'RECESSO'

Prefeitura notificou empresa duas vezes para retomada das obras na Champagnat

Por Lucas Faleiros | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Lucas Faleiros/GCN
Nicola Rossano, secretário de Planejamento Urbano, falou na tarde desta terça-feira com o GCN
Nicola Rossano, secretário de Planejamento Urbano, falou na tarde desta terça-feira com o GCN

O ritmo lento que a Autem Engenharia tem dado ao andamento das obras do Complexo Viário “Dr. William Wanderley Jorge” obrigou a Prefeitura de Franca a notificar a empresa duas vezes somente em 2021. A Secretaria de Planejamento Urbano cobrou a empresa por uma posição, já que quase nenhum funcionário vinha aparecendo no local.

Segundo o secretário responsável pela pasta, Nicola Rossano, a Autem recebeu duas notificações. “Quando nós assumimos, a empresa não estava se movimentando na obra e nem dava satisfações. Além disso, o último prazo de aditamento estava para vencer, o que acontece hoje mesmo. Então, a pedido do prefeito, nós os cobramos duas vezes. Uma para que houvesse manifestação a respeito do prazo e outra para a retomada imediata das obras. Nos próximos dias, essa movimentação tem que voltar ao normal”, disse, mostrando os documentos.

A empresa respondeu à Prefeitura afirmando que seus funcionários estavam em período de recesso e pediu que o prazo fosse aumentado, dando indícios de que voltariam a trabalhar. Após isso, um novo aditamento, que dá mais 60 dias para a entrega da obra, foi formulado pela secretaria, passou pelo jurídico e está sob análise da Copel (Comissão Permanente de Licitações).

Apesar da prorrogação, Nicola acredita que o projeto deva ser entregue em um tempo menor, como alguns funcionários da Prefeitura e da própria Autem Engenharia presentes na Champagnat afirmaram à reportagem do GCN nesta terça-feira, 12, mais cedo. “A nossa ideia é terminar tudo em 30 dias. O tempo a mais é para garantir pagamentos e outros processos que devem ocorrer após a finalização.”

O secretário também explicou em qual estágio se encontram as obras e o que falta para que elas acabem. “Pelo fato de termos pegado esse bonde andando, ainda estamos fazendo vários levantamentos. A princípio, levando em conta termos físicos e financeiros, hoje a gente tem 58% do complexo pronto. Esses 42% restantes seriam aterrar as duas avenidas para encabeçar a ponte do retorno, posicionar as defensas de concreto, recapear alguns pontos e finalizar a sinalização.”

Segundo os mesmos balanços preliminares feitos pela Secretaria de Planejamento Urbano, pode haver uma economia de quase R$ 300 mil. “Com esses primeiros números, a gente está sentindo que o fechamento de valores deve ficar abaixo dos R$ 3.112.00,00 do contrato. Entre o que já foi feito e o que precisa ser acrescentado, devemos ter um desconto de R$ 290 mil. Porém, pra ter uma noção precisa, temos que terminar os balanços”, explicou Rossano.

Apesar de alguns funcionários terem afirmado que, para que o complexo seja integralmente entregue, é necessário finalizar a ponte do retorno também, Nicola afirmou que existe uma pequena possibilidade de liberar parte do trânsito antes. Se houver uma avaliação e alguns detalhes forem acertados, a ponte principal pode ser liberada, o que ainda não é o ideal, de acordo com ele próprio.

Outro ponto abordado pelo secretário foi o imbróglio na Justiça que quase impediu o andamento da obra em agosto do ano passado. O Ministério Público afirmou que a Autem, empresa vencedora da licitação e responsável pelo complexo, faz parte da Leão Engenharia, que está em recuperação judicial, e pediu a paralisação do projeto. “Esse pedido do MP aconteceu na gestão passada e a Justiça negou a liminar. Porém, ainda está sendo julgado. Podem ter alguns desdobramentos.”

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