A cidade de Franca conta hoje com 51 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados ao tratamento das pessoas que sofrem com as complicações da covid-19, sendo 37 da rede pública de saúde. Há algumas semanas, o presidente do Grupo Santa Casa, Tony Graciano, comunicou que nessa terça-feira, dia 24, terminaria o contrato de 10 desses leitos, e eles seriam encerrados. Mas no fim da semana passada, porém, o governador João Doria (PSDB) publicou decreto proibindo o fechamento de leitos no Estado.
No início deste mês, Tony afirmou que ainda não tinha a confirmação se o contrato dos 10 leitos seria renovado ou se as vagas seriam desativadas. Mas, na tarde dessa terça, dia em que venceria o prazo, Tony se manifestou através das redes sociais do Grupo Santa Casa, dizendo que todos os leitos permaneceriam em funcionamento.
“Os leitos covid do Grupo ficarão abertos até que as negociações com a Prefeitura Municipal de Franca e com a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo estejam todas organizadas, e também com os contratos estendidos. Por enquanto, estamos aguardando tanto da Prefeitura, quanto do Estado e, por isso, deixamos vocês tranquilos de que nós teremos sim abertos, até segunda ordem, todos os leitos Covid do Grupo Santa Casa de Franca”, disse Tony.
O contrato do restante dos leitos se encerrará em dezembro. Até o momento, não há informações sobre até quando serão mantidos, mas Tony Graciano afirmou que já comunicou o governo municipal e estadual também sobre a situação.
O decreto
Por causa do aumento de casos e mortes por covid-19 nos últimos dias, o governo de São Paulo determinou em decreto que os hospitais não poderão desmobilizar seus leitos voltados para o atendimento de pacientes com coronavírus.
"O governo será transparente em qualquer tomada de decisão sobre a pandemia. São 145 coletivas de imprensa com os principais membros e representantes do centro de contingência. Não há decisão política ou econômica, há decisão da saúde", afirmou o governador João Doria.
Ele explicou que após os primeiros sinais de agravamento da doença no Estado, o governo optou por cancelar a reclassificação do Plano São Paulo e adiar para 30 de novembro a próxima data. "Também diminuímos para 14 dias o período de reclassificação. O governo reitera nosso compromisso em proteger a vida das pessoas e ser exemplo de obediência à ciência e à saúde", disse.
"Estamos perdendo vidas todos os dias no Brasil ou será que vamos banalizar isso? É muito triste. Não é o momento para fazer festa ou aglomerações. Não é hora de retirar a máscara", continuou o governador.
Além de pedir a todos os hospitais do Estado para não desmobilizar seus leitos de covid-19, a Secretaria de Saúde também propôs outra medida. "Colocamos no decreto para não haver realização de novos agendamentos de cirurgias eletivas. Queremos garantir leitos para pacientes que possam necessitar", explicou Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado.
"A gente percebeu que nos últimos dias houve um recrudescimento. Pequeno, mas houve. Não temos risco de falta de leitos no momento. Houve aumento de quase 20%, mas ainda estamos abaixo de ocupação de 50%. De qualquer forma, a partir de agora ninguém está autorizado a mudar leito de covid para de outra especialidade", completou João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência de Covid-19.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.