Já caminhando para o fim de seu mandato, o prefeito Gilson de Souza (DEM) participou na manhã desta terça-feira, 22, de uma entrevista com o radialista Valdes Rodrigues no programa Show da Manhã, da rádio Difusora. Depois de mais de um mês do primeiro turno das eleições, Gilson falou sobre os principais pontos do governo ao longo de seus quatro anos como prefeito e a derrota nas urnas.
Para o atual prefeito, esses quatro anos como administrador da cidade valeram como, praticamente, dois. Logo no início de seu mandato, Gilson teve de lidar com questões financeiras dentro do orçamento que, segundo ele, atrapalharam a gestão.
“Cheguei na Prefeitura em 2017 com o orçamento do governo anterior, que era do Alexandre Ferreira (MDB), então ele deixou um orçamento bem enxuto. Depois vieram aquelas impositivas dos vereadores. Já em 2020, você tem um ano de pandemia, então foi um governo de quatro anos, que na verdade, foram dois”, disse. “O primeiro e o último ano não houve condições de poder fazer as realizações em função do mundo. O mundo parou e a prioridade era a sobrevivência das pessoas e ao mesmo tempo cuidar da vida, da saúde.”
Ainda sobre a pandemia, Gilson de Souza afirmou que realizou inúmeras ações neste período, mas que não foram observadas. “Nesse período de pandemia, a população tem ficado mais em casa, não estava saindo muito e nem vendo o que estava acontecendo na cidade. Qualquer um que vier de fora só vai elogiar a cidade.” O prefeito afirmou que não houve tanta divulgação sobre suas ações porque se preocupa primeiramente em trabalhar.
Para ele, entre seus melhores feitos como prefeito, a área da educação é a que mais se orgulha. “Quando cheguei, tinham 6.162 crianças em creches. Hoje nós estamos com praticamente 12 mil. O número dobrou”, ressaltou. “Isso é muito gratificante e faz com o que você continue na vida política mesmo enfrentando as críticas e desafios.”
O maior incômodo para o prefeito - que, para ele, resultou na derrota nas urnas - são as críticas, tanto da oposição, quanto da imprensa. “Ficou claro agora depois das eleições que tudo era para tirar o Gilson. Foi implantado desde que eu cheguei um modelo para o Gilson não continuar”, disse. “O tempo vai mostrar que o governo vai ser lembrado sempre como um dos melhores governos da história da cidade. Isso pode ter certeza.”
Além disso, um dos grandes desafios enfrentados por Gilson foi em um episódio acontecido há poucos dias, a menos de um mês de se despedir da Prefeitura. O prefeito foi alvo de uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) em que foi literalmente acordado pelos promotores de Justiça. Embora ainda esteja em fase de investigações, Gilson insinuou uma conclusão nos processos. “Eles foram na minha casa sim, no escritório, na Santa Rita e também no gabinete. Graças a Deus o que aconteceu é que não tem nada.”
Agora, os próximos passos de Gilson ainda são misteriosos. Depois de mais de 30 anos na política, ficou subentendido que ele não vai se “aposentar”, mas que tudo depende. “O futuro político é Deus. Estou entregando tudo para Deus. Eu sou um homem de luta, de trabalho e participo da vida política, mas a gente tem que entregar na mão Dele. Se for para continuar, Ele vai me dar sabedoria, se for para não continuar, Ele também vai me dar sabedoria.”
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