Houve os que preferiram apostar no estilo cauteloso, houve os que foram para o ataque. Com um cenário indefinido na corrida pela Prefeitura de Franca, os candidatos a prefeito da cidade investiram em diferentes estratégias durante “O Grande Confronto”, o último debate entre os prefeituráveis antes do primeiro turno das eleições municipais, no próximo domingo, 15. O encontro foi promovido pelo portal GCN e rádio Difusora, na Casa GCN, na noite desta quinta-feira, 12.
As pequenas indiretas, presentes nos embates dos primeiros blocos, deram lugar a acalorados debates no quarto bloco do programa, quando os candidatos se enfrentaram por cinco minutos, sem divisão de tempo entre si, sobre tema definido por eles próprios.
O objetivo de todos os sete candidatos presentes ao debate – Adérmis Marini (PSDB), Alexandre Ferreira (MDB), Bruxellas (PT), Flávia Lancha (PSD), João Rocha (PSL), Marília Martins (Psol) e Orivaldo Donzelli (PTB) – é uma das duas vagas no segundo turno das eleições municipais.
Assista ao debate na íntegra:
Adérmis e Alexandre, Marília Martins e João Rocha protagonizaram os embates mais contundentes. No caso da primeira dupla, porém, coube a Adérmis o calor da discussão, já que Alexandre permaneceu, por quase todo o tempo, alheio aos ataques do adversário. As poucas provocações a que reagiu foram respondidas com sarcasmo.
Com os números das pesquisas em mente, que mostram o primeiro e segundo lugares consolidados em suas posições, mas, se considerando a margem de erro, com praticamente todos com chances – mesmo que remotas – de chegar ao segundo turno, os candidatos foram ao debate preparados para apresentar suas propostas, atrair mais eleitores e, ao mesmo tempo, não perder os já conquistados.
Na apresentação de seus projetos, alguns preferiram evitar o combate. Outros escolheram partir para o ataque, tentando desconstruir as propostas adversárias e, às vezes, até o próprio opositor. Tudo isso para conquistar o precioso e único voto de cada um dos eleitores Francanos.
Ao realizar o debate no limite final do que permite a lei eleitoral, o GCN/Difusora tem a certeza de que possibilitou ao eleitor conhecer quem são os candidatos à Prefeitura de Franca em um momento crucial, ainda mais em uma eleição que cerca de um terço dos eleitores demonstra não estar disposto a votar em nenhum dos candidatos ou não saber em quem votar.
O debate da noite desta quinta-feira em Franca atingiu todos os recordes de eventos jornalísticos da região em termos de audiência nas redes sociais. Enquanto, por exemplo, um debate entre prefeituráveis de Campinas era visto por 230 e poucas pessoas no Facebook, concomitantemente o debate Francano tinha 1,7 mil, para ficar apenas neste exemplo. No pico, a audiência no Facebook passou dos 2 mil acessos simultâneos.
No total, quando este número foi mais alto, cerca de 10 mil acessos simultâneos foram registrados em todas as plataformas em que o debate foi transmitido: rádio Difusora AM 1030 kHz, portal GCN e redes sociais do GCN: Instagram, Facebook e Youtube. Destaque para a plataforma de vídeos online, por onde o debate foi acompanhado pelo maior número de internautas.
Uma comissão independente de advogados, formada por Fernando Aguiar de Freitas, Acir de Matos Gomes, Eric Antunes Pereira dos Santos, Thais Andrade Brunherotti e Rafael de Barros Pustrelo, estava a postos para avaliar eventuais pedidos de resposta, mas não chegou a ser acionada.
O prefeito Gilson de Souza (DEM), candidato à reeleição, foi o único a não participar do debate. Mas seu governo, por diversas vezes, foi lembrado entre os concorrentes – todas as vezes com críticas contundentes ao que avaliam como falhas da atual administração.
Apresentações
Após as boas-vindas dadas pelo mediador Corrêa Neves Júnior, os candidatos participantes do debate foram aplaudidos pela plateia formada por assessores e poucos convidados. Um vídeo com um pouco da história dos oito prefeituráveis foi exibido e, em seguida, os sete presentes fizeram as considerações iniciais.
Adérmis Marini saudou a todos e apresentou um minicurrículo e seu vice, Agenor Gado. “Com o apoio do Sidnei Rocha vamos buscar o melhor para nossa cidade.”
Alexandre Ferreira defendeu que para recuperar a Prefeitura é preciso de experiência. “O que a gente vê é um resgate da eleição passada que o povo elegeu um candidato sem experiência no Poder Executivo, e o resultado todos sabem.”
Bruxella se apresentou como a opção pela mudança. “Quero agradecer a todos vocês que escolheram pela mudança. A política, pra mim, vem desde criança dentro de casa. Estamos aqui para enfrentar o sistema que governa Franca há 8 anos e nunca fez nada.”
Flávia Lancha explicou o motivo de querer ser prefeita. “Por que estou aqui hoje? Venho de uma família que sempre buscou fazer o bem para as pessoas. Criei vários projetos sociais quando estive na política. Meu projeto é transformar Franca em uma cidade forte, levando o bem-estar aos bairros.”
João Rocha destacou sua experiência como vice-prefeito de Maurício Sandoval. “Nas nossas andanças, foi possível rever o mundaréu de obras que ajudamos a construir há mais de 30 anos. As pessoas perguntam: ‘É verdade que vocês fizeram tanta coisa’. Eu falo: ‘É só visitar nossas redes sociais que poderá conferir’.”
Marília Martins iniciou seu discurso com referência ao assassinato a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco. “974 dias! Quem mandou matar Marielle?” Na sequência, se apresentou. “Eu trago a necessidade da comunidade, da produção, da geração de renda e empregos.”
Orivaldo Donzelli destacou sua experiência na vida pública. “Ao longo da minha vida, eu sempre trabalhei na atividade pública. Isso me capacita para ser um gestor de nossa cidade. O PTB tem história em nossa cidade.”
2º bloco
No segundo bloco do debate, os candidatos responderam a perguntas dos jornalistas, ligadas a sua trajetória ou plano de governo, com comentários de um opositor escolhido por sorteio.
