VERÃO

Bombeiros alertam sobre riscos em cachoeiras próximas a Franca

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Dirceu Garcia/GCN
Cachoeira de Dourados, próxima a Nuporanga: destino procurado e perigoso
Cachoeira de Dourados, próxima a Nuporanga: destino procurado e perigoso
Com o clima de verão, altas temperaturas são registradas em Franca e região. Com isso, centenas de pessoas buscam passeios em cachoeiras para se refrescar. Com lindos cenários para passar o tempo, é comum ver as cachoeiras da região do município lotadas. No entanto, com um pequeno descuido, a diversão pode terminar em tragédia. 
 
Isso aconteceu com Kairo Melo, que morreu afogado após pular de uma cachoeira nos fundos do Parque Universitário, zona Sul de Franca, no terceiro dia de 2021. Um dia antes, Helen Cristina, de 28 anos, Elayla Chagas, de 33 anos, e Jardyan Resende, de 24 anos, morreram após serem atingidos por uma cabeça d’água em uma cachoeira de Capitólio (MG), cidade que fica a duas horas de Franca. 
 
Em toda a região de Franca, a cachoeira considerada mais perigosa é a de Dourados, em Nuporanga. O local aberto, com pontos rasos, aparentemente seguro, recebe muitos turistas na época de calor. Segundo o Corpo de Bombeiros, houve seis ocorrências fatais registradas no local em 2020. 
 
Os acidentes citados aconteceram de maneiras diferentes. Porém, em todas as ocasiões, as pessoas estão expostas a bancos de areia, afogamento e tromba d’água. 
 
Os perigos
Para o tenente do Corpo de Bombeiros de Franca, Roberto Benfatti, esses passeios devem ser seguidos de todas as recomendações de segurança para que os riscos de uma tragédia possam ser evitados. “A primeira coisa é conhecer o local que está indo ou ir com alguém que conheça. Em áreas de cachoeiras, é comum ter muitas pedras, então, tem que utilizar sapatos fechados, que tenham uma boa aderência. É comum lesões e torções no caminho da cachoeira”, afirmou o oficial. 
 
Benfatti faz um alerta especial para os visitantes da cachoeira do Dourados, já que o local transmite uma sensação de segurança e tranquilidade. “O banco de areia dá uma sensação de segurança. A água fica rasa nos bancos, porém, com a correnteza, esse banco de areia pode ceder e a pessoa ir para o fundo do rio e ser levado pela correnteza. Temos alguns casos de crianças e adultos que se afogaram por conta disso”, completou.
 
Outro cuidado que as pessoas devem ter é ao entrar na água. “Além de verificar a correnteza do local, é sempre bom utilizar colete salva-vidas. Além do cuidado com os saltos de cachoeira. Sempre que for saltar de uma cachoeira, certifique-se se tem pedras. É comum pular no raso e acabar sofrendo fraturas”, afirmou o tenente. 
 
Outra questão que merece atenção são as cabeças d’água. Nas cachoeiras de ranchos, que atraem muitos turistas, é comum acontecer o que foi registrado em Capitólio (MG). O fenômeno da natureza pode acontecer a qualquer momento sem ninguém perceber.
 
“A pessoa que está curtindo e aproveitando não entende os riscos. Pode ser um dia de sol e tranquilo, mas na cabeceira do rio pode ter chovido e o volume de água aumenta rapidamente, causando diversos acidentes. Então, sempre que for para uma cachoeira, procure verificar o clima da região antes de ir”, alertou o bombeiro, orientando que quando houver uma cabeça d’água, é importante as pessoas saírem da água o mais rápido possível, se afastarem e procurar um lugar mais alto e seguro para ficar.
 
Os locais citados têm em comum a dificuldade de contatar os bombeiros em casos de acidentes, o que diminui as chances de resgates. Além disso, a maioria dessas cachoeiras não possui placas informando sobre os perigos existentes.

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