Mesmo com poucos dias de organização, uma manifestação envolvendo o setor agropecuário de todo o Estado de São Paulo ganhou forças e deve ser aderida por pelo menos 140 cidades do interior. Nesta quinta-feira, dia 7, acontece o “tratoraço”, uma forma de protesto contra o aumento do ICMS, que vai impactar diretamente nos pratos da população paulista.
Franca está entre as cidades que aderiram ao movimento. A concentração inicial está marcada para as 8h30, em frente ao Sindicato Rural, na avenida Wilson Sábio de Melo. Cerca de 50 tratores devem seguir com faixas e acompanhados de carros de som até a área ao lado do Franca Shopping. A intenção é que o protesto seja próximo ao supermercado para chamar a atenção da população que vai às compras.
De acordo com o Governo do Estado, o aumento do ICMS tem o objetivo de equilibrar as contas públicas, principalmente pelos gastos causados pela pandemia do coronavírus. O projeto do governador João Doria (PSDB), aprovado pela Assembleia Legislativa, vale para diversas áreas e produtos que terão aumento considerável já a partir deste mês. De acordo com o diretor da Sociedade Rural Brasileira, Marcus Vinícius Falleiros, essa medida vai impactar praticamente todos os setores.
“A partir do momento que começa a onerar a cadeia em sequência, vai haver um reflexo muito expressivo lá na frente, para o consumidor final. Quem vai pagar essa conta, na realidade, é o mais pobre, porque os itens da cesta básica vão subir. Tudo vai subir”, disse.
O leite e o ovo são alguns dos alimentos que mais sofrerão esse reajuste: cerca de 34% e 27% no valor, respectivamente. “Nós não podemos assistir passivos a essa deterioração do poder de compra do cidadão e da rentabilidade do produtor rural com uma medida arbitrária do governador. Nem o agro e nem a sociedade podem pagar a conta da má gestão e nem da pandemia”, afirmou Marcus.
Cidades da região, como Pedregulho e Patrocínio Paulista, se juntarão ao protesto de Franca. De acordo com Marcus Vinícius, os bordões que conduzirão o protesto em Franca serão “não ao aumento do ICMS” e “não ao aumento do preço dos produtos da cesta básica”.
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