Adérmis Marini responde, Marília comenta
Pergunta: Os laços tucanos parecem ter se transformado num fardo difícil de carregar para os candidatos do PSDB, tanto é que o senhor não aparece bem nas pesquisas. O que se deve a isso?
Adérmis: “A sua leitura sobre as pesquisas está equivocada. Uma nova pesquisa aponta todos embolados e temos tudo para irmos para o segundo turno. Não escondo o 45: vote 45 neste domingo. Quem for prefeito tem que relacionar com o governador João Doria”.
Marília: “Falando em demagogia, eu vejo o senhor falar com um grande orgulho de quando esteve deputado por seis meses, mas o que se viu foi um estrago na vida do trabalhador”.
João Rocha responde, Orivaldo Donzelli comenta
Pergunta: Nos seus programas eleitorais e até aqui, como na sabatina, o senhor retoma sua trajetória nos anos 80 como vice de Maurício Sandoval Ribeiro. Tudo o que a cidade é hoje é graças à administração Maurício Sandoval/João Rocha?
João Rocha: “Não é que tenhamos feito tudo, as imagens dizem o que foi feito. Trabalhamos em 10 anos, em duas administrações. De quem é a estação de tratamento de esgoto? A estação de bombeamento de água? De quem é anel viário interno da cidade? Quem trouxe o Leporace, o Palma? Estou chamando o povo para ver o que foi feito. O que foi feito, foi feito. O que é legado nosso, é legado nosso. Nós vamos trabalhar duro outra vez, vamos preparar Franca outra vez”.
Orivaldo: “Não posso deixar de falar que o Maurício era do PTB. O que o senhor fez, que fala ao longo da sua campanha, também foi feito pelo PTB. Como nossa propaganda era curta, ficava inviável falar tudo o que o PTB fez. Você nos ajudou fazendo propaganda do governo do PTB. Por isso, temos de agradecer, porque você fez propaganda de tudo o que o PTB fez há 30 anos. O PTB teve e terá grandes gestores públicos”.
Flávia Lancha responde, Adérmis Marini comenta
Pergunta: A senhora fala de uma cidade bem cuidada, mas como vencer esse desafio, já que a cidade se apresenta abandonada nessa atual gestão? E isso é tudo numa administração?
Flávia Lancha: “Tem que ter um conceito. A proposta é fazer uma cidade forte e bem cuidada. A cidade está abandonada, suja, com escorpiões e mato. Vou levar aulas multidisciplinares aos bairros, em parceria com as faculdades. Cuidar dos servidores, dar condições de trabalho a eles. Usar o prédio da Francal, que foi meu pai que construiu, como outlet. Se nós queremos uma cidade forte, precisamos cuidar dela, para que a população tenha mais condições de trabalho, ter cultura, esportes, saúde, emprego...”.
Adérmis: “Temos que lembrar que em 2016 Flávia se aliou a Gilson de Souza para vencer as eleições. Em troca, ela pegou a Secretaria de Desenvolvimento e teve a chance de fazer isso e não fez, ainda fechou a Incubadora e o programa Caminhos para o Emprego”.
Donzelli responde, Bruxellas comenta
Pergunta: Para o prédio do “Esqueleto”, a proposta do senhor é a instalação de um hospital universitário. Levando em considerando o orçamento da cidade, o senhor acha mesmo viável? Não existem repasses nesse volume do que precisa. O senhor não repete a promessa do Gilson?
Donzelli: “De forma alguma. Tenho certeza de que dá pra fazer. Primeiramente porque o prédio está pronto, semiacabado, precisamos fazer um projeto de estrutura para terminar a obra. Podemos fazer através de concurso com as faculdades. E dá pra buscar verbas nos governos estadual e federal. Eu trabalhei no Estado e há verba para isso. Hoje não se faz isso, porque ninguém buscou, não apresentou projeto. Já estive em Brasília, e sei que se você levar o projeto, você consegue o recurso. Temos em Franca 320 estudantes de medicina que podem estar atendendo neste hospital, para atender a população e diminuir essa fila. Podemos fazer parceira com a Rede Lucy Montoro, que cobre o custeio do hospital, e o SUS, que quando é universitário, paga o dobro.
Bruxellas: “Com todo o respeito, construir um hospital num prédio não seria viável, além de ser alto custo. Se os governos estadual e federal estivessem preocupados com Franca, não teria aumento imposto do calçado ou teriam enviado verba para tapar os buracos. Queremos utilizar os prédios, fazer parceria com a iniciativa privada, doando esses prédios, para fazer moradia para a população mais necessitada, para trazê-la para a estrutura.
Alexandre Ferreira responde, João Rocha comenta
Pergunta: O senhor foi secretário de Desenvolvimento, de Saúde e depois prefeito, mas muitos problemas atravessaram esse período e persistem. O senhor tem dito que faria tudo de novo. O senhor pretende fazer outras coisas diferentes se for eleito?
Alexandre Ferreira: “Eu fiz muita coisa, o ‘Álvaro Azzuz’, reformei o prédio que hoje é o Hospital Infantil, trouxe o AME. Fizemos mutirões para cirurgias. Deixei 34 unidades de creches para Gilson inaugurar. Fizemos muita coisa”, disse o ex-prefeito, citando outras obras.
João Rocha: “Eu tenho dito. Vocês querem verdade ou mentira. Vimos que o candidato tem situação de desconstrução. Temos quase uma cracolândia, ele desativou o Proerd. Sua administração deixou uma dívida grande para pagar, fruto de ações trabalhistas em relação a férias”.
Marilia responde, Flávia comenta
Pergunta: Seu plano é robusto, mas parece forçoso, porque ele não atrai uma grande parcela do eleitorado. A senhora acha que as suas propostas estão longe dos anseios da população ou faltou tempo para apresentá-lo?
