ACUSADO DE ASSÉDIO

Faculdade de Direito de Franca suspende professor William Tristão por 30 dias

Por Lucas Faleiros | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
William Tristão pediu para aluna, que disse estar nua, 'abrir a câmera'
William Tristão pediu para aluna, que disse estar nua, 'abrir a câmera'
O professor de Direito Penal da FDF (Faculdade de Direito de Franca) William Tristão foi suspenso de suas funções pela instituição por um período de 30 dias. A decisão foi tomada após uma comissão de sindicância, formada por três professores, avaliar as condutas de Tristão enquanto orientador e divulgada na noite desta quarta-feira, 9.
 
Durante o prazo delimitado pela FDF, William, que foi acusado de assediar uma aluna durante uma aula online em setembro, ficará sem remuneração salarial.
 
Na nota, a faculdade afirma que a definição foi tornada pública pensando no “corpo docente, corpo discente, nos funcionários e comunidade em geral” e não divulgou mais detalhes sobre ela, uma vez que, segundo o comunicado, “persistem os motivos que determinam a imposição do sigilo e segredo de justiça nos autos da sindicância”.
 
Além disso, a FDF descreve o episódio ocorrido em sala de aula como “lamentável” e diz que não tem competência para investigar práticas criminais, função que é de outros órgãos.
 
Segundo a direção da faculdade, a decisão não é definitiva e o professor William Tristão ainda pode entrar com algum tipo de recurso contra a mesma.
 
 
Relembre o caso

Durante uma aula de Direito Penal que ocorreu no dia 29 de setembro, numa terça-feira, o professor William Tristão foi acusado de assediar uma aluna da Faculdade de Direito de Franca ao fazer comentários com conotação sexual e ofertar um aumento de nota em troca de que a jovem aparecesse nua na sessão online.
 
Tudo aconteceu após William convidar a universitária a ligar sua câmera e ela negar, afirmando que estava sem roupa e pronta para entrar no banho. Depois de receber a informação de que a aluna estava nua, o docente volta a estimulá-la a aparecer na aula, desta vez, de forma mais veemente. Ela recusa se exibir por mais algumas vezes.
 
Após as negativas, o professor de Direito Penal afirma que a jovem “está de sacanagem” e diz, em tom que abre margem para uma interpretação dúbia, “meio ponto”. A aluna chega a agradecer, pensando que recebeu a pontuação extra. No entanto, Tristão diz que o meio ponto era para ela aparecesse em vídeo. A estudante volta a negar, dizendo que “abrir a câmera não vale ponto” e que para receber nota ela estuda. Antes de mudar o foco da conversa, o professor responde um outro aluno dizendo “ela me provocou”.
 
O ocorrido revoltou os universitários da FDF, que, após o episódio, protestaram de várias maneiras, pedindo a demissão do professor.

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