'ÁLVARO AZZUZ'

'O que aconteceu ontem foi inadmissível', diz secretário de Saúde sobre lotação no PS

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
PS ficou lotado nessa segunda-feira, 4 de janeiro
PS ficou lotado nessa segunda-feira, 4 de janeiro
O novo secretário de Saúde, Lucas Eduardo de Souza, participou na manhã desta terça-feira, 5, do programa A hora é essa!, da rádio Difusora. Durante a entrevista, afirmou que toda a equipe está atenta aos números do coronavírus em Franca e que medidas para evitar o colapso na rede de saúde já estão sendo acertadas. 
 
Antes de tudo, Lucas expressou uma expectativa positiva para trabalho da secretaria como um todo. “A pasta de Saúde é uma das mais complexas do Brasil, em qualquer município. Em um momento de pandemia, isso anda ganha alguns ingredientes que agravam a situação, mas estamos com expectativa de fazer um bom trabalho. A equipe é boa, técnica”, disse. 
 
Logo na primeira segunda-feira como secretário, Lucas se deparou com a maior explosão de casos confirmados em um único dia. Ontem, dia 4, foram registrados 198 diagnósticos positivos, ultrapassando o recorde de 184 casos, contabilizados no dia 17 de setembro. Além disso, três pessoas perderam a vida para a doença na cidade. 
 
“Os números mostram um crescimento, isso é nítido. Ontem foi um dia atípico pelo feriado prolongado. As notificações que chegam na Vigilância Epidemiológica ficam represadas”, afirmou. “A palavra com a equipe da saúde tem sido ‘atenção’. Estamos muito atentos aos dados.”
 
Também na segunda-feira, foi registrado uma intensa movimentação no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”. A maioria dos pacientes estava com suspeita de Covid e aguardava no mesmo local das pessoas que precisavam de outros atendimentos. Lucas afirmou que essa é uma situação que não pode acontecer e que serão realizadas mudanças na logística do PS para resolver o problema. 
 
 
 
“O que aconteceu ontem foi inadmissível. Já estamos tomando as medidas para regularizar o fluxo do 'Azzuz'”, afirmou Lucas, que é servidor de carreira na pasta da Saúde. "Agora precisamos agir para que dentro do 'Álvaro Azzuz' tenha um local específico para o atendimento desses pacientes, até porque uma unidade de saúde não pode provocar a disseminação da doença.”
 
Leitos de UTI
 
Uma das grandes preocupações do novo secretário de Saúde é sobre a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao tratamento de pacientes com Covid. Mais da metade dos leitos da rede pública estão ocupados e projeção é de alta nas internações. “O gatilho da taxa de ocupação é de 90%, mas não podemos deixar chegar nesse nível, e por isso já estamos negociando com a Santa Casa e DRS (Departamento Regional de Saúde).”
 
De acordo com Lucas, a ativação de sete leitos do SUS que estão em “stand-by” já estão sendo discutidas. Caso a ocupação chegue próxima a 90%, a Prefeitura vai apenas formalizar para que esses leitos voltem a operar. “As tratativas têm que ser de forma antecipada e a formalização é na hora que precisar”, afirmou.

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