Nesta quinta-feira, 24, véspera de feriado natalino, milhares de consumidores foram até o Centro da cidade de Franca para garantir os presentes de Natal de suas famílias - muitos, aproveitaram para comprar os últimos ingredientes para a ceia. Mesmo que com um número menor de frequentadores que a região central, o Franca Shopping também esteve bem movimentado.
Nos principais pontos comerciais do Centro, como o calçadão da rua Voluntários da Franca e as ruas Major Claudiano e Monsenhor Rosa, era até difícil se movimentar entre os cidadãos. Muitas pessoas, geralmente acompanhadas de familiares e amigos, caminhavam pela região com sacolas de compras. Uma delas era Denilson dos Reis. O caminhoneiro foi até lá para comprar um presente para seu neto, que o acompanhava.
“Eu vim até aqui com o meu netinho para presenteá-lo. Andando pelas lojas, achei o preço das coisas bem salgado. Com a pandemia, tudo ficou mais caro e a situação ficou complicada para as pessoas. Muitos perderam seus empregos e ficaram apertados. Por isso, complicou para comprar os presentes. O dinheiro correu da gente. Mesmo assim, depois de andar bastante, consegui comprar uma lembrancinha para agradar ele”, disse.
Ana Cristina Silva foi para o Centro com o mesmo objetivo. Ela notou um movimento acima da média e também reclamou do preço das mercadorias. “Eu vim aqui para comprar presentes e vi que está muito movimentado. Tem muita gente mesmo comprando. Fica até difícil andar. Outra coisa que dificulta é o preço dos produtos. Quero presentear meus filhos, mas ainda não consegui comprar nada. Tudo muito caro. A crise me prejudicou um pouco e precisei economizar”.
Os comerciantes gostaram do movimento. Anne Cintra é vendedora de uma ótica e afirma que a quinta-feira foi boa para as vendas. Ela também diz acreditar que os clientes têm comprado mais devido ao isolamento social, que restringiu a movimentação - e as opções de compra - por muitos meses.
“Hoje foi muito movimentado, assim como nos dias anteriores. A gente percebe que as pessoas estão mais dispostas a gastar. Acho que todos guardaram uma quantidade de dinheiro por não poder sair de casa na pandemia. Então, teve essa sobra pro final do ano, o que tem sido bom pros lojistas”, disse Anne.
Ainda no Centro, não eram apenas as calçadas que estavam lotadas. As ruas estavam completamente abarrotadas de veículos. Próximo do meio-dia, era difícil conseguir uma vaga para estacionar carros ou motos perto das áreas com maior número de estabelecimentos.
No Franca Shopping, a circulação de pessoas também era grande. A maior concentração ficava próxima à praça de alimentação, onde muitas mesas estavam ocupadas. Nos quiosques e nas lojas, vários clientes também circulavam com sacolas de presentes nas mãos.
Abre ou não abre?
Apesar da concentração de consumidores em vários locais nesta véspera de Natal, há ainda uma grande indefinição que ronda o comércio para os próximos dias. O Governo estadual decretou, na última terça-feira, 22, que todas as cidades de São Paulo deveriam obedecer a condições de fase vermelha do Plano SP entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1 e 3 de janeiro, com somente serviços essenciais atuando.
Em Franca, no entanto, há uma incógnita. Na quarta-feira, 23, o secretário de Saúde do município, Luiz Carlos Vergara, disse em entrevista à rádio Difusora AM que a cidade não vai seguir a determinação estadual e continuará na fase amarela, mas nenhum decreto municipal com a formalização da decisão foi publicado. O prefeito Gilson de Souza (DEM) recusou-se a comentar sobre a suposta decisão.
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Como resultado da história: ninguém sabe ao certo o que vai e o que não vai funcionar nos dias citados.
O Franca Shopping afirmou que vai operar nos três dias, ignorando o governo do Estado e tomando como certa a decisão do prefeito. No Natal, a praça de alimentação do local abrirá de forma facultativa das 10h às 22 horas. No sábado, 26, as lojas e quiosques trabalham das 10h às 22h e no domingo, 27, das 14h às 20h.
A Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) segue outra linha. Assim que João Doria fez o pronunciamento sobre as restrições, a associação proibiu todos os estabelecimentos associados de funcionar nos dias 25,26 e 27 de dezembro e 1,2 e 3 de janeiro. Mesmo após a entrevista de Vergara, a decisão foi mantida. A entidade “entende que deve manter suas orientações iniciais por não haver novo decreto municipal que embase possíveis novas diretrizes”.
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