Após os jurados ouvirem as testemunhas e o promotor de Justiça Dilson Santiago de Souza, por volta das 15h30 desta quinta-feira, 10, começou a parte da defesa dos acusados de matar Núbia Ribeiro, em setembro de 2017. Os advogados tiveram aproximadamente duas horas e meia para tentar a absolvição de seus clientes.
Quem começou as defesas foi o advogado da ré Lauany Viodres de Prado, José Antônio Abdala, responsável pela defesa dela ao lado de Hernandes Silvio de Oliveira. Abdala defendeu que Lauany não estava no porta-malas do carro de Leonardo.
“Um inquérito muito rápido para mostrar a resposta para a sociedade. E qual o resultado? Três pessoas presas, com três versões diferentes. É melhor um acusado que cometeu o crime preso, do que um inocente preso”, afirmou.
Oliveira chegou a reclamar da atitude de um dos jurados que teria utilizado um celular, após a fala da promotoria. O pedido de anulação do jurado foi negado pelo juiz, antes da defesa começar.
A tentativa da defesa era provar aos jurados o não envolvimento de Lauany na morte de Núbia, colocando sempre Leonardo como quem premeditou e realizou o crime. Eles também questionaram o trabalho da Polícia Civil nas investigações.
Para os advogados, os policiais deveriam ter realizado o teste de luminol (substância que detecta sangue) no Honda Civic de Núbia, que foi encontrado abandonado um dia após o crime.
No momento em que seus advogados falavam, Lauany continuou da mesma maneira desde que chegou ao Júri: imóvel e cabisbaixa.
Depois foi a vez dos advogados Rafael Souza Barbosa e Camila Danielli Ferreira defenderem Leonardo Cantieri. Barbosa começou falando que não quer a absolvição de seu cliente, que ele quer pagar pelo crime que fez, que Leonardo tem, sim, uma parcela de culpa na morte de Núbia.
“Quero sim que Leonardo seja condenado. Ele se arrepende amargamente de ter encontrado a Núbia, de ter marcado aquele encontro. Ele tinha um caso com ela, gostava dela. Leonardo e Lauany deixaram Núbia com vida. Ítalo deu fim em Núbia, queimou e ocultou o corpo”, disse o advogado.
Leonardo, no momento que seu defensor falava, abaixava a cabeça. Cena que foi repetida durante quase todo o julgamento.
Durante a explanação do advogado de Leonardo, o defensor de Ítalo Vinícius Neves reclamou da atitude do colega, que estava afirmando que seu cliente foi quem matou Núbia. Nesse momento, começou um breve bate-boca entre os advogados.
Em seguida, Barbosa afirma: “Leonardo matou, mas com menor participação. Ele somente marcou o encontro”.
O terceiro e último advogado a falar foi o de Ítalo, Carlos de Oliveira. Ele continuou a narrativa da versão dada por seu cliente, de que ele apenas levou o carro até o local indicado. O advogado também falou sobre o porquê de acusarem seu cliente de ter matado Núbia.
“Leonardo disse que quem pagaria pelo crime seria Ítalo, sabe por quê? Porque estão tentando jogar a culpa em um nóia (usuário de crack) que apenas levou o carro dela naquele lugar. Ele não matou a Núbia”, disse Oliveira, que defende Ítalo, junto da advogada Aparecida Auxiliadora.
Além de fazer suas defesas, o advogado afirma que “viu muita mentira sendo dita” no tribunal nesta quinta-feira e encerrou sua fala pedindo que os jurados absolvam o réu Ítalo, por não ter provas suficientes para condená-lo.
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