Marília: “A gente tem uma questão muito séria na nossa educação, ela não é libertadora, ela é feita para tornar as pessoas bons profissionais, e não cidadãos. Nosso plano é robusto porque colocamos cada área em 12 eixos. A educação, por exemplo, não é só dentro da escola, a educação para a cidade é maior. Não optamos pelo caminho fácil. Muitos fazem planos simples demais, que é para perpetuar esse troca-troca entre partidos. Ninguém da comunidade pode ser excluído. Temos que fazer de uma saúde plena, cuidado do meio ambiente, do plano de carreira. Nosso projeto pensa até 2050, como a ONU sugere.”
Flávia: “A gente viverá um período de pós-pandemia e a gente precisa de ações efetivas. Embora muitos candidatos estão me criticando por causa da frente de trabalho. Ele vai resolver de forma imediata o plano de 1,5 mil Francanos que deixarão de receber o auxílio emergencial... Os projetos da construção civil parados são dinheiro, temos que criar um mutirão para liberá-los. Precisamos de ações efetivas.”
Bruxellas responde, Alexandre comenta
Pergunta: Os últimos prefeitos passaram por dificuldades para gerenciar verbas. De onde o senhor pretende tirar dinheiro para cumprir a promessa de realizar um plano de carreira dos servidores que consta em seu plano de governo?
Bruxellas: “Nós defendemos os diretores de escolas, para que eles não sejam indicados pelo prefeito e, sim, por uma avaliação e capacitação. Com esses critérios, ele merece ou não. Com isso, reduz os cargos comissionados. Esse aumento gradativo precisa ser decidido junto com os servidores. Defendemos que o servidor seja um executivo e não só trabalha na função operacional”.
Alexandre Ferreira: “O que a gente precisa, realmente, é dar condições ao trabalhador de crescer, se capacitar, ter direito a bônus”.
3º bloco
Os candidatos se enfrentaram sobre tema sorteado pela jornalista Heloísa Taveira, com pergunta, resposta, réplica e tréplica. As duplas de debatedores foram definidas por sorteio.
Tema: Consulta do SUS
João Rocha (PSL): Sabemos que a nossa saúde está muito precária. Temos médicos faltando em UBSs; temos situações de quase 15 mil cirurgias eletivas por fazer; temos cinco ESFs – cidades como Passos (MG) tem 15 - e o dinheiro dessas UBSs e ESFs nem sai do caixa da Prefeitura, ele vem do Governo Federal. Você, Alexandre, como ex-secretário, com conhecimento e ex-prefeito, o que você pensa para a saúde de Franca?
Alexandre Ferreira (MDB): Se conseguirmos colocar as consultas em tempo hábil nas UBSs; existindo esta consulta, disponibilizar medicamentos, exames, vamos evitar que elas piorem sua condição de saúde e precisem ir para um sistema de urgência/emergência, PS e vamos evitar as internações por causas evitáveis. A proposta é que a gente consiga efetivamente ofertar médicos nas UBSs. Levando UBSs e fazendo-as funcionarem perto de você, temos uma condição melhor de vida para as pessoas.
João Rocha (PSL): Claro que temos as correções necessárias para fazer na saúde, voltar a ter a normalidade de atendimento nas UBSs, UPAs e PS, condições que o povo sabe e vamos voltar a fazer a partir de janeiro. Mas, além disso, como nós projetamos Franca para 40 anos depois, vamos projetar a saúde. Vamos aumentar os médicos de família de cinco para quanto pudermos, vamos zerar a fila das cirurgias eletivas.
Alexandre Ferreira (MDB): Vamos construir um NGA novo, um AME, para que as pessoas possam ser cuidadas nas especialidades. Então, construção de um AME e ofertar mais consultas de especialidade com qualidade. Além disso, toda e qualquer UBS que for construída, inclusive as que eu fiz, todas elas têm ESFs.
Tema: Arrecadação municipal
Bruxellas (PT): Flávia, nós sabemos que a arrecadação da Prefeitura de Franca não é alta. Pelo contrário, é uma arrecadação baixa. Sabemos que nós temos entre R$ 35 milhões e R$38 milhões para estar realizando investimentos. Sabemos que o governo do Estado enviou pouquíssimas vezes recursos para a cidade de Franca, neste governo João Dória, e que o governo do presidente da República (Jair Bolsonaro) também não tem interesse e não enviou recursos para Franca. Você está apresentando uma proposta de geração de empregos e algumas outras propostas que trabalha com uma modificação orçamentária. Como pretende implementar essas propostas, sabendo da falta de recursos que nós temos na Prefeitura de Franca?
Flávia Lancha (PSD): Eu concordo que o orçamento de Franca é desafiante. Mas, embora falemos muito a respeito do desafio do orçamento, eu tenho muita tranquilidade. Eu falo sempre que trabalhei com custos a minha vida inteira. Eu trabalho com commodity, que você não põe preço, não põe valor no seu produto. Qual a variável que temos na mão? A variável são justamente os custos. Então, eu tenho os dois anos na Prefeitura e sei que dá para fazer ajustes. Claro, se pensarmos em obras grandiosas, como, por exemplo, os problemas das enchentes ou do asfalto, não conseguiremos resolver sem um apoio dos governos Estadual e Federal. Aliás, Franca saiu da rota deles. Precisamos colocar Franca de novo nessa rota. Precisamos levar bons planos para que, através dos deputados, nos ajudem com verbas. Em relação à questão da Frente de Trabalho, que é uma ação em parceria com a ação social e o desenvolvimento econômico, é uma bolsa em torno de R$ 600 e em troca será feita uma prestação de serviço. Hoje, por exemplo, o Obras da Prefeitura tem muita pouca gente. Então não conseguiríamos melhorar essa questão dos bairros, das limpezas, plantio de árvores. Isso daí é uma parceria e uma capacitação e que, em torno de três meses, eles teriam uma melhor capacidade de buscar outros empregos. É possível, sim, a gente mexer no orçamento. Claro, não em obras de estruturas grandiosas, mas priorizar o que é necessário. O que eu vejo é que gerar emprego pós-pandemia é uma necessidade. Eu acredito então, Bruxellas, que temos que fazer opções enquanto gestor.
