O desaparecimento do garoto Wesley Alves Pires Filho completou três meses no último sábado, 28. O adolescente saiu de casa, no Jardim Aeroporto I, em Franca, na tarde do dia 28 de agosto dizendo que iria ao varejão e nunca mais retornou. À época, Weslynho tinha 13 anos, mas atualmente está com 14 anos.
Seus pais, Wesley Alves e Camila - mais duas filhas, uma de 15 e outra de 10 -, tentam reconstruiu a vida. Recentemente, eles se mudaram para Restinga e estão vendendo lanches para sobreviver. O ponto de comércio foi montado na garagem da própria casa, com entrega delivery e drive thru.
A prima de Wesley, Jacqueline Mello, disse à reportagem, nesta segunda-feira, 30, que os pais do estudante estão tentando seguir a vida normalmente, mas sofrendo muito por não terem notícias do filho. “Eles estão vendendo lanches na garagem da casa deles e pizza pré-assada. A própria Camila é quem está fazendo os lanches para vender. Eles não podem viver de doações e de favores, precisam viver, voltar a trabalhar.”
Jacqueline disse também que os pais continuam em busca de Weslynho. “Eles seguem procurando o garoto nas horas que eles não estão fazendo os lanches. Nos últimos dias, eles estiveram realizando buscar em Minas (Gerais, cidades próximas a Franca).”
Dias atrás, ao anunciar no grupo de WhatsApp “Grupo de Buscas” - criado pela família para reunir informações sobre Wesley - que haviam se mudado para Restinga e aberto um ponto de comércio, os pais receberam muitas críticas, com muitas pessoas contra a divulgação da lanchonete na rede social.
Chateados, Wesley e Camila postaram mensagens e saíram do grupo. “O meu filho sumiu, a vida de todo mundo continua até a minha tem que continuar. Água vence, luz vence, aluguel vence. O que a gente come, temos que comprar. Roupa para vestir, temos que comprar. Nada para na vida. É como morrer um familiar e no outro dia a gente tem que trabalhar”, postou o pai. “Eu estou vendendo os lanchinhos para ter uma renda e justamente para aqueles que me criticaram dizendo que eu estava vivendo de doação”, concluiu.
“O nosso propósito de colocar aqui no grupo as nossas coisas era pra mostrar a gratidão para vocês e com a ajuda que vocês nos deram estamos podendo organizar e montar um negocinho aqui na garagem de casa, pra eu poder trabalhar e ganhar meu dinheiro e sustentar as minhas duas filhas, trabalhando à noite e poder continuar procurando meu filho de dia”, disse a mãe do menino.
“Não temos o propósito de ganhar dinheiro ou fazer propaganda num grupo de buscas do meu filho, para catar dinheiro dos outros. Muito pelo contrário, eu só tenho gratidão. Só queríamos mostrar que está dando certo, que eu estou tentando superar e tentando correr atrás”, finalizou Camila, antes de sair do grupo.
A reportagem tentou falar com Wesley e Camila, nesta segunda-feira, para saber sobre os 90 dias do desaparecimento do filho, mas ambos não atenderam as ligações.
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