As eleições 2020 foram atípicas em vários sentidos. Marcadas por mudança de datas e campanhas mais curtas por conta da pandemia do coronavírus, outro reflexo sofrido foi no número de abstenções. Dentre os dados registrados no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de 1996 a 2020, Franca nunca havia registrado tantos eleitos ausentes.
A evidência de uma descrença por grande parte da população com os candidatos, somada ao receio com a covid-19, fez com que o primeiro turno somasse 69.824 eleitores ausentes, que correspondem a 29% do total. No segundo turno, a abstenção foi ainda maior e bateu 78.442 pessoas que deixaram de votar em Franca, ou 33% do total.
O número de abstenções na votação desse último domingo, 29, superou o total de votos dados ao candidato eleito, Alexandre Ferreira (MDB) – que contabilizou 76.339. Ou seja, mais eleitores deixaram de ir às urnas do que a quantidade de pessoas que votaram no futuro prefeito da cidade.
Percentualmente, o número de eleitores que - por quaisquer motivos - deixam de exercer o direito do voto, vem crescendo a cada eleição. Em comparação, os segundos turnos registram mais ausentes que os primeiros.
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Os anos que registraram maiores participações da população foram 1996 e 2000 – ambas eleições municipais -, tendo apenas 9,9% e 10,20% de não-comparecimentos, respectivamente. Em contrapartida, os anos que contabilizaram maiores ausências também foram em disputas municipais. Seguidas deste ano, as eleições de 2012 e 2016 registraram o segundo e terceiro maior número de abstenções da história de Franca. Em 2012, 20% dos eleitores não compareceram no primeiro turno e 24,7% no segundo. Já em 2016, 20,6% se ausentaram na primeira etapa e 23,5% na segunda.
Em pleitos federais, as maiores abstenções registradas em Franca foram nas duas últimas disputas. Em 2014, 16,8% da população apta à votar não compareceu às urnas em primeiro turno e 17,6% no segundo – seguindo a tendência histórica de maior ausência na segunda fase. Já nas últimas eleições presidenciais, a cidade teve 20,4% de abstenção no primeiro turno e 21,4% no segundo.
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