Os itens básicos da alimentação dos brasileiros ainda seguem com inflação positiva em novembro. A mudança ficou por conta da queda do índice. Desde setembro, arroz, óleo e leite registraram a menor porcentagem inflacionária, ou seja: o preço subiu, mas subiu menos.
Segundo o presidente da Associação, Ronaldo dos Santos, os consumidores perceberão esta queda com o início da nova safra, da soja e milho, em 2021. “O início dessa queda se deve ao fato de os consumidores estarem mais cautelosos e o Governo Federal ter zerado a taxa de importação do arroz. A redução dos preços, de uma forma geral, será mais perceptível quando começar a safra do início de 2021.”
O levantamento realizado pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) mostra que o arroz chegou a ter uma inflação de 16,9% em setembro, assustando os consumidores com o alto valor pago pelo saco, na época. Em outubro, porém, a inflação teve leve queda, indo a 10,5%. No último levantamento, referente ao mês de novembro – apesar de ainda positiva – a inflação sobre o produto caiu para 5,7%.
O mesmo aconteceu com o óleo e o leite. O primeiro que em setembro registrou 30,6% de inflação sobre o produto, passou para 16,4% em outubro e 9,6% em novembro. Já o leite, que em setembro estava com inflação 7,2%, terminou novembro com 4,2%.
Inflação em alta em outros produtos
Apesar da queda inflacionária nos itens básicos mencionados, outros alimentos e bebidas sofram alterações de preços em novembro. Dentre uma série de fatores que justificam este aumento, estão a alta do dólar e o próprio auxílio emergencial que mexe com a inflação no país.
Um dos principais itens que puxou a inflação geral em novembro para cima são as proteínas. A explicação é que o aumento se deve ao crescimento dos custos de produção devido à elevação da ração dos animais, ao aumento da demanda por suíno e à demanda internacional de importação.
Carnes bovinas, por exemplo, registrou uma inflação de 3,8% em novembro e a de aves cresceu 2%. Porém, a maior inflação registradas em carnes ficou por conta dos cortes suínos – em detrimento da peste africana que atingiu a China - ela chegou a 8,12% no mês de novembro.
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