O Tribunal do Juri do caso Núbia, com início na manhã desta quinta-feira, 10, começou ouvindo o depoimento da mãe da jovem, Tânia Ribeiro.
Tânia contou como foram os últimos momentos em que teve contato com a filha, com quem almoçou e passou boa parte do domingo, 26 de setembro. Depois, ela relatou os momentos de desespero que viveu enquanto Núbia estava desaparecida. “Os policiais me ligaram informando que o carro havia sido encontrado. Nesse momento eu já fiquei desesperada. Liguei para uma amiga dela com quem tinha muito contato e fui até o carro, onde encontrei caixinhas de lanche e alguns objetos dela”, disse a mãe.
Tânia disse que várias pessoas afirmaram que Lauany, uma das acusadas de matar Núbia, tinha um sentimento ruim pela vítima e que a mãe do Leonardo teria dito na manhã da segunda-feira, 27, que seria a próxima vítima da moça e chegou a pedir, inclusive, perdão pelo filho.
No momento do depoimento de Tânia, os três réus se mantiveram cabisbaixos na maior parte do tempo. Lauany olhou muito para as testemunhas. Leonardo se manteve imóvel, olhando para o chão. Ítalo, por sua vez, olhava para cima e para as testemunhas.
No momento em que foi autorizada a presença do público, diversas pessoas entraram usando uma camisa com o rosto da vítima. O Juiz solicitou para que as pessoas estiverem vestidas com camisetas da Núbia não se manifestassem.
Amiga de Núbia
Edilaine de Oliveira, amiga da Núbia, foi a segunda testemunha ouvida. “Eu queria que ela entrasse naquela festa (em um bar onde elas teriam ido até a porta). Eu queria que ela tivesse ficado comigo. Isso tudo não teria acontecido”, afirmou a amiga da vítima. Na época da morte, foi Edilaine quem procurou a polícia e mostrou as conversas entre Núbia e Leonardo. Edilaine também contou que Leonardo e Núbia não tinham um relacionamento oficial. “Núbia não nutria sentimentos pelo Leonardo, mas gostava de estar com ele. Ele tratava ela bem. Mas era só mais um na vida dela”, finalizou a jovem.
Amigas de Lauany
Fernanda Gomes, amiga Lauany Viodres do Prado, disse que ela pediu para dizer que na noite do crime estariam juntas, o que não aconteceu. Ela ainda disse que depois que Lauany começou a namorar com Leonardo, se afastou, pois o rapaz seria muito ciumento.
Outra amiga de Lauany, que também é testemunha, relatou que a acusada andava com uma faca e que já chegou a tentar pegar o objeto durante uma briga. Porém, não reconheceu a faca usada no crime. “A briga que presenciei foi em um pagode. A Lauany estava falando com o ex de uma menina, e a garota chegou. Elas começaram a brigar. Na ocasião, a Lauany tentou tirar uma faca (de cozinha). Mas não tirou e a briga foi encerrada”, depôs a jovem.
Pai de Leonardo Cantieri
Pai de Leonardo Cantieri
O pai de Leonardo Cantieri também prestou depoimento. Segundo o pai, Leonardo sempre foi um menino calmo, trabalhador. “Ele (Leonardo) trabalhou comigo. Era prestativo, sempre cumpria o horário. Quando ele começou a namorar a Lauany, demos alguns conselhos, falando que o namoro não estava dando certo. Era um namoro conturbado", disse. Na sequência, disse que também chegou a conhecer Núbia. "Eu conheci a Núbia, eles saíram e o Leonardo levou ela lá em casa para comer pizza. Uma menina alegre. Ele era muito carinhoso com ela. Acredido que ele não tenha feito isso com ela. Eu acredito que eles estavam separados (quando ele levou ela em casa). Eu não sabia se ele estava firme com uma ou com a outra”, afirmou o pai em depoimento.
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