Bruxellas (PT): Sabendo desta limitação orçamentária e da desvontade do governo Estadual e Federal de enviar recursos para Franca, estamos avaliando que é possível trabalhar com a ampliação da receita, por meio do remodelamento da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), trabalhando com gestão imobiliária ou urbana. Com essa proposta, vamos arrecadar mais recursos, mas sabendo que nós não temos esses recursos, nós estamos propondo um modelo de credenciamento. Utilizar o recurso que a Prefeitura já gasta, são R$ 187 milhões que vão para grandes empresas, que produzem materiais para rede escolar, nós queremos que esse recurso fique na cidade. Queremos gerar empregos, só que empregos duradouros. Queria saber de você o seguinte, Flávia: o auxílio emergencial acaba em dezembro, será que essa frente de trabalho não será tipo um auxílio por três e as pessoas não querem mesmo é trabalhar?
Flávia Lancha (PSD): Isso daí é realmente um auxílio, mas, ao mesmo tempo, ele está trabalhando. Há uma possibilidade de renovação do contrato e, enquanto estiver trabalhando, ele terá uma capacitação. Então, a gente quer gerar emprego. Gerar uma maior possibilidade para que ele tenha uma maior condição de estar no mercado de trabalho logo após isso. Franca há anos não recebe verbas. Aliás, quem mais trouxe verbas foi o Dr. Ubiali. É preciso de bons projetos para conseguirmos emendas e verba.
Tema: Covid-19
Alexandre Ferreira (MDB): Passamos três meses difíceis. O governador resolveu fechar tudo, porque São Paulo estava com bastante casos, enquanto aqui muito pouco. Fechamos assim mesmo e a cidade praticamente fechou. Estamos andando nas fábricas e vemos elas sem estruturas e perspectiva nenhuma. O covid foi muito mal cuidado aqui. Os contratos das UTIs estão acabando e ninguém fala sobre isso. Precisa renovar o contrato agora ou não?
Bruxellas (PT): Sobre a questão de abrir e fechar, pior que isso, é não saber que dia abre ou não, demite funcionário e contrata de novo. O que eu acho é que houve uma profunda desarticulação no governo federal e municipal. Nós nem fechamos direito e nem abrimos completamente. Hoje ninguém aguenta mais essa situação. As cestas básicas tiveram a distribuição reduzida. Muitas opções poderiam ser feitas e não foram. A meu ver, não temos testagem em massa ainda, não temos o distanciamento correto e nem o monitoramento dele. Poderíamos fazer uma parceria com o curso de farmácia da Unifran para acelerar o resultado dos testes que demoravam muito. Poderíamos ter copiado de cidades que deram certo, como Araraquara, que fez isso e teve a menor mortalidade de coronavírus no Brasil. Inclusive reconhecida pela imprensa nacional. Inclusive eu propus isso entrando com ação na Vara da Fazenda, solicitando testagem em massa e equipamento individual; barreiras sanitárias nas fronteiras de Franca, pois a Anhanguera era a rodovia que mais circulava o coronavírus. Defendemos que a verba destinada ao viaduto “nem-nem”, como chamamos – pois nem deveria ser feito e nem melhorará o trânsito da cidade - fosse alocada para o combate ao coronavírus. Como em um hospital de campanha, para o aumente do número de leitos. Precisamos também ter um centro de referência para o coronavírus. Não sabemos sobre a eficácia das vacinas ainda, nem sobre uma segunda onda aqui. E para isso precisamos nos resguardar. Houve uma emenda para Santa Casa de R$ 100 mil, mas infelizmente é muito pouco para a cidade.
Alexandre Ferreira (MDB): Se vamos criar tantos empregos como precisamos, voltar a fazer as pessoas terem dinheiro, trabalhar e ter emprego. Precisamos trabalhar para que a cidade não feche. Para isso, precisamos que ela tenha atendimento digno no volume e na qualidade necessária até que tenhamos uma eventual segunda onda. O ideal é manter todos os leitos para não voltarmos para o vermelho. Principalmente cuidar das pessoas no pós-covid – eu peguei covid - quando sai do hospital. Quem tem condição para isso? Nós vamos fazer isso.
Bruxellas (PT): Um elemento muito bem colocado é a questão da queda dos empregos na cidade de Franca. Nós tínhamos em 2018, 6 mil motoristas de aplicativo e na pandemia em torno de 10 mil, e 15 mil entregas/dia. Essas empresas cobram de 18% a 30% e os funcionários ainda têm que pagar com manutenção e gasolina. Por isso, estamos propondo o “Locomove Franca”, onde teremos taxa apenas administrativa, sem interferência no mercado. A Prefeitura não tem necessidade de lucrar, precisamos de um sistema que funcione e com uma taxa de 7% apenas, para que o trabalhador aumente a renda e a qualidade de vida das suas famílias.
Tema: Transporte Público
Adérmis Marini (PSDB): Como vereador, me posicionei contrário à renovação do contrato da empresa São José, sem licitação e da forma que foi feita pelo governo Gilson de Souza. É um contrato em que a Prefeitura dá dez anos de exclusividade de exploração do transporte coletivo à empresa. Gostaria de saber qual a sua proposta em relação ao transporte coletivo e, também, aos sistemas de transporte na cidade de Franca.
Marília Martins (PSol): A questão é saber o que pagamos a São José, o que ela cumpre e o que ela deveria cumprir. Defendemos que a população tem de participar ativamente das tomadas de decisões. Precisamos falar em rever este contrato, e sim, se não estiver cumprindo o que é para fazer pode ser revogado. O transporte público não pode ser pensado isoladamente apenas como São José, temos de pensar em ciclovias. Temos que incentivar ao mesmo tempo o transporte alternativo, como as cooperativas e os aplicativos municipais.
Adérmis Marini (PSDB): Eu como Prefeito, se a empresa São José não cumprir o contrato, nós vamos romper este contrato e abrir de forma muito transparente, uma nova discussão sobre sistema de transporte na cidade. Não temos ‘’rabo preso’’ com a São José, e vamos fazer que ela cumpra este contrato, principalmente, tarifas justas e qualidade de serviço. Em relação aos aplicativos vamos facilitar o acesso da população. É importante que os taxis sejam zerados de qualquer tipo de taxa. Por fim, junto com a Ciclofran vamos fazer a interligação das ciclovias de Franca.
