PANDEMIA

Governo ameaça prefeitos que não cumprirem Plano SP: 'Irresponsáveis irão para o fim da fila'

Por | da Redação com Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min
Governo do Estado de São Paulo
O governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante reunião virtual com prefeitos
O governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante reunião virtual com prefeitos

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), avaliou como "majoritariamente boa" a atenção dos prefeitos às recomendações do governo estadual para conter a propagação do novo coronavírus durante o início deste novo mandato, em 1º de janeiro, e período seguinte às festas de fim de ano. Mas, na mesma reunião em que fez a afirmação, nesta quarta-feira, 6, o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, ameaçou os prefeitos que não cumprirem o Plano São Paulo: "Aqueles que forem irresponsáveis irão para o fim da fila nos atendimentos".

Vinholi defendeu que a responsabilidade é de todos. "Responsabilidade sobre a vida não é qualquer responsabilidade. Vidas estão nas mãos de cada um de vocês, prefeitos do Estado de São Paulo. Portanto, nós vamos aqui priorizar aqueles que seguem o Plano SP, nos nossos atendimentos."

O secretário alertou, ainda, que os prefeitos que descumprirem o decreto estadual poderão ser acionados judicialmente. "Se não estiver cumprindo as regras fundamentais da saúde e da vida, nós notificamos, encaminhamos para o Ministério Público, que muitas vezes entra com ações de improbidade administrativa, responsabilizando esses prefeitos, que vão sofrer ações por conta dessa irresponsabilidade."

O governador João Doria ressaltou que, alguns poucos prefeitos, menos de 20, "não agiram como deveriam" - o tucano disse esperar que exceções não ocorram mais. "Teremos um primeiro ano difícil, mas isso vai passar se tivermos capacidade de agir e princípio de defesa da vida", disse Doria durante o Seminário de Gestão Pública para os novos prefeitos do Estado de São Paulo.

Na capital paulista, força-tarefa do Estado e da Prefeitura de São Paulo interditou 11 estabelecimentos e flagrou cerca de 6,7 mil pessoas em festas clandestinas e bares que funcionavam irregularmente durante os feriados de Natal e Réveillon. Focos de aglomeração também foram observados na Região Metropolitana de São Paulo e no litoral.

 

Vacinação

Durante o seminário, o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Carlo Gorinchteyn, detalhou o Plano Estadual de Imunização (PEI) de São Paulo, que prevê a aplicação de 18 milhões de doses na primeira fase de vacinação da Coronavac, contra o novo coronavírus. Até o momento, já são cerca de 10,8 milhões de doses da vacina em solo brasileiro. O imunizante, entretanto, depende de liberação de uso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo o secretário, está mantida a previsão de início da primeira fase de vacinação em 25 de janeiro, que duraria até 28 de março. Neste momento serão contempladas duas doses, com intervalo de 21 dias, para os 7,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos e 1,5 milhão de indígenas, quilombolas e profissionais da saúde. Segundo Gorinchteyn, 77% do óbitos da covid-19 estão neste grupo.

Ao todo, o governo paulista estima ter cerca de 5,2 mil postos de vacinação e estuda ampliar o número para 10 mil postos com a inclusão de escolas, quartéis da Polícia Militar, estações de trem e terminais de ônibus.

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