Franca completa 196 anos neste sábado, 28. Durante sua história, o município ganhou a fama de capital do calçado masculino e capital do basquete nacional. Reconhecida nacionalmente, Franca tornou-se uma das melhores cidades brasileiras para se viver. Mas afinal, como o francano enxerga a sua cidade? O que tem de bom e ruim? O portal GCN ouviu a opinião da população.

A estudante de análise e desenvolvimento de sistemas, Annelise Dias de Oliveira, de 23 anos, enxerga de forma única a cidade das três colinas. "Uma característica que eu amo em Franca é o céu. O pôr do sol é incomparável. E, também, por ser uma cidade na medida certa, grande, mas nem tanto, além de acolhedora." Apesar do carinho, a francana aponta melhorias para os próximos anos. "Acredito que poderíamos melhorar a representatividade em espaços políticos e/ou eventos, com mais mulheres, negros e o público LGBTQ+. Uma forma de resolver isso é se aproximar dos movimentos que visam à inclusão e representatividade."

De Guaxupé (MG) até Franca são 156 km de viagem. Distância percorrida há 50 anos pelo, até então, menino Rafael Jacinto Ferreira. Hoje, com 57 anos, como ele diz "me considero francano". Na cidade, ele construiu sua família. Casado e pai de dois filhos, ele trabalha com assistência técnica de eletroeletrônicos em um centro comercial do Parque Vicente Leporace ll. Apesar do carinho pela cidade, ele afirma que já houve tempos melhores. "Franca é boa, mas já foi melhor." Para Rafael, o problema é o desemprego. "Falta muito emprego. Tem muito desempregado em todas as áreas. No restante está tudo certo."
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Também no Leporace, Milton de Souza Assis ou "Bicudo Borracheiro" ganha o seu sustento. Nascido na Santa Casa de Franca, aos 53 anos, ele é solteiro e pai de dois filhos. Com um olhar de carinho, cultivado desde pequeno, a cidade é umas das paixões de Milton. "Não tenho o que reclamar de Franca. A população sempre me acolheu, desde moleque. Amo a cidade, amo a população. Quando falam mal de Franca, eu fico sentido." Todavia, o preço do gás incomoda o borracheiro. "Para os próximos anos, mudaria o preço do gás. O gás aqui é caro. Em São José da Bela Vista é barato. Estou vendo e sei que tem condições de mudar o preço."
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O retorno para casa é o descanso do trabalhador, após a correria do dia a dia. E quando a correria da cidade é o lar de alguém? Esta é a realidade de Mateus Rodrigues de Paula, de 31 anos. Natural de Franca, há sete anos ele chama as imediações da Estação de casa. Divorciado e pai de um filho, Mateus afirma que falta ajuda do poder público. "A Prefeitura precisa ajudar muito a sociedade. Os moradores de rua, eles não ajudam." O andarilho também questiona a limpeza, mas faz uma ressalva: "parte alta não tem sujeira".

Motorista há sete anos do transporte público urbano, Ana Claudia de Oliveira, de 45 anos, conhece as ruas da cidade como poucos. Solteira, a francana tem dois filhos. Para a moradora do bairro City Petrópolis, o município está estagnado. "Franca está parada no tempo. Quando você passeia em outros lugares, têm novidades. Um semáforo diferente, educação no trânsito e lugares para passear diferentes. A cidade precisa de mais cultura, cores e vida." Quando pensa no futuro, Ana pede mais oportunidades. "Franca precisa abrir mais portas. Pelo tamanho da cidade, ela precisaria ter mais opções. Por exemplo, mais cursos profissionalizantes e oportunidades de empregos."
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A pandemia desempregou milhares de trabalhadores, como Reginaldo da Silva Cintra, de 50 anos. O classificador de couros está sem renda fixa desde abril, após a empresa fazer uma demissão em massa. Casado e, também, pai de dois filhos, Reginaldo sente estar desamparado pelo município. "Estou me sentindo desamparado na pandemia. Em sentido de emprego, a cidade está deixando a desejar." Para o próximo ano, o morador do Jardim Santa Hilda espera suporte dos governantes para os moradores. "Gostaria que melhorassem as áreas de emprego e saúde. Os políticos também precisam dar mais suporte para a população."
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Natural de Patrocínio Paulista (SP), Fabiana Pereira, de 36 anos, mudou-se para Franca há 16 anos. Casada e mãe de dois filhos, atualmente, a patrocinense trabalha em um comércio de embalagens. Para a moradora da Vila Aparecida, Franca é uma boa cidade para viver. "Estamos com algumas restrições, devido à pandemia, mas no geral é uma cidade muito boa para se viver." Para ela, ainda sim, a cidade necessita de melhorias. "Está faltando muita coisa para a saúde e educação. E, agora, precisaria de algumas mudanças para gerar postos de trabalhos."