Marília Martins (PSol): O transporte público hoje, só está assim, devido ao seu partido e aos seus apoiadores. Precisamos parar de subestimar a população, nossa inteligência e boa vontade, porque as coisas têm de ser feitas quando se tem oportunidade. O senhor está há tanto tempo aí e teve a oportunidade de fazer uma maior pressão, principalmente, se a população estivesse ao seu lado.
Tema: Indústria calçadista
Orivaldo Donzelli (PTB): É muito comum vermos as indústrias de calçados se retirarem da nossa cidade, principalmente agora que o governo do Estado aumentou o ICMS. Dentro desse contexto que nós temos, qual a proposta que seu partido traria para que a gente pudesse manter as indústrias de calçado para Franca e, por acaso, trazer aquelas que saíram da nossa cidade?
João Rocha (PSL): Franca tem hoje mais de 20 alqueires de área que pertence a Prefeitura. Prefeitura não é para dar lucro. Prefeitura não é para acumular riqueza. Prefeitura é para prestar serviço. Nós não temos medo, em hipótese alguma, de transformar as áreas que nós temos hoje desocupadas e que possam ser ocupadas por empresas que queiram vir. Se nós cedermos um terreno para uma empresa que queira vir para Franca, que mal tem isso? Alguém vai levar esse terreno para fora de Franca? Não. Vai gerar emprego. Quem quiser vir para Franca, nós vamos sim somar com a iniciativa privada, gerar empregos. Na indústria calçadista tínhamos mais de 30 mil trabalhadores na área calçadista e agora estamos com menos de 10 mil. Vocês serão olhados. Vamos fazer uma grande feira de calçados também em Franca, sem prejudicar as que estão lá fora. Vamos trabalhar por Franca, porque nós sabemos trabalhar. Nós já trabalhamos e o povo sabe disso.
Orivaldo Donzelli (PTB): Falando exclusivamente da indústria calçadista na cidade de Franca, eu quero dizer que nós do PTB, como gestores, faremos feiras onde priorizaremos a industrial calçadista de Franca. Reduzindo o ISS para essas empresas e teríamos um ganho de escala ao longo do tempo. E as empresas que viriam de fora para participar destas feiras, pagariam o ISS normal. Com isso, a gente faria com que as empresas de Franca quisessem voltar para terem o benefício do ISS mais baixo aqui na nossa cidade. Por esse motivo, voltaremos com as feiras e privilegiaremos a indústria calçadista Francana.
João Rocha (PSL): Aos trabalhadores da indústria do calçado que estão nos ouvindo, tenham certeza de que a nossa atenção será dada. Mas vou repetir como sempre falo e tenho dito na minha campanha, vocês querem verdade ou querem mentira? Tem uma situação das empresas que tem ido embora do município que não depende só do município. Nós temos uma guerra fiscal a nível de Estado. O nosso Estado até pouco tempo cobrava 17% de ICM no nosso calçado. Ainda pouco o governo aumentou de novo o imposto sobre o calçado. Outros estados tinham 3% a 4% de ICM. Infelizmente, na guerra fiscal, levaram as nossas indústrias. Coisa que a Prefeitura não consegue fazer.
Tema: Cirurgias eletivas
Marília Martins (PSol): Não é de hoje que temos problema na quantidade de cirurgias acumulados, bem como um formato que atenda a população. Todos falam que o problema é verba e orçamento. Todos dizem que não têm dinheiro. Estamos na pandemia e houve um agravamento neste quadro. O que o senhor acha que deve ser feito para que essas cirurgias sejam concluídas?
Adérmis Marini (PSDB): sobre o que a candidata disse anteriormente sobre a empresa São José. Eu não era vereador na época e quando o prefeito Sidney rocha fez a questão da São Jose, foi por licitação. Quando eu estava como vereador, trabalhei contra a renovação com a são José. Outro ponto: quando você citou sobre a reforma trabalhista, eu votei a favor do trabalho. Em 2017 nos regulamentamos o tele trabalho que nada mais é que o home office. Quantos trabalhos foram salvos com essa mudança? Enquanto muitos partidos eram contra, inclusive seu partido socialista. E respondendo a candidata Flávia Lancha, que disse que como deputado federal não fiz nada, falo pra ela pesquisar na minha rede social um vídeo de agradecimento do antigo presidente da Santa Casa de Franca de mais de R$ 1 milhão de recursos que como deputado federal eu consegui. Dinheiro para cirurgias eletivas e para a saúde de Franca. É necessário ter um prefeito que tem acesso ao governo do estado e feral para conseguirmos recursos e fazermos mutirões de cirurgias eletivas aqui. Temos um problema estrutural aqui. Ampliar o AME cirúrgico e trabalhar para o aumento de leitos na cidade. Quando entrei tinham 9 mil pessoas na fila e esse número só vem aumentando.
Marília Martins (PSol): O que nós estamos vendo nesse instante é a dificuldade de se justificar. Gastar 2/3 de um tempo e ainda deixar tempo para falar de saúde. Nós precisamos pensar a médio e longo prazo também. As cirurgias eletivas são necessárias justamente porque faltou a promoção de saúde mental, tratamentos na rede básica de saúde. Precisamos falar também sobre a rede básica, da acessibilidade das pessoas com deficiência ou das pessoas que não acessam porque não tem tecnologia suficiente para recorrer.
Adérmis Marini (PSDB): Nós vamos investir em quatro novas unidades de saúde em Franca e vamos trabalhar a prevenção, fazer o atendimento da população lá na ponta. Isso junto com a Uni-Facef que tem cursos de saúde e tecnologia. Com isso poder atender a população Francana, aumentar o programa de atendimento da estratégia da família. Precisamos de um prefeito que tenha coragem para isso, para votar contra medidas que colocam o Brasil no século passado e nós precisamos avançar. Colocar a tecnologia na saúde, a telemedicina, por exemplo. E isso é possível.
