Daqui a 30 dias, um novo nome passa a comandar a administração municipal e já surgem as expectativas, tanto da população, quanto de instituições e organizações da cidade. Alexandre Ferreira (MDB) assume a Prefeitura de Franca em 1º de janeiro e, a partir da data, terá quatro anos para atender as demandas de uma cidade com mais de 350 mil habitantes.
Um dos principais desafios será recuperar a potência da indústria calçadista de Franca. Para o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, o próximo gestor assume a Prefeitura em um momento especialmente difícil da economia e que exigirá dele e de sua equipe um esforço maior para superar os atuais desafios.
“Será necessária uma maior profissionalização da Prefeitura e modernização de sua gestão, quanto à capacidade de implantação do plano estratégico, apresentado durante sua campanha. Só com a plena execução deste plano será possível vislumbrar a recuperação econômica do município e sua projeção para o futuro dos próximos anos. Destaco em especial o setor coureiro/calçadista de Franca, que anseia por ações públicas com vistas à modernização de seu parque fabril, com foco na internacionalização do nosso calçado”, disse Brigagão.
Para ele, o Plano de Recuperação Socioeconômico de Franca é a grande oportunidade de transformar promessas em um plano real e de mudanças significativas. “Esperamos poder contar com um governo atento às necessidades do setor calçadista, para elevar Franca aos patamares de excelência que almejamos”, concluiu.
Já o presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Tarciso Bôtto, afirmou que as propostas para os próximos anos foram apresentadas não somente a Alexandre Ferreira, mas a todos os candidatos que disputaram à Prefeitura em reunião no dia 3 de novembro, e que a expectativa agora é que se cumpram todas elas.
“Surgiu uma Agenda Positiva que, dentre outras propostas, prevê reuniões periódicas com as principais entidades de classe de Franca, criação de uma parceria Público-Privada para a implantação de um Centro Empresarial e revitalização dos corredores comerciais da cidade. A desburocratização de processos e a criação de programas de incentivo à inovação também estão neste documento e fazem parte das nossas expectativas para este novo governo”, disse Bôtto.
Maurício Pereira Ramos, presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Logistas), também espera que o próximo gestor apoie os lojistas e atue na retomada econômica da cidade. “As entidades, como a CDL Franca, têm feito sua parte. A entidade tem buscado trabalhar para o desenvolvimento da cidade em projetos que vão ao encontro do lojista e da sociedade. Isso tem ocorrido nas últimas administrações. Porém, o apoio recebido do poder público é pequeno demais para o tamanho de associados ou lojistas que trabalham e ganham sua vida em Franca”, afirmou Maurício.
Além disso, ele faz uma observação sobre as eleições deste ano. “Os eleitores precisam se envolver mais nas ações de seus candidatos, e o que foi visto é que a falta de interesse pela política é muito grande. As abstenções têm sido um crescente em Franca, e na minha opinião, é pelo descrédito político, que inclusive precisa ser revisto pelos partidos que têm representantes na cidade.”
Entre os servidores municipais, a expectativa é que seja um governo humano e capacitado. “Estamos aguardando o gestor para declarar seus secretários e esperamos que sejam pessoas competentes, humanas, que sabem ter o trato com os servidores”, disse Fernando Nascimento, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais.
“A expectativa é boa e muito positiva. Somos servidores de competência e esperamos ter diálogo com a administração. Uma melhora no setor de Recursos Humanos, com um secretário capacitado, profissional, para que possa lidar com os servidores. Além disso, desejamos sucesso para o novo gestor. Queremos trabalhar com qualidade e respeito mútuo.”
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