INFLAÇÃO

Preços do arroz, óleo e leite sobem menos em novembro

Por Victor Linjardi | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Agência Brasil
Início da safra no começo do próximo ano deve colaborar para redução no preço dos alimentos
Início da safra no começo do próximo ano deve colaborar para redução no preço dos alimentos

Os itens básicos da alimentação dos brasileiros ainda seguem com inflação positiva em novembro. A mudança ficou por conta da queda do índice. Desde setembro, arroz, óleo e leite registraram a menor porcentagem inflacionária, ou seja: o preço subiu, mas subiu menos.

Segundo o presidente da Associação, Ronaldo dos Santos, os consumidores perceberão esta queda com o início da nova safra, da soja e milho, em 2021. “O início dessa queda se deve ao fato de os consumidores estarem mais cautelosos e o Governo Federal ter zerado a taxa de importação do arroz. A redução dos preços, de uma forma geral, será mais perceptível quando começar a safra do início de 2021.”

O levantamento realizado pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) mostra que o arroz chegou a ter uma inflação de 16,9% em setembro, assustando os consumidores com o alto valor pago pelo saco, na época. Em outubro, porém, a inflação teve leve queda, indo a 10,5%. No último levantamento, referente ao mês de novembro – apesar de ainda positiva – a inflação sobre o produto caiu para 5,7%.

O mesmo aconteceu com o óleo e o leite. O primeiro que em setembro registrou 30,6% de inflação sobre o produto, passou para 16,4% em outubro e 9,6% em novembro. Já o leite, que em setembro estava com inflação 7,2%, terminou novembro com 4,2%.

 

Inflação em alta em outros produtos

Apesar da queda inflacionária nos itens básicos mencionados, outros alimentos e bebidas sofram alterações de preços em novembro. Dentre uma série de fatores que justificam este aumento, estão a alta do dólar e o próprio auxílio emergencial que mexe com a inflação no país.

Um dos principais itens que puxou a inflação geral em novembro para cima são as proteínas. A explicação é que o aumento se deve ao crescimento dos custos de produção devido à elevação da ração dos animais, ao aumento da demanda por suíno e à demanda internacional de importação.

Carnes bovinas, por exemplo, registrou uma inflação de 3,8% em novembro e a de aves cresceu 2%. Porém, a maior inflação registradas em carnes ficou por conta dos cortes suínos – em detrimento da peste africana que atingiu a China - ela chegou a 8,12% no mês de novembro.

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