O Grupo Mulheres do Brasil divulgou, nesta terça-feira, 15, em todas as suas redes sociais a campanha #VacinaUrgenteParaTodos, que pede maior urgência dos órgãos públicos no processo de vacinação.
No vídeo compartilhado, a empresária francana Luiza Helena Trajano, que já se posicionou várias vezes a respeito dos problemas vivenciados pelos cidadãos brasileiros perante à pandemia, explica o intuito da iniciativa tomada pelo grupo. “A nossa intenção não é ir contra governo, contra estados e nem contra municípios. Pelo contrário. Estamos aqui para clamar por união. As vacinas, conforme forem aprovadas, precisarão ser compradas de vários lugares. Queremos que as pessoas entendam o que nós estamos fazendo e se unam para vencer esse vírus. Todos os órgãos competentes precisam trabalhar juntos para disponibilizar essas vacinas o mais rápido possível”, declarou.
Segundo Luiza, o plano de vacinação precisa ser feito visando uma rápida ação. “Quando a vacina for aprovada, ela não pode demorar três, quatro meses para chegar até aqueles que querem tomar. É necessário um planejamento ágil e conjunto. A população também precisa entender que qualquer vacina aprovada pela Anvisa é confiável. O Brasil é um exemplo nesse quesito”.
Coordenadora do Núcleo de Franca do Mulheres do Brasil, Eliane Querino cita que a intenção do grupo é mobilizar o poder público para que a vacinação não demore muito tempo. “É muito importante que o governo se organize para distribuir a vacinação para quem quer, ou seja: a grande maioria. Nós não podemos deixar que o país fique por mais um ano em situação de isolamento e perca o rumo. A ação tem que ser rápida. Porém, para que isso ocorra, é necessário que cesse essa guerra e competição política”.
Eliane ainda afirma que o Mulheres do Brasil não quer obrigar ninguém a fazer uso de imunizantes sem eficácia comprovada e muito menos exige que o povo tome a vacina sem desejar.
“O foco tem que ser na saúde da população. Existe muito negacionismo e medo com relação às vacinas, mas deixo claro que não queremos que ninguém tome vacinas sem comprovação científica. Tampouco queremos obrigar as pessoas a tomarem contra a vontade. Existe mesmo a resistência. A gente viu, por exemplo, no início do século passado, a revolta da vacina, quando Oswaldo Cruz exigiu que as pessoas fossem imunizadas contra a varíola. Depois, vimos também que ele estava correto”, alegou.
O grupo propôs que todos os cidadãos adeptos da campanha realizassem, na noite desta terça-feira, uma manifestação. A ideia era que as pessoas acendessem as luzes de seus celulares e acenassem de suas janelas, o que foi feito por muitos.
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