Tema: Cargos comissionados
Flávia Lancha (PSD): No atual governo houve um grande problema em relação aos cargos comissionados. Primeiro, por três vezes a justiça negou até ocorrer o exoneração. Hoje, temos um pouco mais de 100 cargos comissionados, sendo que a maior parte é de diretores de escola. Gostaria de saber qual a sua ideia sobre a questão dos cargos, como lidar e, também, sobre a questão dos diretores de escola.
Orivaldo Donzelli (PTB): Eu fico muito tranquilo para falar sobre os cargos comissionados. Quando tal fato aconteceu, eu estava na chefia de gabinete e pude comprovar ali qual era a demanda pelo Ministério Público em relação aos cargos comissionados. O Dr. Donha, meu candidato a vice, fez um estudo de como deveria ser feito os cargos comissionados. Eles tinham que ser descritos a função específica de cada um, para que não atrelasse a um cargo técnico da Prefeitura. Por esse motivo, você tinha toda uma sequência correta para fazer isso. Então Dr. Donha começou a fazer esse trabalho e, infelizmente, por questões políticas e administrativas do atual gestor, que passou para uma outra pessoa. Dr. Donha tem esse trabalho pronto, apesar de não ser aproveitado. A respeito dos cargos de diretores das escolas, nós temos que fazer como é feito hoje na Facef. É uma lista tríplice e que é vontade por um conselho. Nós vamos fazer da mesma forma, utilizando os professores, representantes de pais e mestres e alunos, de forma que a escolha seja uma lista tríplice e essa lista vá para o prefeito e ele selecione um dos três nomeados. E, todos que irão participar, verão a forma transparente que serão escolhidos os candidatos. Não vai ter privilégio de ninguém. A escolha será muito tranquila.
Flávia Lancha (PSD): O grande problema que vem acontecendo há anos é a ocupação e a indicação que vem sendo feita estes cargos. É uma indicação política, muitas vezes de troca de fatores e de troca de votos. Então é importante esta reforma para que estes comissionados sejam técnicos e capazes de assumir a posição.
Orivaldo Donzelli (PTB): Eu fico muito preocupado quando a gente fala de fazer uma reforma. Hoje estamos vendo a forma de contratação que todos nós estamos falando. A gente sabe que a lei de responsabilidade fiscal é muito clara. 60% da receita corrente líquida você gasta com pessoal - 54% para o executivo e 6% para o legislativo. Nós trabalhamos, praticamente, com esse percentual dentro da Prefeitura e qualquer contratação diferente disso nós vamos inserir diretamente na lei de responsabilidade fiscal. Quem vai pagar essa conta? Com certeza será o servidor. Porque ele vai deixar de fazer hora extra. Deixar de ter aumento. Então esse cuidado temos que ter, quando falamos de serviço.
4º bloco
Foi no penúltimo bloco do debate que o clima esquentou. A arena montada pelo GCN proporcionou o confronto direto entre os candidatos, com tema livre.
Flávia x Marília
O bloco começou com Flávia escolhendo Marília. “A educação básica precisa ser prioridade. Precisa investir em professores e vagas para alunos”, afirmou Flávia, determinando o tema. “Tratam o cidadão como mercadoria. A educação não é negócio e sim um direito”, respondeu a candidata do Psol.
O jornalista Corrêa Neves Jr. questionou como as candidatas garantiriam vagas em creches, já que ambas pareciam contra compra de vagas. “Essa (compra de vagas) seria a última alternativa”, disse Flávia. Marília disse: “Propomos plano de carreira para os professores.”
Marília x João Rocha
Marília questionou as trocas de partido pelo adversário. “O senhor se vangloria do seu passado, do seu governo, mas a gente sabe que o contexto é totalmente diferente. E que antes mesmo do contexto da pandemia, nós tivemos um atropelo do presidente Bolsonaro, que o senhor tanto defende e nem pertence mais ao seu partido... O senhor foi pegando a onda. E eu não consigo entender como o senhor tão facilmente transita, por exemplo, de PDT, que hoje está com o PT, agora está no PSL... E o senhor fala tanto de passado, mas não consigo enxergar esse futuro. Por exemplo, quando fala que fez as avenidas, poderia também ter previsto que teria enchentes?”
“Qual idade você tem, Marília?”, interrompeu João Rocha. “Eu tenho a idade das enchentes, praticamente, ironizou Marília. “Então a senhora não sabe que as avenidas já existiam e com casas e prédios já executados e que não havia dinheiro para fazer a desapropriação. Você está falando de uma coisa que você não conhece, que você não sabe. Você fala em saudasismo, sou saudosista sim. Você que não tem serviço prestado”, respondeu João.
“Ela fala de partidarismo, mas ache para mim, um partido de direita que aconteceu de 2016. Eu sou conservador”, completou o candidato do PSL.
“O senhor tem uma falta de senso de direita e de esquerda...O senhor foi vice da Flávia na eleição passada, por um partido que o senhor chama de esquerda”, disse Marília.
“Fale uma atitude de esquerda que eu tenha tido. Ache uma defesa minha, como o seu partido defende de ensino errado na questão de sexologia nas escolas com as nossas crianças”, rebateu João. “O senhor não sabe... O senhor está tentando retomar até termos que não existem”, respondeu Marília.
“Eu defendo o conservadorismo, eu defendo a família”, discursou João Rocha. “Esse conservadorismo conservado é onde as crianças não sabem quando denunciar porque estão sofrendo violência sexual”, afirmou Marília.
“Abra sua cabeça você que é mãe, você que é pai. Ela está falando aqui que nós não sabemos que a nossa criança está sendo agredida na escola. Ela está falando por sua ideologia que deve ser extirpada, eliminada. Eu defendo a família”, disse João.
“Você defende a família e, pelo jeito, as violências e a violência sexual”, disse Marília. “Não, pelo contrário, você nunca viu uma palavra minha, uma atitude nossa nesse sentido. E você não venha aqui se dar de boa moça e tentar mostrar uma coisa que você não é”, rebateu o candidato do PSL.
