MORTE NO TRÂNSITO

Irmão de atropelado na Estação: 'Esse povo tem que ter consciência: (não) dirigir tonto, fazer palhaçada'

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Ronaldo Fricati, 41, foi atropelado e morto na tarde dessa terça-feira, 23
Ronaldo Fricati, 41, foi atropelado e morto na tarde dessa terça-feira, 23
A frase do título desta matéria é de Orlando Fricati, irmão de Ronaldo Fricati, 41 anos, morto nessa terça-feira, 21, após ser atropelado por um motorista acusado de dirigir embriagado na rua General Carneiro, na Estação, em Franca
 
Segundo Orlando, o irmão, que trabalhava em uma indústria calçadista no Distrito Industrial, deixou seu carro em um mecânico na Estação e estava indo pegar um mototáxi em frente ao local onde aconteceu o acidente. 
 
“Ele chegou no mototáxi e perguntou se tinha moto. O rapaz de lá falou: ‘Ô, tem moto’. Ele disse que ia no bar e já voltava. Eu não sei o que ele foi fazer no bar. Ele vendia perfume, então eu não sei... Mas foi coisa rápida e aconteceu essa tragédia”, disse emocionado Orlando, que é proprietário de uma banca de pesponto. 
 
Ronaldo era casado e, além de trabalhar em uma fábrica de metais para calçado, vendia perfumes para complementar a renda. A família não sabe se ele foi pegar algo no bar em frente ao mototáxi ou vender seus perfumes. 
 
“A esposa dele está sem condições. Está difícil para nós aceitarmos isso. Diariamente tem o alerta sobre acidentes de trânsito. Agora olha o que aconteceu com meu irmão. Perdi meu irmão caçula. Nunca mais eu vou ver ele”, continuou Orlando. 
 
Ele ainda comenta a violência no trânsito francano e afirma que as pessoas têm que ter mais consciência para dirigir. “Esse povo tem que tomar mais consciência das coisas: (não) ficar dirigindo tonto, fazendo essas palhaçadas! E agora? Perdi meu irmão. Tem que ser falado (sobre as mortes no trânsito), ficar em cima sobre esses acidentes”, finalizou. 
 
O corpo de Ronaldo foi velado e sepultado nesta quarta-feira, 23, em Franca. Ele era morador do Santa Luzia, em Franca. Imagens do circuito de segurança de um estabelecimento comercial, registram a cena do acidente. 
 
 
 
Motorista seria solto
 
Após o acidente, o agente funerário Aloisio Alves de Paula, de 43 anos, que dirigia o carro que atropelou e matou Ronaldo, realizou o teste do bafômetro. O exame apontou que ele conduzia o veículo embriagado. O resultado foi de 0,67 mg de álcool por litro de ar do motorista - esse valor é praticamente o dobro do limite para ser considerado crime e não infração de trânsito, que é de 0,34. O agente chegou a ser preso em flagrante e encaminhado para a Penitenciária de Franca.
 
Segundo o advogado de defesa de Aluisio, Odilon Donizete Comodaro, foi feito um pedido de liberdade provisória pela manhã desta quarta-feira, 23, que foi deferido no começo da tarde. Seu cliente responderá o crime de homicídio culposo em liberdade com restrições, além de pagar multa por estar dirigindo embriagado e ter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) apreendida.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários