PANDEMIA

'De 550 suspeitos de covid por semana, estamos atendendo 350 por dia', diz médico da Unimed

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Ala de atendimento de pacientes do coronavírus no Hospital São Joaquim
Ala de atendimento de pacientes do coronavírus no Hospital São Joaquim

Nesta quinta-feira, 14, o médico hematologista Marco Benedetti, da Unimed, participou do programa A hora é essa!, da rádio Difusora. Na entrevista, Benedetti afirmou que o número de pessoas que procuraram o hospital com suspeita de coronavírus cresceu mais de quatro vezes durante esses primeiros dias de janeiro.

As tendas que atendiam somente os casos de doenças respiratórias no hospital tiveram de ser remontadas, por causa da alta demanda. Benedetti falou sobre a tranquilidade que a cidade chegou a registrar durante os meses de novembro e dezembro e que foi duramente interrompida nas últimas semanas. “De 550 suspeitos de Covid por semana, estamos atendendo 350 por dia agora.”

O número de internados também é o maior já registrado na pandemia, mas ainda assim, o hospital particular tem condição de atender os pacientes. “Hoje temos 17 pessoas internadas nos 20 leitos de UTI. Se precisar, vamos aumentar para 25 leitos. Temos espaço para isso”, disse Benedetti.

Só que se essa demanda foi muito acelerada, o hospital terá que comprometer outros departamentos para o atendimento. “Se a demanda aumentar muito, nós podemos alocar em outros setores do hospital, às custas do sacrifício de outras áreas, como fechamento do centro cirúrgico ou diminuição do atendimento de outras áreas para alocação de um espaço maior para o atendimento de Covid.”

Benedetti relatou que, até o fim de dezembro, a Unimed teria feito, no total, cerca de 21 mil testes. Desses, 4.770 foram positivos e geraram 280 internações, ou seja, pouco mais de 5% dos infectados precisaram de leitos. “Os que têm sintomas leves tendem a achar que a doença não é grave. Mas quando eles saem, vão para barzinhos e se confraternizam, esquecem que podem infectar mãe, pai, avô ou aquele parente que tem diabetes, por exemplo”, ressaltou o médico. “A nossa sorte é que é muito diferente o atendimento de quem internou no início da pandemia e quem precisa internar agora. Depois de nove meses, no mundo todo aprendeu-se a tratar casos graves da doença.”

Além da experiência adquirida durante esses quase dez meses de pandemia, a esperança, não só de Benedetti, mas de todo o mundo é a vacina. “A gente espera muito das vacinas, mas ficamos muito preocupados com a resistência que estamos vendo. Nós, da parte técnica, entendemos que todas as vacinas são muito importantes, com grande eficácia e que nós temos que caminhar para a vacina, seja Coronavac, AstraZeneca ou Pfizer”, disse. “Todas essas vacinas são boas e a recomendação é que nós todos sejamos vacinados.”

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