Adérmis x Alexandre
Adérmis escolheu Alexandre Ferreira e o clima esquentou: “Seu governo foi muito conturbado. Gilson disse que seu governo deixou R$ 100 milhões de dívidas”, disse o tucano, dizendo que o prefeito mente, que a verdade e dívida é de R$ 50 milhões. “Mas, mesmo assim, muito alta.”
Ao explicar a dívida, que foi gerada por um processo trabalhista decorrente de pagamento irregular de férias aos servidores públicos, por mais de 20 anos, Alexandre também cutucou o prefeito. “É Gilson sendo Gilson. Ele prometeu um Hospital das Clínicas, Hospital Veterinário... Você mesmo disse que não é verdade.”
Ele emendou dizendo que o valor pago por Gilson é parecido com os governos anteriores. “O Sidnei (Rocha) pagou cerca de R$ 15 milhões e eu cerca de R$ 16 milhões de precatórios por ano.”
Adérmis segue com os ataques. “Seu governo foi cheio de confusão. Você brigou com a Acif, tirou o Proerd, instaurou inquérito contra uma secretária.” Alexandre respondeu com sarcasmo. “Calma, candidato, o senhor está nervoso. Na Prefeitura, a gente age com pressão o tempo todo. Se o senhor continuar assim não pode ser prefeito. Não fui eu quem gerou dívida, quando eu entrei na Prefeitura já era assim, essa forma de pagamento (de férias).”
Orivaldo x Bruxellas
Orivaldo perguntou sobre o transporte coletivo “O idoso é isento, mas a tarifa dele entra na conta e o usuário é quem paga. O que você pretende fazer para corrigir este sistema para que o usuário final não pague a tarifa de terceiros?”
Bruxellas criticou o monopólio da São José que, segundo ele, “presta um péssimo serviço”. “Não somos a favor do subsídio, a princípio, a gente é a favor da criação de uma agência reguladora da passagem, precisamos abrir a caixa preta da São José.”
“Talvez o que falte é uma fiscalização maior para mudar ao itinerário da linha e ter mais passageiro”, opinou Donzelli.
“Quando a gente fala em agência reguladora, a gente fala em fiscalização, em reduzir a tarifa. Mas quando se fala em São José, parece um desejo enorme de mantê-la na cidade”, disse o petista.
Orivaldo defendeu que quem tem de impor o que fazer é o gestor municipal. “A empresa como prestadora de serviço tem que cumprir o contrato. Se é ruim, é porque o gestor é ruim.”
Questionados pelo mediador se são a favor do subsídio, ambos disseram que não. “Não falo em subsídio, falo em compensação tarifária, tem que tirar o idoso da tarifa”, defendeu Orivaldo. “Não sou a favor do subsídio, defendo a agência reguladora. Somos a favor de ter licitação, ter concorrência”, emendou Bruxellas.
Bruxellas x Flávia
“Qual é o caminho para a saúde que passa por problemas em vários sentidos: promoção, prevenção ou mediação?”, começou Bruxellas.
“Temos que trabalhar nas três áreas. A gente trabalha principalmente na curativa, que é a mais cara. Acredito na promoção da saúde. As campanhas hoje em dia são muito mal feitas”, emendou Flávia.
“Há uma confusão sobre isso, mas o ideal é na prevenção”, concluiu o petista.
João Rocha x Donzelli
“Quando a gente é sério e faz política, as pessoas não sabem onde pegar e ficam caçando pelo em ovo”, começou João Rocha, ainda se remetendo ao embate com Marília Martins e, em seguida, determinando o tema do debate com Donzelli: “Quero falar sobre a recuperação da economia da nossa cidade em janeiro e pós-covid”.
“Precisamos fazer isso imediatamente. E o que a gente vai fazer é na Secretaria de Planejamento. Temos que liberar as construções de 500 metros, porque construção civil gera emprego”, defendeu Donzelli.
“Conversamos com associação de loteadores, construtores, e vou dizer: ‘Vocês da Estação, vamos revitalizar a Estação, reviver o comércio, construir um centro comercial para pequenos ambulantes”, enumerou João Rocha.
“As subprefeituras administrativas são necessárias”, emendou Donzelli. “Eu sou contrário. Franca não tem um tamanho tão grande que precisamos gerar despesas. Temos de buscar parcerias. Temos o pavilhão da Francal incendiado há anos, temos que construir um centro de convenção”, cortou João Rocha.
Donzelli defendeu que as subprefeituras não gerarão custos. “Poderemos pôr nas escolas, nos centros comunitários, podemos colocar estagiários, desafogamos o serviço na Prefeitura.”
“Precisamos de um prefeito que ande a cidade inteira como eu fiz. Dizem que eu sou saudosista, mas eu sou trabalhador”, afirmou João Rocha.
Alexandre x Adérmis
Alexandre escolheu Adérmis e o clima voltou a esquentar quando o tema foi geração de empregos.
“Quais seriam as alternativas suas para criar empregos?”, iniciou Alexandre.
Adérmis disse: “Vou implantar alguns programas para gerar empregos, principalmente ampliar cursos de tecnologias.”
Alexandre respondeu: “Agora há pouco ele disse que a gente não fez nada, mas todas as alternativas que ele disse, eu já fiz lá atrás e por isso fomos a cidade que por dois anos seguidos mais gerou empregos.”
“E o maior problema de Franca agora é a falta de emprego... após o seu governo”, emendou Adérmis.
“Vou vai querer jogar para mim a falta de emprego, agora? É engraçado!”, ironizou o emedebista. “O senhor está copiando tudo o que eu fiz lá atrás”, cutucou Alexandre.
Adérmis lembrou que o oponente foi secretário de Desenvolvimento e Saúde, além de prefeito, e afirmou que os maiores problemas de Franca são justamente a saúde e a falta de empregos. “Da forma que ele (Alexandre) agiu não resolveu o problema. Precisa ter calma, precisa agir, precisa fazer um governo democrático...”, disse Adérmis, que continuou:
“Quando o senhor disse que é preciso ter calma, eu tenho calma até demais. Em todo o processo da sua cassação, apesar da pressão que eu sofri de você, de seus comissionados e de pessoas que você articulou, votamos com muita tranquilidade a cassação. E assim nós vamos fazer no nosso governo”.
