Mesmo que em um ritmo menos acelerado do que o visto no começo, as obras do Complexo Viário "Dr. William Wanderley Jorge" continuam. Recentemente, a ponte que dará lugar à rotatória que interliga as avenidas Champagnat e Dr. Ismael Alonso y Alonso recebeu o vigamento. As próximas etapas do projeto serão pavimentar o tabuleiro dessa ponte junto às suas quatro alças de acesso e vigar a segunda ponte, a do retorno, na rua da Casa do Diabético.
Durante os últimos dias, leitores do portal GCN e ouvintes da rádio Difusora disseram que as obras estavam paradas. A reportagem foi até o local e constatou que o ritmo dos trabalhos e o número de funcionários no canteiro realmente diminuíram, o que foi confirmado por comerciantes próximos.
Entretanto, os operários que estavam presentes no local – que não são autorizados a gravar entrevistas –, disseram que o ritmo de trabalho ainda é o mesmo. Segundo eles, as obras, que eram para estar entregues no mês de outubro, provavelmente serão concluídas ainda neste ano.
O prazo inicial para conclusão das obras era no mês de outubro. Mas a empresa pediu para a Prefeitura que o limite para entrega fosse aumentado em 60 dias, em decorrência de remanejamentos de rede elétrica feitos pela CPFL no local, que teriam atrasados o andamento da obra.
Segundo a Prefeitura, o que pode vir a atrasar a obra é o período chuvoso, já que os técnicos estão aguardando uma estiagem curta para preparar a compactação do solo. Ainda de acordo com a contratante, o prazo para a empresa entregar o complexo viário é até o dia 17 de dezembro.
Na Justiça
A empresa vencedora da licitação do projeto, a Autem Engenharia, e a Prefeitura enfrentam na Justiça um pedido para paralisação das obras. O Ministério Público diz que o capacidade econômica da empresa não foi comprovada, uma vez que faz parte do grupo formado também pela Leão Engenharia e da Sanem Engenharia, que passam por um processo de recuperação judicial, e não apresentou documentos que comprovem que o plano vem sendo crumprido.
A Autem Engenharia contesta a acusação do MP, afirmando que não se encontra em processo de recuperação, e diz que apresentou todos os documentos exigidos pela Prefeitura de Franca. É afirmado ainda que a interrupção das obras pode trazer graves riscos ao interesse público – ou ao trânsito da região.
A ação ainda não foi julgada.
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