FALTA EFETIVO

Sem apoio da Guarda e PM, Vigilância deixa de autuar festa com aglomeração

Por Lucas Faleiros | da Redação
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Reprodução
Festa com aglomeração de pessoas no último sábado, em Franca
Festa com aglomeração de pessoas no último sábado, em Franca

A Vigilância Sanitária, responsável por fiscalizar e coibir atitudes que vão contra as regras da quarentena contra o coronavírus, reclama da falta de apoio da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal para realizar as vistorias em eventos e estabelecimentos que descumprem as normas sanitárias.

Durante a edição desta segunda-feira, 7, do A Hora é Essa! – programa exibido de segunda a sexta-feira na rádio Difusora -, o chefe da Vigilância, Felipe Granzotti, afirmou que os funcionários do órgão de fiscalização não estão aguentando a demanda de denúncias e que, ao irem desacompanhados até os locais denunciados, colocam em risco sua integridade física.

“A gente não está tendo perna para acompanhar tudo que acontece ao mesmo tempo na cidade. São inúmeros estabelecimentos abertos e tem festa aqui, festa ali. Pra que nós sejamos efetivos na fiscalização, é necessário todo um suporte”, disse ele, completando que esta ajuda deve vir, principalmente, da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

“São eles quem dão a segurança necessária para os nossos fiscais trabalharem fazendo abordagens, identificação e até, se necessário, as interdições. Sem esse apoio, nossos profissionais ficam suscetíveis a situações perigosas”, declarou.

Segundo o chefe da Vigilância Sanitária, a falta efetivo da Guarda Municipal impede que os oficiais acompanhem os fiscalizadores. “A respeito dos motivos, a GCM é por conta da falta de efetivo. Já a PM, nós não sabemos. Tem dia que nós requisitamos o apoio deles e eles ajudam normalmente. Porém, em outros, eles não vão. Então, a gente não entende.”

Essa falta de suporte das autoridades policiais, de acordo com Felipe, impacta diretamente na ação dos funcionários da Vigilância. No último sábado, 5, o órgão recebeu denúncias de um evento no Polo Bar, estabelecimento inaugurado no Franca Polo Clube há menos de uma semana, com aglomerações e música ao vivo, que desrespeitava várias normas sanitárias. Apenas três fiscais foram até o local.

“No sábado, estávamos com uma equipe de apenas três funcionários e fomos até essa festa. Logo na chegada, por volta das 23h, identificamos um número muito grande de pessoas, das quais uma minoria seguia as recomendações do decreto municipal”, disse Granzotti, explicando que as pessoas estavam sem máscaras e aglomeradas.

“Como éramos um número muito pequeno de profissionais, pedimos apenas para que eles abaixassem o som e se atentassem às recomendações, o que foi feito. Nesta quarta-feira, vamos nos reunir com os responsáveis e realizar as autuações”, informou.

Os promotores do evento foram procurados pela reportagem do GCN, mas não responderam às mensagens, nem tampouco atenderam às ligações.

 

Guarda Civil Municipal e Polícia Militar

Segundo informações de fontes ligadas à Prefeitura, a falta de profissionais disponíveis em alguns horários se deve a um corte de gastos que reduziu pela metade o pagamento de horas extras aos funcionários da Guarda Civil Municipal.

A Polícia Militar, em nota, afirmou que tem trabalhado em conjunto com os órgãos de fiscalização sanitária e que nenhuma solicitação de apoio foi feita por parte da Vigilância no dia da festa no Polo Clube.