“Quando você fala do meu governo, foi há quatro anos. E eu vou te relembrar: quando vocês quiseram fazer a minha cassação, e eu fui inocentado, porque eu não fui cassado”, disse Alexandre, sendo interrompido por Adérmis: “Você não foi inocentado, você só não foi cassado, por um voto. Você é réu por improbidade”.
Alexandre voltou a destacar que Franca foi a cidade que mais gerou empregos em dois anos de seu governo, lembrou que ganhou prêmios e aqui era o quinto melhor município para se viver.
“Você ganhou boas notas, não foi por causa da sua gestão, foi por causa da nossa rede. A gente tem que reconhecer o trabalho que é feito pela nossa rede, os funcionários públicos”, rebateu Adérmis.
“Agora com essa evolução que nós estamos tendo, as pesquisas estão mostrando e está todo mundo atacando a gente”, afirmou Alexandre. “Não é ataque, mostrar a verdade que nós mostramos aqui, que você é réu por improbidade, por enriquecimento ilícito...”, disse Adérmis. “Não, enriquecimento ilícito, não”, respondeu Alexandre.
Considerações finais
O quinto e último bloco fechouo debate com as considerações dos candidatos.
Orivaldo Donzelli (PTB)
Primeiramente parabéns pelo trabalho. Isso só engrandece para a população de franca decidir no domingo qual candidato ela vai escolher. Eu como gestor público tenho que falar das propostas que fiz aqui. Da demonstração da seriedade e da transparência que a gente quer fazer a partir de 1º de janeiro. Nesse sentido, pense e vote neste domingo, professor Orivaldo 14. É uma forma de trazer uma pessoa que não é político, que é gestor público e pode fazer a diferença para franca. Podemos comparar aqui o que outros gestores do PTB fizeram aqui. E o PTB sabe escolher gestor, por isso, vote 14.
Marília Martins (PSol)
Hoje eu tive a oportunidade de mostrar a possibilidade de uma real transformação da nossa realidade. Nós temos que olhar para o futuro e claro que sem desconsiderar as experiências pelo que foi dito aqui. Eu preso pela experiência, desde que ela proponha para o futuro. Nós da juventude, sempre ouvido que as crianças e jovens são o futuro, então nós como o futuro queremos nosso espaço. Eu como mulher não me deixei ser silenciada, hoje tentaram também. Mas nós mulheres, LGBTs, minorias, sabemos da importância de um projeto mais inclusivo e com maior justiça social. Um olhar sistemas que traz uma articulação entre os setores e uma escuta ativa. Estamos prontos e peço a você atenção ao nosso plano de governo. Quem tem coragem vota 50. Estamos aqui para fazer essa transformação com a população.
João Rocha (PSL)
Obrigado Jr. e a todos que participaram. De novo fui citado ainda há pouco. Nós não cuidamos de utopia, cuidamos de realidade. Realizamos há 40, 30 anos atrás e fizemos o que precisava na época, trouxemos a cidade em termos de infraestrutura na época, mas também somos futuristas. Por isso estou chamando agora você que é pai de família, dona de casa, comerciante, empresário, você que vê os problemas de saúde, votem no 17. Votem em quem sabe gestar. Sabemos e já fizemos. Estamos olhando para nossa cidade do futuro. Hoje com problemas diferentes do que já enfrentamos. Fomos acolhidos pela população nas ruas. Queremos fazer de franca o projeto que nos idealizamos e que está contido no nosso programa de governo. Você que quer uma cidade melhor, votem 17.
Flávia Lancha (PSD)
Estou em primeiro nas pesquisas, isso mostra o trabalho que venho fazendo a mais de dois anos, andando nos bairros e, principalmente, ouvindo a população que mais precisa dos serviços públicos. Agradeço a cada um de vocês o apoio que venho recebendo. Vamos vir pós-pandemia e precisamos de uma gestão com equilíbrio, competência e honestidade. Meu objetivo é criar e construir uma Franca forte e bem cuidada. Vote 55 Flávia Lancha e você terá a grande diferença na sua vida.
Rafael Bruxellas (PT)
A gente clama tanto pela mudança na política, que às vezes ela aparece e ficamos bambeado será que vamos mesmo ou não. Mas temos de encarar também, que aqueles que dizem ter muita experiência na verdade não deram conta do recado e deixaram Franca na situação que está. Não viemos para brigar, para falar de passado, e sim, apresentar propostas. Queremos realmente mudar Franca, mas sabemos que vai ser difícil e, também, o sistema político que comanda a cidade um bom tempo vai fazer de tudo para tentar falar que não chegaremos lá. Quero dizer para vocês, a nossa força está nas ruas, a nossa força está em cada um de vocês e é assim que vamos atualizar a Prefeitura ao século XXI. Dia 15 vote 13.
Alexandre Ferreira (MDB)
Nosso povo está sofrido. Nosso povo está sofrendo com falta de empregos, renda e problemas da Covid. Com falta de condições que o serviço público não oferece isso. Hoje o que a gente precisa é de um prefeito que tenha coragem. Que dá a cara. Que não cede a pressões. Que não discute, mas escuta as pessoas. E, principalmente, que escuta opiniões diferentes. O que eu digo para vocês que estão nos ouvindo, a gente precisa agora de soluções e isso eu tenho. Nós vamos chegar em primeiro agora no domingo.
Adérmis Marini (PSDB):
Hoje ficou bem claro aqui, cidadão francano, quem tem cara, quem tem coragem de falar aquilo que deve ser dito, com muita transparência. Nós temos o compromisso com a minha cidade. Temos um grupo forte. Temos o apoio de Sidnei Rocha, Ananias. Homens que fizeram muito por Franca. Tenho meu vice Agenor Gado, homem de caráter. Nós temos um plano de governo para colocar Franca de volta no caminho certo. Escute Sidnei Rocha e não erre de novo.
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