REPRESENTAÇÃO

Bruxellas apresenta ação e Justiça suspende pergunta de pesquisa eleitoral

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Rafael Bruxellas, durante live em que explicou os motivos de ter questionado a pesquisa
Rafael Bruxellas, durante live em que explicou os motivos de ter questionado a pesquisa
O candidato à Prefeitura de Franca Rafael Bruxellas (PT) apresentou à Justiça Eleitoral nesta quinta-feira, 5, o pedido de impugnação de parte de uma pesquisa de intenção de votos. O levantamento, que é realizado pela empresa Statsol Soluções Estatísticas, foi registrado nesza última quarta-feira, 4, e entrevistou 600 pessoas. Sua divulgação deve acontecer na próxima terça-feira, 10, mas uma de suas questões, referente a um possível 2º turno, não será divulgada, já que o pedido do petista foi acatado.
 
Para anunciar a medida, Bruxellas realizou uma live na noite desta quinta e explicou a decisão. Segundo ele, uma das quatro perguntas que são feitas aos entrevistados - mais precisamente a terceira - cita um possível 2º turno, mas exclui quatro candidatos da provável disputa. São eles: o atual prefeito Gílson de Souza (DEM), Orivaldo Donzelli (PTB), Marília Martins (PSol), além do próprio Bruxellas. 
 
O candidato se mostrou descontente com a exclusão, alegando que não há nenhuma metodologia, ao não explicar o motivo pelo qual apenas Adérmis Marini (PSDB), Alexandre Ferreira (MDB), Flávia Lancha (PSD) e João Rocha (PSL) foram selecionados.
 
“A pergunta três, que fala sobre o segundo turno, tem o seguinte problema: até hoje não houve nenhuma pesquisa divulgada em Franca. Mas essa pesquisa coloca apenas quatro candidatos no cenário. Por que essa pesquisa sugere que esses quatro candidatos irão para o segundo turno?”, questionou Bruxellas. 
 
O jovem candidato alegou até que a pesquisa poderia induzir o eleitor, ao não oferecer possibilidade de outros no segundo turno das eleições.
 
A decisão da Justiça foi favorável ao pedido de Bruxellas. O candidato, inclusive, leu um dos trechos da sentença. “A Justiça respondeu o seguinte: ‘Não há razão plausível para que a pesquisa envolvendo o suposto segundo turno inclua no questionário alguns poucos candidatos. Os quais foram escolhidos de forma aleatória pela empresa de pesquisa (...) Diante disso, uma pesquisa com apenas alguns candidatos, sem que esses tivessem constado em alguma pesquisa anterior, pode de fato causar confusão ao eleitor e incorrer um manifesto a infringência ao equilíbrio dos candidatos na disputa eleitoral’”.
 
Diante da decisão da Justiça, empresa não poderá divulgar as respostas para pergunta suspensa. As demais poderão ser anunciadas na terça-feira, 10, data escolhida para divulgação.
 
Antes desta, outra pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral foi divukgada na manhã desta sexta-feira, 6. O levantamento foi feito pela Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), que entrevistou 1.063 pessoas.

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