estão liberados, desde que obedeçam ao limite de 10% da capacidade máxima no local. “Vamos permitir para que sejam transmitidas via web. Pode haver mais de uma celebração por dia, desde que seja com apenas 10% do público e todos afastados.”
Serão 15 dias críticos para a região de Franca, mas a perspectiva do prefeito é que esse cenário mude após as duas semanas e que os números possibilitem o avanço para a fase Laranja, pelo menos. “Tenho certeza que a população vai aderir e fazer com que as coisas mudem. Não temos mais espaço para UTI, para enfermaria. Não há mais espaço físico. Eu tenho absoluta certeza de que em 15 dias a gente retorna a atividade econômica novamente”, concluiu.
“Fizemos aquilo que nós precisávamos fazer nesses 20 dias. Aumentamos os leitos, o número de testes, separamos o atendimento dos pacientes com Covid, aplicamos multas, fechamos estabelecimentos. Mas agora não há o que fazer”, disse o prefeito.
“Eu sei o que é pegar Covid e sei o que as pessoas que pegaram passam. Eu sei o sofrimento das pessoas quando perdem familiares, eu vivenciei isso. Também sei que vamos ter dificuldades econômicas, mas agora é guerra”, prosseguiu Alexandre, que perdeu a mãe para o coronavírus, dizendo que a empresa de cursos de sua mulher, a primeira-dama Cinthya Milhim, está fechada desde março do ano passado.
Se a taxa de contágio permanecer alta, é confirmado o colapso total do sistema de saúde da região inteira. De acordo com Alexandre, não há a possibilidade de abrir novos leitos e, assim, atender todos os pacientes. A única saída é a diminuição de novos casos positivos, para que não se transformem em novas internações.
A equipe de Saúde da Prefeitura analisou os dados e as medidas tomadas neste instante são para evitar a projeção dos próximos dias. “Com essa onda, daqui três semanas não teremos mais leitos para pôr ninguém, Se a gente não segurar agora, vai morrer gente sem atendimento nos corredores”, disse tensamente Alexandre Ferreira.
O prefeito ainda afirmou que os estabelecimentos devem permanecer completamente fechados, sem a opção de balcão na porta. “Da outra vez houve isso e as pessoas aglomeravam na porta dos estabelecimentos comerciais, nas ruas, nas calçadas. Agora não dá mais. A partir de segunda-feira, nós estamos em período crítico.”
O que também não pode abrir são as academias. Apesar do exercício físico ser considerado atividade essencial, a lei que diz que mesmo em período de calamidade esses lugares podem atender não vale para este momento. A opção encontrada foi que parques como o "Fernando Costa" e o Poliesportivo continuem abertos, mas sem acesso às quadras e com a condição de não aglomeração.
As igrejas também passarão por mudanças. Cultos e celebrações estão liberados, desde que obedeçam ao limite de 10% da capacidade máxima no local. “Vamos permitir para que sejam transmitidas via web. Pode haver mais de uma celebração por dia, desde que seja com apenas 10% do público e todos afastados.”
Serão 15 dias críticos para a região de Franca, mas a perspectiva do prefeito é que esse cenário mude após as duas semanas e que os números possibilitem o avanço para a fase Laranja, pelo menos. “Tenho certeza que a população vai aderir e fazer com que as coisas mudem. Não temos mais espaço para UTI, para enfermaria. Não há mais espaço físico. Eu tenho absoluta certeza de que em 15 dias a gente retorna a atividade econômica novamente”, concluiu.
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