Juliana Aparecida de Souza Borges, de 39 anos, é solteira e mãe de duas filhas. Para Juliana, "Franca deu uma parada no tempo". Moradora do Res. Ana Dorothéa, a francana pede melhorias na cidade. "É uma cidade boa para se viver, porém, precisa de melhorias. Por exemplo, empregos e atendimento em comércio. Quem depende da saúde pública, também, demora muito para conseguir uma consulta."

Principal centro urbano, econômico e industrial da região, Franca recebe diariamente milhares de paulistas e mineiros de cidades vizinhas. Realidade da patrocinense Ana Letícia de Oliveira, de 17 anos. A jovem acompanha a mãe, que vem para a cidade trabalhar todos os dias. Letícia considera Franca como "uma cidade populosa, de bastante comércio". Quando questionada sobre melhorias, a jovem apontou dois pontos. "Tem muito comércio sim, porém, melhoraria as vagas de empregos e, também, a qualidade das ruas."

Assim como Ana Letícia, Maria Júlia Ferreira também é uma jovem de 17 anos. Há nove anos ela mora em Franca, atualmente, no Jardim Luiza l. Namorando e mãe de um filho, ela trabalha como maquiadora e designer de sobrancelhas. Maria Júlia pede uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em sua região. "Moro próximo ao Leporace. Por ser um bairro muito grande, tem supermercados e muitas lojas, mas sinto falta de uma UPA." Natural de Nova Serrana (MG), a jovem reclama da demora dos ônibus. "A gente vê ônibus do Vera Cruz, Luiza ll, passando toda hora, diferente do Leporace, que demora."

Quem já passou pelo calçadão central da cidade, possivelmente, já foi convidado a conhecer alguma loja por Saul Tostes, de 64 anos. Casado e, também, pai de uma filha, ele é locutor de lojas na Praça Barão há oito anos. Embora não seja francano, mas de Batatais (SP), Tostes não esconde o carinho pela cidade onde mora há 27 anos. "Um clima gostoso, pessoal fantástico, educado e humilde, uma cidade de proletariado. É uma cidade gostosa, onde você pode passear em shoppings e clubes e fazer amizades." Para o morador do Jardim Flórida, entretenimento, urbanização e transporte devem ser prioridades. "Melhoraria o entretenimento, mais diversões para a cidade e uma urbanização diferenciada. Também modificaria a mobilidade urbana, que falta na cidade, inclusive para os deficientes físicos e visuais. Então, tem muita coisa para fazer."
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O francano Frank Alex Gimenez, de 38 anos, é auxiliar de manutenção. Casado, atualmente, ele mora no Residencial Palermo. Para Gimenez, o transporte público precisa de mudanças. "Aumentaria a quantidade de ônibus, principalmente, nos horários de pico. Muita gente reclama ou fica para trás, porque o ônibus está cheio. A tarifa também está um pouco alta." Além dos ônibus, Gimenez questiona as oportunidades oferecidas. "Precisa diversificar o setor da indústria. Ficar só voltado na área do calçado é complicado. Eu sou metalúrgico, a minha área é bem restrita, dá para contar nos dedos os locais para trabalhar."

O assistente administrativo Vinicius Henrique Ribeiro, de 29 anos, considera Franca como uma cidade boa para se viver. "Em questão de infraestrutura para morar e criar os filhos, é uma das melhores cidades para se viver no país." Casado e pai de um filho, Vinicius mora no Recanto Elimar ll. Para os próximos anos, o francano espera atitude dos governantes. "Para o futuro, é só pensar no gestor para tomar conta da cidade. Cobrar as melhorias referentes à educação e saúde para a população."
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Ana Laura Peixoto Beloti, de 18 anos, é revendedora de doces. Solteira, ela mora na Vila Raycos. Para Ana Laura, a cidade já foi melhor. "Não está bom igual antigamente." Nascida em Franca, ela espera melhoras na educação e saúde. "Na maioria do tempo, faltam professores nas escolas. A saúde, você espera o dia todo para ser atendido."
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