DEMISSÕES

Bancários realizam movimento contra o fechamento de agências do BB em Franca

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Dirigentes do Sindicato dos Bancários em frente ao Banco do Brasil na manhã desta sexta-feira
Dirigentes do Sindicato dos Bancários em frente ao Banco do Brasil na manhã desta sexta-feira
O Sindicato dos Bancários de Franca e Região realizou um movimento na manhã desta sexta-feira, 15, contra o plano de reestruturação anunciado na última segunda-feira, dia 11 pelo Banco do Brasil. O manifesto em Franca ocorreu em frente as duas agências do banco, no Centro da cidade.
 
Ao todo, deverão ser fechadas 112 agências no país, podendo atingir pelo menos 5 mil demissões no sistema de PDE (Programa de Desligamento Extraordinário), proposto pela instituição.
 
O presidente do Sindicato dos Bancários de Franca, Edson Santos, disse que a maior preocupação é com o desemprego que a mudança deve provocar junto à categoria. “Esse movimento é nacional e estamos preocupados com o número de desemprego que deve ocorrer também em Franca e na região. O fechamento de agências em cidades pequenas que vão ficar sem atendimento nenhum e cidades grandes, como a nossa, que deverão ter agências transformadas em PA (Postos de Atendimentos), com um atendimento precarizado prejudicando a população”. 
 
Franca conta com 8 agências do Banco do Brasil e outras 11 em funcionamento em cidades da região. Edson não informou quantas dessas agências poderão ser fechadas ou transformadas em postos de negócios. “O banco está agindo de uma forma que ainda não quer divulgar quantas serão fechadas. Nós só temos a certeza que teremos agências fechadas em Franca. Nós não queremos que feche nenhuma porque causará desemprego. Uma atitude dessa num momento de pandemia nos deixa entristecidos e envergonhados com essa atitude do banco”.
 
O sindicalista também comentou sobre a eliminação dos caixas físicos que os bancos já começaram realizar. Em Franca, essa transformação já foi feita pelo Bradesco e Santander em algumas agências. “A nossa luta é pelo emprego. É a geração de empregos que nos interessa. O atendimento bancário é uma coisa que os brasileiros, o mundo inteiro, não se vivem sem. O que a gente espera é que seja mantido, ou que seja aumentado o número de trabalhadores”, concluiu Edson.

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