Olhar "com muita atenção" e reorganizar os serviços de acolhimento de Franca. É isso que defende a secretária municipal de Ação Social, Gislaine Liporoni. “É preciso otimizar todos eles e buscar um aumento da capacidade. Isso vale para o Centro Pop, a Casa de Passagem e o Abrigo Provisório. Nós temos nos reunido com os administradores de cada um deles e formulado estratégias para obter avanços mesmo com todas as dificuldades financeiras.”
A afirmação foi feita na manhã desta quinta-feira, 14, durante o programa Show da Manhã, apresentado por Valdes Rodrigues na rádio Difusora, e respondeu várias questões envolvendo a pasta.
Inicialmente, ela, que já atuou como secretária do setor no primeiro governo de Alexandre Ferreira (MDB), destacou que está, juntamente com os servidores ligados à Ação Social, fazendo vários estudos e entendendo como a Secretaria funcionou nos últimos quatro anos.
Um dos tópicos abordados por Gislaine foi a manutenção do Centro Pop, que trocou de sede várias vezes desde o início da pandemia e tem operado de forma reduzida, atendendo hoje 60 pessoas, em média. Segundo a secretária, a questão do local onde o serviço é prestado precisa ser rapidamente resolvida.
“Até onde eu sei, no início da pandemia houve um problema na casa que ficavam e todos foram recolhidos para a quadra do Champagnat. Estamos organizando um lugar adequado para esse pessoal ficar. Possivelmente, será algum prédio público. Precisamos fazer isso com segurança e rapidez e devolver o (ginásio) 'Demétrio Soares' para a Feac”, disse.
Ela também afirmou que a casa da avenida Hélio Palermo, onde funcionava o Centro Pop anteriormente, precisa ser devolvida em condições melhores para o seu dono original. O local está abandonado e seu aluguel foi prorrogado pelo ex-prefeito Gilson de Souza (DEM) até o fim de março.
“Eu fiz uma visita e fiquei chocada com o estado daquele imóvel. Foi uma atitude irresponsável terem deixado chegar naquele ponto. Dentro da legalidade, estamos estudando para entregar a casa ao seu proprietário do jeito que ela foi cedida.”
A secretária também revelou que está reorganizando o programa Abordagem Social. Com ele, equipes vão para os locais onde os moradores de rua se alojam e coletam informações sobre essa população. “Assim, temos um controle maior e podemos orientá-los com relação ao uso dos serviços sociais. Nossa ideia é colocar isso em prática ainda no primeiro trimestre do ano.”
Outro tema abordado foi o das cestas básicas, que gerou muita reclamação no ano passado. Gislaine disse que quando assumiu a Secretaria havia, aproximadamente, 4 mil cestas que chegaram no final de dezembro, compradas com recursos emergenciais. Todas elas, porém, já tinham destino definido.
“A informação é que, no ano passado, foram feitos 12 mil pedidos por cestas. Poucos foram atendidos. As pessoas aguardaram de maio até o fim do ano para receber a primeira. A gente vai pensar muito nesse tipo de ação. Isso precisa ser feito rapidamente, já que temos pouquíssimas unidades disponíveis. Já estamos comprando algumas cestas e abrindo novas licitações”, informou.
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