A Justiça negou o pedido do Ministério Público para afastar os servidores da Fundação Casa de Franca, que estão sendo acusados de agressões contra os adolescentes, assédio moral e estupro.
O pedido foi feito pelo promotor de justiça da Infância e Juventude, Anderson de Castro Ogrizi, na última terça-feira, 12, e foi negado pelo juiz José Rodrigues Aimatéa, que entendeu não ser o caso de afastamento do diretor Marcelo Viana Barense, do coordenador Erivan de Melo e de outro agente socioeducativo, denunciados por familiares e agentes.
Os servidores são acusados de praticarem crimes dentro da unidade, como agressão aos adolescentes e assédio moral. Erivan de Melo também é acusado de estupro por uma ex-vigilante do local. O caso de Erivan foi arquivado, mas a mulher tenta reabrir o inquérito na Justiça. Todos os envolvidos seguem trabalhando normalmente na Fundação.
O promotor Anderson de Castro informou que vai recorrer da decisão do juiz e o processo de defesa e que oitivas de testemunhas seguirão.
Denúncias
As denúncias feitas por agentes e familiares de internos apontam que "práticas criminosas" acontecem na Fundação Casa. Em um termo circunstanciado, dez agentes de apoio que atuam na unidade apontam o que classificam como “inúmeras práticas criminosas”. Boletins de ocorrência também foram registrados na Polícia Civil.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.