Todo mundo já ouviu falar no Diabetes Mellitus, ou simplesmente Diabetes, mas as informações a respeito dessa doença somente são levadas em consideração quando o diagnóstico, muitas vezes assustador, é revelado em uma consulta médica. Afinal, você já se imaginou cortando sorvete, refrigerantes e aquele doce caseiro feito pela tia que é sucesso nos encontros de família?
Mas, afinal, o que é Diabetes? De acordo com o médico da Unimed Franca, Dr. Júlio Cesar Batista Lucas, endocrinologista, o Diabetes Mellitus é uma doença metabólica relacionada ao metabolismo dos carboidratos. “Ela é causada pela ausência parcial ou total da insulina ou dificuldade no seu funcionamento. A insulina é um hormônio produzido no pâncreas pelas células beta e é responsável pela entrada da glicose dentro da célula. A glicose é o principal substrato na alimentação celular”, explica. Existem hoje, no mundo, 463 milhões de pessoas com diabetes. No Brasil, 16,8 milhões de pessoas são portadoras da doença.
O diagnóstico de Diabetes pode mudar muito a vida de uma pessoa, principalmente quando a rotina alimentar se baseia em alimentos ricos em açúcar, que às vezes aparecem com nomes diferentes, como xilitol, glicose, frutose e maltose. É importante deixar algo muito claro: Nem tudo que é diet ou usado em dietas emagrecedoras pode ser consumido por diabéticos.
“Existem, basicamente, dois tipos de Diabetes Mellitus: O Tipo 1, mais comum em pessoas jovens, é causado pela destruição total das células beta pelo sistema imunológico. O Tipo 2 corresponde a 90% dos casos no mundo e é causado, inicialmente, por uma resistência das células ao funcionamento da insulina, que ocorre, na maioria das vezes, associado à obesidade. O resultado final, nos dois tipos, é o aumento do açúcar na corrente sanguínea”, esclarece o médico.
Ainda de cordo com o Dr. Júlio Cesar, o Diabetes Mellitus Tipo 1, por ser uma patologia relacionada a uma predisposição genética com manifestações inflamatórias do sistema imunológico, não pode ser prevenido. Já o Diabetes Mellitus Tipo 2, na sua grande maioria, está ligado ao estilo de vida, sendo a obesidade o maior fator relacionado. “A ação na implementação de bons hábitos de vida, desde a infância, é o ponto crucial que pode atrasar ou até evitar o Diabetes Mellitus Tipo 2”.
O risco do Diabetes está associado, principalmente, à falta de controle, o que pode levar tanto a riscos microvasculares (retinopatia, neuropatia e nefropatia diabética) quanto a macrovasculares (infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral).
O diagnóstico para Diabetes é realizado através da dosagem da glicose sanguínea. “Esse exame deve ser realizado em pacientes jovens que apresentam subitamente sintomas de aumento da sede e da urina, junto com perda de peso importante, alterações visuais, dores abdominais ou falta de ar. Já as pessoas acima dos 45 anos, ou com histórico familiar importante, devem avaliar a dosagem de glicemia de jejum sempre junto com outros exames de rotina. Mulheres que apresentaram diabetes durante a gestação também precisam fazer o acompanhamento” enfatiza o médico. A maioria dos pacientes com Diabetes tipo 2 são assintomáticos, ou seja, não apresentam sintomas, o que aumenta o risco de complicações já no diagnóstico.
Infelizmente o Diabetes ainda não tem cura, mas segundo o Dr. Júlio Cesar, se o paciente levar o tratamento a sério e fazer acompanhamento com uma equipe multidisciplinar – médico, nutricionista, educador físico, etc. – existe grande chance de o paciente levar uma vida totalmente normal. “O tratamento é realizado associando uma alimentação saudável a atividade física regular e medicações. No caso do Diabetes Mellitus Tipo 1 sempre será necessário o uso de insulinas injetáveis e, para Diabetes Mellitus Tipo 2, inicialmente, será usado medicações antidiabéticas orais”, conclui
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